Quando a imprensa dava uma mão à propaganda do PàF

Expresso

Os truques da imprensa portuguesa é uma página no Facebook que, tal como o próprio nome indica, se dedica a desmontar e expor as mais variadas artimanhas que nos vão sendo servidas pela nossa comunicação social. Numa das suas mais recentes publicações, esta página faz referência a uma notícia publicada no Expresso a poucos dias das Legislativas, que vinha dar força ao embuste pré-eleitoral da “devolução” da sobretaxa, na qual era afirmado que, apesar da projecção governamental de uma “devolução” na casa 35% do valor da sobretaxa em 2015, as contas do Expresso iam mais longe e referiam que essa devolução se situaria entre os 60% e os 100%. 

Algumas semanas depois, um dos autores da referida notícia, João Silvestre, assina uma nova peça onde se pode ler

Estimativa de reembolso da sobretaxa de IRS está em queda livre. Governo já sabia da má notícia para os contribuintes, que foi recebida com bastante incómodo. Fala-se até de algum desconforto entre PSD e CDS sobre o tema. Balanço só poderá ser feito no final do ano mas, já no mês passado, havia sinais de que zero era o limite. Ao contrário do que o Governo andou a prometer…

Pois, ao contrário do que o Governo andou a prometer e daquilo que levavam a crer as contas de João Silvestre e do Expresso, e que ainda devem ter valido uns quantos votos extra à coligação PSD/CDS-PP. Felizmente não os suficientes para termos que os aturar por mais 4 anos.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Não há aqui nenhum “truque” da Imprensa Portuguesa.
    Assistiu-se desde há mais de trinta anos, à construção, passo a passo, de um POLVO que recebeu o nome do “cavaquismo” que, à boa maneira fascista, foi tomando conta do aparelho.
    Aquilo a que hoje assistimos, desde banqueiros intocáveis, corruptos intocáveis e todos os desmandos políticos e sociais, é uma dádiva desse monstro que se chama cavaquismo e que a todos nos enrolou.
    A Imprensa é, apenas, o braço armado, mas entra no esquema geral da propaganda própria de governos totalitários, com rosto hipócrita de democrata.
    O conceito de ditadura também evoluiu. Hoje exprime-se de outra forma: “governa quem eu quero”, “rouba quem eu quero”, “é julgado quem eu quero” e “publica-se o que eu quero”.
    É verdade que as instituições acabam por perder credibilidade, mas isso é um valor menor quando a questão de fundo é o poder. E esta gentalha – “jornaleiros” incluidos – só lá estão pelo poder.


  2. Concordo inteiramente com as considerações do comentário anterior. Infelizmente as pessoas não parecem estar atentas, mas atualmente finança e comunicação social governam o mundo e o nosso pequeno mundo não é exceção. A finança é de facto, e não vale a pena ironizar, a dona disto tudo e é-o com o apoio indispensável da comunicação social que não só não denuncia como justifica essa situação e forma uma opinião pública condescendente.

  3. Ana A. says:

    Isto tudo, porque se desvaloriza a formação ética do ser humano. Ensinam-nos e estimulam-nos, desde miúdos, para competir, empreender, se possível ser o nº1. A pessoa bem sucedida é a que “tem” um bom cargo, “tem” poder económico, “tem” amigos influentes…
    Colhamos pois, os frutos da sementeira!


  4. Estado deve criar mecanismos para responsabilizar governantes (deixo os média para outra altura) que de forma ardilosa e mentirosa enganam os portugueses. Como pode a Marilu, e não só; depois dos swaps na Refer e do que disse da devolução da Sobretaxa, sentar-se alegremente numa cadeira da AR e receber ordenados e regalias como um deputado íntegro?!
    Haverá sempre quem me diga que foram eleitos pelo povo
    A democracia destes pantomineiros resume-se a colocar um papel dentro de uma caixa.

  5. antifacho says:

    Não se perdia nada se alguns dos parasitas de alto calibre que cá temos fossem enviados para a china,

  6. antifacho says:

    Drº Balsemão tem conhecimento do que se escreve no seu jornal?

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