Um País Extremamente Corrupto

mapa-timor-lesteTimor não é um Estado falhado. É pior. Falhou o projecto nacional idealizado há uma década.”
Pedro Rosa Mendes, 2008.

Ti-morte

José Xavier Ezequiel

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Envelhecer é, quase sempre, uma coisa terrível. Talvez pudesse não o ser tanto, se o tempo e a volúpia do poder não acabassem por enterrar, um a um, todos os meus heróis. Porém, estou fartinho de o saber, os heróis são mais ou menos como as pessoas. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. A única diferença é que, por norma, se suicidam em público. E não morrem logo. Transformam-se em zombies. Em mortos-vivos. Em patéticos cadáveres ambulantes.

Admirava Lula da Silva. E, suponho, não precisarei de explicar porquê. Um dia, chegou ao poder. E foi vê-lo, mais rápido que a própria sombra do Lucky Luke, transformar-se em mais um escaravelho da bosta de rinoceronte. Daqueles que se deleitam em rebolar uma bola de esterco onde possam depositar os ovos da sucessão.

Agora vejo Xanana Gusmão a expulsar magistrados (portugueses ou não, na verdade, pouco interessa), só porque beliscaram membros corruptos do seu governo, há muito rendido às sinecuras do petróleo. Com o argumento, merdoso, da falta de competência técnica dos magistrados expulsos.

Alguém acredita que deixaram de ser competentes? Assim, de um dia para o outro? No exacto dia em que pediu ao Parlamento que não retirasse a imunidade a alguns dos ‘seus’ deputados, para não ‘perturbar’ a ordem pública?

Xanana Gusmão, meu herói dos amanhãs que já não cantam — que a merda te seja leve. Poucos o merecem tanto como tu.

Das Lajes à condecoração: a história de Durão, o mordomo

Corria o ano de 2004. Nos corredores burocratas de Bruxelas, discutia-se a sucessão de Romano Prodi e o nome de Durão Barroso surgia como terceira ou quarta opção para o cargo. Barroso não era uma personalidade destacada da cena política internacional mas cumpria requisitos de subserviência que poderiam ser muito úteis, como foi possível verificar, para servir os interesses das principais potências europeias. Algo que de resto tinha já ficado provado quando se colocou no papel de mordomo da Cimeira das Lajes, arrastando o nosso país para uma guerra absurda que não nos dizia respeito e que colocou Portugal nos radares do terrorismo islâmico. Uma guerra sem qualquer tipo de legitimidade e que mais não foi do que uma violação da soberania de um Estado para controlar os seus recursos petrolíferos e um aviso à navegação para outros chefes de Estado que tivessem a ousadia de, tal como Saddam, levantar a possibilidade de transaccionar petróleo em euros ou noutra moeda que não o dólar.

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Há Merkels a mais na Alemanha

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Comecemos por colocar os pontos nos ii:

1) O ensino técnico em Portugal é tratado como um ensino de segunda, ou pior, olhado frequentemente como uma via para delinquentes e marginais. Isso está muito errado. Deveria ser a base de uma carreira digna, responsável pela introdução de mais qualidade e de novas tecnologias na sociedade. Uma oportunidade para a criação de emprego com potencial para gerar novos empregos;

2) Gosto da Alemanha. Na Alemanha há mulheres e homens com intervenções políticas fantásticas (a minha onda é o bloco de esquerda: Verdes e Die Linke) contra a austeridade. A CDU/CSU de Angela Merkel é apenas a formação política mais votada, não é mais nem menos do que isso. Por isso não me revejo e repudio gracinhas anti-alemãs a roçar a xenofobia.

O que é grave no discurso de Merkel é que a afirmação sobre o excesso de licenciados ibéricos tem a sua dose de ignorância. A percentagem de licenciados portugueses situa-se bem abaixo da percentagem espanhola e alemã (ver gráfico acima). Estamos a falar de realidades distintas.  [Read more…]

Consumada a viragem nos EUA:

Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos!

Ver e rever: a cena das estaladas em “Trinitá – Cowboy Insolente”

Conheço uns quantos que merecem umas assim. Por acaso, foram eleitos.