Passos Coelho e os Rolls-Royce com bandeira vermelha

Emídio Gomes não é um cidadão qualquer. É o Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte. Escolhido para o cargo pelo actual governo (via CRESAP, com o que tudo isto implica, mas isso são contas de outro rosário….), está equiparado a Director-Geral. Tem o estatuto de funcionário público. Mas não é um Director-Geral qualquer. É o Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte. Em artigo recente no JN, teceu algumas considerações sobre Varoufakis, o Ministro das Finanças do governo grego. “Uma mota potente? Falsa informalidade? Diletantismo militante que uma certa intelectualidade nos faz entrar pela porta dentro? Atitude fashion de dissertar sobre a filosofia dos syrizas, porque tudo aquilo me parece vazio de conteúdo e cheio de oportunismo?”.

A Administração Pública de Passos Coelho no seu melhor!

Pergunto: Emídio Gomes ainda ocupa o lugar? Vai a votos?

Comments


  1. Votos? Nada disso: tudo via sistema boy…

  2. Rui Silva says:

    Mas todos os cargos públicos agora tem que ser sujeitos a eleição?

    cumps

    Rui SIlva

    • Orlando Sousa says:

      Claro que não, mas se um funcionário superior, que é o caso, se quer dedicar ao comentário político, não tem condições para ocupar o cargo. Então que se candidate a lugares onde o possa fazer (que são eleitos).


  3. Uma “mota potente” custa tanto ou menos que um carro barato. Pormenores!

  4. antonio oliveira says:

    Li e reli o artigo em questão. Não compreendo como alguém como Emídio Gomes, sem qualquer fundamento sério, ataca e desqualifica Varoufakis, apenas porque este veste informalmente e desloca-se de mota. Não se chama a isto preconceito?

    • Orlando Sousa says:

      Seja o que fôr, um funcionário de topo da Administração Pública, que é o caso, não pode em caso algum tecer considerações públicas sobre questões de carácter ou questões políticas, sejam elas sobre um governante de Portugal, ou de outro país qualquer. Emídio Gomes não tem condições para continuar a ocupar um cargo da Administração Pública. Isto também só mostra que a escolha dos dirigentes está inquinada desde o início, e sobre a CRESAP nem é bom falar.

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