Porto!

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Eu não queria falar sobre o tema. Só quem nunca esteve envolvido na criação de raiz de projectos de marketing territorial se dá ao luxo de falar levianamente. É um trabalho duro, de enorme desgaste e óptimo para ser criticado pelos “bitaiteiros” do costume.

A nova imagem da marca Porto/Cidade não é indiferente. E aqui está um elogio aos seus criadores. Mesmo torcendo o nariz ao ponto final. Luís Paixão Martins, cujos seus sentimentos pela sua Lisboa se equiparam aos nossos sentimentos pelo nosso Porto, aproveitou para escrever sobre o tema puxando a brasa à sua sardinha.

Porque os gostos se discutem, aqui fica o meu: para mim, o Porto é ponto de exclamação e não ponto final. A exclamação das vendedoras do bolhão, dos frequentadores da baixa transformada em “movida Almodóvar”, do cimbalino pedido ao balcão, do Velasquez em dia de bola no Dragão, etc, etc, etc. O ponto de exclamação de sentimentos fortes. De entusiasmo. De arrebatamento. De cólera. Do antes quebrar que torcer.

Porto!

 

(imagem gentilmente palmada ao blog Bibó Porto Carago!

Graduação é o tempo de serviço e a nota da formação. (ponto!)

Os erros do Governo na colocação de Professores são recorrentes e consequência da dificuldade em gerir um processo muito fácil de conduzir. Não fosse o caso de estarem neste momento vários incompetentes à frente do MEC até porque há escolas, há alunos, há professores. Não há é aulas. Certamente, um detalhe, sem importância.

É só meter o Excel a funcionar e está a “andar de moto“. Confesso que já não dou para o peditório Crato – ele, um cadáver político, que entrou como o mais rigoroso de todos os rigorosos, desceu por um plano inclinado e acabou desfeito no chão da 5 de outubro. Sobre ele, the end!

Agora, quanto aos concursos, calma aí, porque os laranjinhas não vão ficar a falar sozinhos.

Vamos lá então, explicar estas coisas, especialmente a si, caro leitor, que de profs percebe pouco, mas que tem alguma curiosidade em entender como é que cerca de 100 mil professores são colocados.

As regras dos concursos, tradicionalmente, juntam dois factores: nota da formação inicial com o tempo de serviço (um valor por cada ano de serviço). Um professor que acabe o curso com 14 e trabalhe 3 anos irá concorrer com 17 e um professor que acabe com 16 e trabalhe um ano concorre com a mesma graduação: 17.

Foi assim durante muitos anos, até que um dia, uma senhora, agora condenada, resolveu inventar a roda e começar a pensar em esquemas alternativos de alocar os seus recursos humanos às unidades de gestão (esta frase saiu mesmo perfeita, não????). [Read more…]

de missão em missão

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A ministra que disfarça

peneira

Não é a primeira vez, eu cá até já conto quatro, que a “alegada ministra da justiça” recorre ao tema da pedofilia quando precisa de desviar atenções. Aí está novamente em acção. A seguir virá a lista de homicidas, que eu cá tenho direito a viver ao lado de gente santinha.

¿Y en lengua portuguesa?

lobo antunes

dpa / Erwin Elsne (http://bit.ly/lobo-antunes)

Expresso decidiu adaptar para português este pequeno excerto do testamento de Alfred Nobel:

en del den som inom litteraturen har producerat det utmärktaste i idealisk rigtning.

Aquele ‘idealisk’ é objecto de luminosa interpretação, neste comentário de Sture Allén.

O mote para a adaptação do Expresso foi uma entrevista de Horace Engdahl ao jornal La Croix, com a jornalista Sabine Audrerie a citar uma já conhecida tradução francesa (cf. Le Figaro e Le Point):

l’auteur de l’œuvre littéraire la plus remarquable d’inspiration idéaliste.

Aparentemente, a tradução inglesa consagrada

the person who shall have produced in the field of literature the most outstanding work in an ideal direction

terá servido de base à versão portuguesa do Expresso, pois

 

direcção

Efectivamente, denunciado o papel da letra consonântica c em ‘direcção’, era perfeitamente escusado, logo a seguir, dar-se cabo da qualidade grafémica do texto:

direção

Como sabemos, a excelência ortográfica está viva e recomenda-se.

Post scriptum:  “¿Y en lengua portuguesa?”, perguntava Winston Manrique Sabogal, há um ano. No dia 14 de Novembro, “le plus grand écrivain portugais vivant” andará por estas bandas. E amanhã? Amanhã, era um Nobel, sff. O Jerusalém, o Nonino e o Duke of Cocodrilos não chegam (a propósito de Duke of Cocodrilos, convém sempre regressar aos excelentes textos da Carla Romualdo).

Crato nobelizado

Vi tudo. Na Assembleia da República o ministro Nuno Crato enfrentava as questões postas pelos deputados da oposição (dos grupos parlamentares afectos ao governo só vieram débeis balbucios). E então, enquanto o ministro e respectivo secretário de estado tentavam navegar naquela tempestade, entendi o olhar dos premiados pelo Nobel da Medicina este ano. É que, quando se esperava que o padrão de actividade das células de posicionamento – “place cells” – do hipocampo viessem sobrepor-se à grelha celular abstracta – “greed cells”- permitindo aos sujeitos orientarem-se pelos marcos politicamente relevantes que a situação apresentava, tal não aconteceu. Esta interacção falhou e os dois políticos não obtiveram a expectável orientação, apresentando um comportamento entre o errático e o cataléptico.

“Portaram-se como baratas tontas, queres tu dizer!” – protestareis vós. E com razão, foi mesmo isso que aconteceu. Mas com linguagem neurológica premiada a coisa tem outra frescura, outro gabarito, reconheçam.

“Trolls just want to have fun”

Sim, os ‘trolls‘. Como as ‘girls‘, na canção da Cindy Lauper. Agora, há um estudo.