Hoje em dia, é tão, mas tão difícil um ministro demitir-se que a atitude de Miguel Macedo é digna dos maiores elogios. Pelos vistos, existe ainda, para os lados do Governo, uma réstia de dignidade. Ou melhor, existia…
Enquanto isso, Nuno Crato continua a vegetar para os lados da 5 de Outubro, fingindo que não é nada com ele e fingindo que ainda é o líder da política educativa em Portugal. Politicamente morto e enterrado, conseguiu cometer a proeza de ser ainda pior do que a sua antecessora, a lamentável prevaricadora. Algo que se julgava inacessível ao comum dos mortais.






Nuno Crato nunca foi melhor que as suas antecessoras.
Foi a ingénua expectativa dos professores que o colocou num pedestal onde ele nunca fez por merecer estar.
Os professores continuam ingénuos, a acreditar em qualquer fala-barato que apareça a mandar umas larachas. Quando irão aprender?
Quando verão, finalmente, que a montanha pariu um cRato?
Eu percebo que isto não caia bem a quem ainda deposita fé no sistema mas “dignidade” no actual contexto empresarial-político não tem significado. Existe necessidade e existem interesses. O resto é uma função destas duas variáveis.
Pertencer a um governo que há dois anos nos esmifra, nos rouba e nos tira a identidade, mergulhado em todo o tipo de escândalos é já por si um cartão de visitas que dá para ficar de pé atrás com TODOS os ministros.
Não foi a sua autoridade que foi posta en causa, como ele alega. É a credibilidade desta gente que não existe. É mais um escândalo de compadrio e corrupção que este governo e TODOS os ministros têm encoberto. Teve um rebate de consciência, o senhor. Pois na minha assumpção de ética, seria excelente que desaparecesse de vez..
Esta gente que pratica um regime reformista socialmente selvagem, mas que protege a sua reforma ao último limite, tudo tem feito para nos resumir à posição de meros pagadores de impostos para salvar a Banca e os seus amigos, protegendo miseravelmente a grande vigarice, que foi o BPN e agora o BES.
Com todo o respeito ao articulista, não posso ver este senhor que agora sai aplaudido pois ele é objectivamente um cumplice maior desta tragédia.
Nuno Crato é um Miguel Macedo mais agarrado ao tacho, mas igualmente delapidador das nossas estruturas onde a cultura deveria ocupar lugar chave.
A apologia de um tipo de verticalidade que nunca existiu (se ela existisse, já teria saído daquele tugúrio) é bom para se “fazerem” Presidentes da República.
Para já, fica o “heróico” acto.
Seguem-se os próximos capítulos.
E no próximo governo começará o próximo volume no grande livro da “indignação nacional”… enfim…
dignidade? pelo contrário,no “observador” o miguel é um heroi.e vejam lá, o nome “adiantado” pelo “imparcial observador”:marco antonio costa.caramba,o PM é um “macho alfa”…
Quanto a mim é mais opaco que herói.
‘Uma réstia de dignidade’?
Vai reocupar o seu lugar como deputado. Se não tem condições como ministro tem-nas como deputado da nação? Dignidade, palavra impossível na boca de alguém que recebe mais de mil euros por estar ‘deslocado’ mas possui casa em Algés… De facto, de Algés a Lisboa são vários quilometros de distância…