Défice excessivo: mais uma manobra pré-eleitoral exposta

MLA

Escreve o Diário Económico, esse perigoso e radical pasquim de esquerda:

A dois meses do fim do ano, já se consumiu 95% do défice previsto para o conjunto de 2015. Ou seja, cumprir a meta estabelecida no Orçamento do Estado para este ano é praticamente impossível: implica que o défice não aumente mais do que 275,2 milhões nos dois meses que faltam. Uma gestão rigorosa e que, no limite, em Novembro e Dezembro pode possibilitar atingir o objectivo de saída do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) de Bruxelas (abaixo dos 3%).

Recordemos um dos seus já clássicos contos para crianças de campanha, aquele em que a propaganda da PàF comunicava aos portugueses que:

O Governo reafirma que o objetivo de défice inferior a 3% será cumprido sem necessidade de medidas adicionais.

Inebriado pelas sondagens que lhe atribuíam a vitória, Passos Coelho chegou mesmo a afirmar que o défice abaixo de 3% “já não é uma promessa, é uma questão de honra“. O Banco de Portugal, sempre fiel, alinhava no coro e os amigos em Bruxelas faziam a sua parte mas a UTAO não parecia interessada em alinhar no embuste e o próprio FMI, ironicamente pela voz de Vítor Gaspar, apresentava uma previsão revista na casa dos 3,2%, poucos dias após as eleições e longe ainda de se saber que o governo acabaria por cair e o que o acordo à esquerda se materializaria.

Sejamos sérios: com um défice de 4,7% no primeiro semestre, o que obrigaria a que se mantivesse nos 0,7% durante o segundo para que as previsões irrealistas do governo se concretizassem, só mesmo um palerma é que engolia este embuste. Mais um. Resta saber como é que a máquina de propaganda da PàF irá imputar a culpa pelo não atingimento de mais uma meta ao governo de esquerda.

Foto: Steven Governo/Global Imagens@JN

Comments

  1. Nightwish says:

    De facto, é uma questão de honra, o problema é que a direita já não tem nenhuma.

  2. FilipeMP says:

    Sejamos sinceros, o homem entusiasmou-se quando disse aquilo, é óbvio que agora a culpa será do atual governo, porque não tomou as medidas certas.


  3. Cambada de parasitas e aldrabões ,e ainda o srº cavaco não quer mudanças, possivelmente tem de devolver o que recebeu do BPN. Ele e todos os que se abotoaram á MASSA .

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  1. […] que afinal não passa de um frágil castelo de cartas, em processo de desmoronamento. Sobretaxa, défice, Novo Banco e os famosos cofres cheios são hoje mentiras totalmente expostas que os mais altos […]


  2. […] do ex-primeiro-ministro, das cambalhotas fiscais até aos célebres embustes da saída limpa, do défice de 2015 que ia ficar abaixo de 3% – que mais do que uma promessa, era uma questão de honra – ou do Novo Banco que não […]