Os Euros e a austeridade assinalados

Manuel Ferrão

Os Euros e a austeridade assinalados,
Que da ocidental dívida Lusitana,
Por mares de défices nunca de antes navegados,
Passaram além de Viana,
Em desempregos e precariedades esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente próxima edificaram
Nova Pobreza que tanto sublimaram;
E também as memórias chorosas
Daqueles governantes que foram dilatanto
As privatizações, as taxas [n]as terras viciosas
De Grécia e Portugal andaram devastando;
E aqueles que por vendas desastrosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio Grego e Americano
Os livros grandes que fizeram;
Cale-se do Nortenho e do Alentejano
As famas das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Troikiano,
A quem Coelho e Portas obedeceram.
Cesse tudo o que a sabedoria antiga canta,
Que outra austeridade mais alta se alevanta”

Comments

  1. Manuel Ferrão says:

    Muito obrigado pela publicação 🙂

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