Passos: “Precisamos de poesia”

Então vamos lá dizer isto em verso, que estamos aqui é para servir.

new-purple-butterfly-scroll-hi Ó Passos, que passas tantos dias a mentir,
Não sejas piegas e deixa a tua zona de conforto.
Arranja trabalho para onde te possas sumir,
Mas evita o tacho onde ex-político faz de morto.

Comments

  1. Carvalho says:

    Ó Passos, ó Cavaco, ó Portas
    Ouçam uma verdade de arromba
    Eu só ficarei satisfeito
    Dando-vos cum pano enxarcado pla tromba!


  2. Então vamos dar-lhe poesia:

    Bojudo fradalhão de larga venta,
    abismo imundo de tabaco esturro,
    doutor na asneira, na ciência burro,
    com barba hirsuta, que no peito assenta:
    No púlpito um domingo se apresenta;
    prega nas grades espantoso murro;
    e acalmado do povo o grão sussurro
    o dique das asneiras arrebenta.
    Quatro putas mofavam de seus brados
    não querendo que gritasse contra as modas
    um pecador dos mais desaforados.
    “Não (diz uma), tu padre não me engodas;
    sempre me há-de lembrar por meus pecados
    a noite, em que me deste nove fodas!”

    BOCAGE

  3. Fernanda says:

    Estamos porreiros
    Saúde excelente
    bem comidos
    e dormidos
    Ninguém está doente
    o que já chateia
    O sol aqui é quente
    e a chuva fria

    Vento em popa
    conveniente

    O mar tranquilo
    regulado
    para nadar

    A hora é exacta
    às doze em ponto
    é mesmo meio dia

    O melhor que há
    passa por cá
    vamos ao teatro
    vamos ao cinema
    vamos ao ballet

    Estamos todos porreiros
    estamos todos contentes
    olarilolé

    Vamos ao Algarve
    para falar estrangeiro
    Vamos viajar
    vamos dar uma volta
    num cruzeiro

    Vamos ao Tavares
    vamos ao Lacerda
    a todos os lados
    aqui e ali

    e vamos à merda

    ARMINDO MENDES DE CARVALHO


  4. Ó FORMOSURA!

    Piolhos cria o cabelo mais dourado;
    Branca remela o olho mais vistoso;
    Pelo nariz do rosto mais formoso
    O monco se divisa pendurado:

    Pela boca do rosto mais corado
    Hálito sai, às vezes bem asqueroso;
    A mais nevada mão sempre é forçoso;
    Que de sua dona o cu tenha tocado:

    Ao pé dele a melhor natura mora,
    Que deitando no mês pode gordura,
    Féitdo mijo lança a qualquer hora:

    Caga o cu mais alvo merda pura;
    Pois se é isto o que tanto se namora,
    Em ti mijo, em ti cago, ó formosura!

    BOCAGE


  5. Naquelas eras corruptas,
    era severa a justiça.
    Se as rainhas eram putas,
    os reis tinham fraca a piça.

  6. Ana A. says:

    Acordem ó povos do presente!
    Esqueçam as fronteiras e as diferenças!
    Uni-vos contra o cego jugo!
    Repudiai quem de vós faz sua pertença!


  7. Portugal
    És um jardim que estás beira-mar
    Que governado só por ladrões
    Começa no Presidente da República
    Acabando nas próprias Fundações
    Tudo gente muito bem instruída
    Na arte de muito bem roubar
    Quando não sabem como fazer
    Impostos são de aumentar
    São gente que já nem dorme
    A pensar na próxima golpada
    Toda agente os vê a roubar
    Só o P.R. é que não vê nada
    Assim temos um governo
    Com o apoio de deputados
    Acham que tem legitimidade
    De por a seita sermos roubados
    E como são todos eles doutores
    Com canudos bem tirados
    Em famosos cursos de roubar
    Que lhes deu os bacharelatos
    Alguns são tão bem conhecidos
    De como eles falam tão bem
    Até o povo lhe bate palmas
    Por nos roubarem como ninguém
    Ainda vou ver esta seita
    Pagamos impostos para tudo
    O que esta seita inventar
    Já só o que falta mesmo
    Imposto quando para cagar
    Um novo imposto nos criar
    Por cada bocejo que dermos
    Esse ar termos de se pagar
    Esta ladroagem que só nos rouba
    Não para de mais impostos criar
    Nem sei como ainda não pensaram
    Em fazer um por cada passada se dar
    Nós povo não temos defesa
    Nem a quem nos queixar
    Temos um P.R. que é cego
    Não vê o governo a nos roubar
    É um fartar de vilanagem
    Do governo aos deputados
    Por Camaras e freguesias
    Todos só nos têm roubado
    E para nos roubarem mais
    Organismos foram inventados
    Não passam de mais uns tachos
    Para empregar os Boys e afilhados
    E assim vai este nosso Portugal
    Governado pela seita de ladrões
    Sem que nada lhes aconteça
    Nem menos vão para prisões
    E viva esta linda democracia
    Por tantos que é apregoada
    O povo vai batendo palmas
    Que por esta seita é roubada
    E quando chegar às eleições
    Lá vai o povo a correr votar
    Correndo com uns ladrões
    Metendo outros a nos roubar
    E damos vivas aos governos
    Mais vivas aos deputados
    Só falta darmos os parabéns
    De eles nos terem roubado

    De: António Candeias


  8. Porque a realidade presente é mais ordinária do que a brejeirice de um Bocage (segundo se consta), e assim como dizia Arthur C Clark – “A realidade ultrapassa a ficção” aqui vai…..

    ÁGUA

    Meus senhores eu sou a água,
    que lava a cara, que lava os olhos
    que lava a rata e os entrefolhos
    que lava a nabiça e os agriões
    que lava a piça e os colhões
    que lava as damas e o que está vago
    pois lava as mamas e por onde cago.
    Meus senhores aqui está a água
    que rega a salsa e o rabanete
    que lava a língua a quem faz minete
    que lava o chibo mesmo da rasca
    tira o cheiro a bacalhau da lasca
    que bebe o homem que bebe o cão
    que lava a cona e o berbigão
    Meus senhores aqui está a água
    que lava os olhos e os grelinhos
    que lava a cona e os paninhos
    que lava o sangue das grandes lutas
    que lava sérias e lava putas
    apaga o lume e o borralho
    e que lava as guelras ao caralho
    Meus senhores aqui está a água
    que rega as rosas e os manjericos
    que lava o bidé, lava penicos
    tira mau cheiro das algibeiras
    dá de beber às fressureiras
    lava a tromba a qualquer fantoche e
    lava a boca depois de um broche.

    BOCAGE

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