Um governo do PS

com o apoio da esquerda é SEMPRE melhor que um da direita com o apoio do PS. Subscrevo, as palavras de Carlos César.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Penso que estamos numa fase de transição histórica da política partidária. A viragem à extrema direita do actual PSD deixa um vazio político correspondente à social democracia.
    Uma ala do PS, a mais conservadora, de algum modo conotada com a Social Democracia, percebeu este vazio e vai tentar ocupá-lo. Mais não seja, para “aparecer”.
    O problema que aqui se coloca é a possível fragmentação do PS que, quanto a mim, já vem ocorrendo há muito tempo.
    A inquinação deste partido com elementos ora vindos do PC, ora conotados com o regime anterior, acaba por minar a sua ideologia que hoje é claramente uma manta de retalhos.
    Seria bom que os elementos do PSD sociais democratas (há poucos, mas ainda há alguns), se juntassem a esta ala dita socialista e que ocupassem o centro. Ficaríamos assim com um extrema direita sem máscara, uma social democracia e, com a união das esquerdas, com uma verdadeira esquerda.
    Penso que é para um esquema destes que a cena político partidária caminha…
    A minha dúvida é se esses elementos do PS que preferem fazer uma aliança com o PSD e o CDS são mesmo sociais democratas ou se não serão, eles também, de direita pura e dura.
    Carlos César tem toda a razão.

  2. Helder P. says:

    O PCP estará a regatear com o PS até ao fim, porque não é de dar ao desbarato o seu apoio parlamentar, mas neste momento ímpar que atravessámos seria incompreensível que não acabasse por assinar o tal documento.
    Também ao contrário do Bloco, o PCP gosta de fazer as coisas com mais recato e menos empolamento mediático.
    Mas nem o PCP quer ter o ónus de depois de ter aberto a porta, ter de a fechar e permitir à direita ultraliberal governar, nem uma boa parte do seu eleitorado o perdoaria. Aqui está a oportunidade do “Governo Patriótico e de Esquerda” que se fala há tantos anos.


  3. Vamos todos fazer de conta que não ouvimos o secretário geral do PS António Costa dizer antes das eleições, que não faria alianças com a direita.


    • Vamos todos fazer de conta que o “aldrabão” não disse que era um disparate cortar nas pensões e vencimentos.

  4. um Socialista says:

    Subscrevo as palavras de Carlos César . Eu votei P S para derrubar o governo de direita e extrema direita .

  5. um Socialista says:

    em 2011 a coligação foi feita depois das eleições. E agora já não vale? Porquê ? tem medo de quê ?.


    • Ó “um socialista”, medo? Claro – quero terminar com a destruição do país. Tenho (tinha!) muito medo que a miséria possa continuar. E, usando o seu não-argumento, até diria, em 2015, como em 2011, depois das eleições, uma coligação. Simples.