Um lugar cada vez mais estranho…

Na última vez que pisei terras lusas ainda perguntavam se queria factura, hoje a questão é se pretendo com ou sem número de contribuinte, mas é sempre emitida, seja na tasca menos pretensiosa ou na mais elegante e exclusiva das lojas.

Encontrei um país zangado com os políticos em geral, mas com particular incidência em dois, Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. Curiosamente ou talvez não, Paulo Portas e António Costa passam entre os pingos da chuva, que por estes dias nem cai.

Jorge Jesus, Sporting e Benfica dominam as atenções gerais, existe um comentador desportivo em cada café ou sentado à mesa nos restaurantes que tenho visitado. 

Trânsito descendo a Av. Da Liberdade pela lateral esquerda e subindo na direita. Uma confusão para alguém que outrora conhecia a palmo as ruas da capital, mas que hoje se perde com alguma frequência e tem cometido algumas involuntárias infracções de trânsito, muito por força da deficiente sinalização.

Cada vez que volto para matar saudades da família ou visitar amigos que estimo, sinto que pertenço um pouco menos aqui, mas jamais pertencerei a qualquer outro lugar no mundo, apesar de não ter saído por necessidade ou falta de oportunidade, mas antes por opção consciente e voluntária. Não acato ordens de políticos e jamais um daqueles bem menores que não passará de breve nota de rodapé na História me daria ordem para emigrar, que eu cumprisse. Mas isso já é uma questão pessoal, que apenas a mim diz respeito. Apesar de tudo vou continuar a visitar o país, esquecendo a TAP porque quero ter a certeza que o agendamento é mesmo cumprido e deixando é claro de adquirir artigos electrónicos sujeitos à taxa que beneficia os proxenetas, perdão, os artistas rentistas, porque existem questões de princípio que não posso deixar de respeitar, sob pena de faltar à honestidade para com as minhas convicções. Definitivamente, pelo menos para mim, Portugal está a ficar um lugar cada vez mais estranho…

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