Marco António Costa, o absurdo democrático do PSD

MAC

Depois de meses de campanha eleitoral na sombra, não fosse a sua presença tóxica aumentar ainda mais a sangria de votos e deputados à direita, Marco António Costa ressuscitou na noite eleitoral. Desde então, é vê-lo dar voz ao partido que o remeteu temporariamente para a penumbra, sempre com aquele seu ar de senador impoluto que não tem telhados de vidro.

Em entrevista à Rádio Renascença, o vice-presidente do PSD voltou à carga contra as negociações à esquerda, e por entre os chavões extremistas que têm marcado a propaganda pós-eleitoral da coligação, Marco António Costa afirmou que “o país está a viver um absurdo democrático”. E pela primeira vez, vejo-me perante a inevitabilidade de ter que concordar com o arquitecto da ruína da CM de Gaia.

É verdade. O país vive hoje um absurdo democrático. De outra forma não se percebe como é que um partido com a dimensão do PSD apresenta aos portugueses um porta-voz com um historial de carreirismo sombrio, actualmente investigado pela justiça portuguesa por tráfico de influências, um homem que representa a destruição das finanças de uma das maiores autarquias do país e sobre o qual pendem dúvidas quanto à riqueza acumulada em paralelo com a subida da escada do poder no interior do partido. É um verdadeiro absurdo que, apesar do estado a que o PSD chegou, não haja no interior do partido o bom senso de substituir esta personagem irresponsável, de historial despesista e envolta em suspeitas das práticas mais obscuras por alguém credível e capaz de inspirar a confiança dos portugueses. Até lá, veremos quanto tempo durará o cerco ao imperador. São muitas pontas soltas, só a elite dirigente do PSD parece não querer ver. Ou será que é ele quem efectivamente manda no partido?

Foto: Lusa@Sapo

Comments

  1. Ferpin says:

    Desconfio que a resposta à última pergunta é SIM

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