Austeridade

ajustar a economia de Portugal desde 2011.

“Portugalidade” por Zeinal Bava

Oi?

 

Cole Porter não morreu há 50 anos

Cole_Porter

Dizem as efemérides do dia que Cole Porter faleceu a 15 de Outubro de 1964. Uma parte sim. A outra, enquanto ouvirmos, enquanto houver músicos, enquanto gostarmos de música, não morre.

Deixo-vos uma mistura de versões de uma das suas canções que mais amo, Miss Otis Regrets, recuperada de um velho podcast do tempo em que fazia podcasts. Bette Midler, Nat King Cole, Bryan Ferry, Nancy Wilson & Cole Porter, Ella Fitzgerald e Kirsty MacColl & The Pogues ficam aqui a explicar que, enquanto houver músicos, Cole Porter é eterno.

Contra o Orçamento do Estado para 2015

É um orçamento evidentemente de rigor
— Miguel Macedo

 

Evidentemente.

Acerca do Orçamento apresentado às Cortes, em 1836, Francisco António de Campos, ministro da Fazenda no Governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836 – além de autor quer de A lingua portugueza é filha da latina, quer da primeira tradução portuguesa das Metamorfoses ou O Burro de Ouro de Apuleio (nas palavras de Costa Ramalho, “uma tradução digna, ainda hoje, de ser lida”)–, escrevia o seguinte:

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Hoje, como acabámos de saber, foi dado mais um passo acelerado para a nossa ruína e verifica-se que, desde a proposta de 2012 (“em Outubro de 2011, Passos Coelho apresentou o seu primeiro Orçamento anual, o que passaria a vigorar em 2012“), a acção do tempo não foi reparadora.

Espero que António Costa mantenha a sensata decisão de votar contra a proposta que o Governo entregou há pouco na Assembleia da República. Efectivamente, como previsto ontem por Heloísa Apolónia, o Orçamento do Estado para 2015 é um “Orçamento do Estado da continuidade”. É verdade que Apolónia termina a frase com “da austeridade”, mas [Read more…]

Liberdade para Educar

Logo do SPN, concurso de professoresA viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.

Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.

As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).

São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.

Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]

Refeição Social Prato

Quando entrei para a primária era ainda cedo para não alimentar a ilusão de que todos os miúdos tinham uma vida mais ou menos parecida comigo, que, não sendo perfeita, era decente. Logo nos primeiros dias, a chamemos-lhe Paula quis saber o que eu tinha comido no fim-de-semana. Eu disse, ela quis saber detalhes. E ficou estupefacta.

– Tu comes uma fêvera inteira?!

Ela não comia, nunca tinha comido, nem conhecia quem, com a sua idade, o fizesse. Seis anos/  uma fêvera, um rácio que ela nunca se tinha atrevido a imaginar.

Depois dessa, houve muitas. Eu tomava pacotes de leite chocolatado, comia bolas de Berlim, cerejas no tempo delas. Era, eu e metade da turma, um exemplo de privilégio, sem dúvida, naquela pobre escola da zona oriental do Porto.

Nunca se sabe o que nos ficará na memória. Constato que a história da fêvera, já lá vão mais de 30 anos, ainda cá está. E foi nela que pensei quando li este artigo, no Jornal Universitário do Porto, assinado pelo Miguel Heleno. [Read more…]

Mais uma fábula desmentida pelos factos

Do Expresso desta semana retive esta peça. Não batia certo com qualquer coisa que tinha lido, embora coincida com a minha memória pessoal:

expresso

Hoje ocorreu-me, era isto: [Read more…]