Os cofres cheios de Maria Luís Albuquerque

Devem estar agora mais cheios com o tiro certeiro na Arrow. Sem ponta de vergonha nas ventas.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Esta é a imagem mais sonante do cavaquismo que nos tolheu: o oportunismo despudorado e a protecção dos amigos que vai originar dividendos no futuro.
    Enquanto uns – a grande maioria deste povo – lutam para ficarem, no fim das suas vidas com pensões de miséria, esta gentalha aproveita-se descaradamente de todas as benesses para constituírem o seu futuro.
    E grave é que não têm a mínima ponta de vergonha na cara. Quem lê a lei logo conclui que há incompatibilidade com as funções da deputada. A ânsia de mamar por duas tetas, faz esta espécie de gente mentir e enganar com uma lata de todo o tamanho. E pensar que mais de 40% dos portugueses vota nesta gentalha, dá-me asco.
    Há dias, li uma série de coisas nestas páginas sobre um rendimento mínimo a atribuir aos portugueses, como se faz na Finlândia, dizem os conhecedores.
    Onde está essa gente tão humanista que não vejo nas críticas a esta gente que nos suga?

    • Ana A. says:

      Caro Ernesto,
      “A Oeste Nada de Novo”…
      A gente humanista deixou de se “espantar” com a repugnante conduta de uma certa classe política.
      Também não se espanta, quando um partido político apresenta um projecto à alteração da lei das incompatibilidades e é chumbado no parlamento!
      Espanta-se, contudo, quando alguém decide escrever um texto com o título “Obscenidade, pornografia…” que nos remete para a “utopia” (inconcebível e altamente gravosa para o país), de uma proposta de um rendimento básico incondicional…

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Cara Ana A.
    Há uma relação de causa efeito entre os dois factos que pretende ligar.
    Enquanto este País tiver à sua frente uma verdadeira quadrilha cujo objectivo é sugar e continuarem impunes nas suas malfeitorias existe, quanto a mim, uma incompatibilidade ética, moral e física com a distribuição de um rendimento básico incondicional.
    Não cabe no meu modo de pensar distribuir migalhas e, como diz, …” deixar de se “espantar” com a repugnante conduta de uma certa classe política” que canaliza para si o grosso dos bens deste País e que nos obriga a recorrer à Troika e somar sacrifícios em cima de sacrifícios, em nome de uma austeridade que enche os bolsos dos ricos.
    Os Humanistas não podem deixar de se “espantar” com o comportamento desta corrupta classe (incluo aqui o chumbo da proposta a que alude no seu texto).
    Para mim, o referido rendimento é claramente um populismo que não faz sentido nas condições que o País atravessa, a menos que queiramos, definitivamente dividir o País em dois: um em que as malfeitorias se sucedem e ninguém se “espanta” e outro em que se distribuem migalhas, porque nada mais resta.
    Considero-me um Humanista, com os pés bem assentes no chão e como em qualquer actividade, enquanto se não curarem as feridas do anti-humanismo, não nos poderemos deixar de espantar com as atrocidades morais que por aqui passam.
    A “Oeste nada de novo” enquanto nos não espantarmos mesmo.
    Cumprimentos.

    • joão lopes says:

      esta decisão da senhora ,só prova que a unica coisa que a move é o dinheiro a entrar na conta bancaria dela.alias ,isto prova que enquanto titular de cargos publicos,nunca foi a causa publica,ou o humanismo que orientou a conduta desta gente:apenas os seus proprios interesses financeiros.por outro lado ainda(agora a fazer de advogado do diabo),isto é uma paulada no psd,um verdadeiro tiro no pé,uma traição.deste ponto de vista percebo que o coelho ande a fugir dos jornalistas como o diabo da cruz.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Pode ser que lhe pareça que Passos Coelho ande a fugir aos jornalistas, mas o que eu vejo na TV não é nada disso. É uma campanha obscena dessa gente que se diz jornalista em prol do psd.
        TVI, SIC e mesmo a RTP dão mais tempo de antena ao nosso segundo coveiro que ao nosso governo.
        De resto, os comentadores são os mesmos (excepto Marcelo que vai fazer as suas bem amadas conversas em família em memória do padrinho) e o contraditório não existe como nunca existiu na nossa televisão.
        E ainda nos brindam com programas hipócritas, que mais não são que campanhas em prol de um status, a cargo da Fátima Campos Ferreira que pretende responder àquela dúvida metódica e cartesiana se podemos acreditar nos bancos.
        Ó senhora vá falar aos lesados do Bes que eles contam-lhe uma história…
        Uma vergonha.

    • Nightwish says:

      “que nos obriga a recorrer à Troika e somar sacrifícios em cima de sacrifícios”
      Só um reparo, não foram a corrupção nacional, a ilegal e a legal, que criaram a necessidade da Troika.
      Tal como, aliás, ela nunca fez parte da solução.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Meu caro Nightwish:
        Gestão danosa e corrupção são de facto coisas diferentes, mas pessoalmente meto-as no mesmo saco, pois criminalmente há leis aplicáveis a cada um dos desmandos.
        Já a corrupção legal que cita no seu texto, escapa-me completamente.
        Andámos anos e anos a ouvir os irresponsáveis políticos – os últimos dos quais o actual presidente da república e o primeiro ministro que cessou funções – a acusarem-nos de vivermos acima das nossas possibilidades.
        Contudo em 40 anos onde esse presidente esteve em missão governativa mais de metade, como ministro, primeiro ministro e presidente, assistimos à execução de uma Expo, ao levantamento de estádios que estão a cair de podres, à criação de Centros Culturais que foram um sorvedouro de dinheiro, à construção de auto estradas duplas e triplas, a negócios fraudulentos onde entram os bancos, as offshores, os SWAPS e todas as maningâncias dos sucessivos governos que nos conduziram à situação em que estamos. Admito que isto não seja tudo corrupção, mas continuo a defender que gestão danosa leva às mesmas consequências.
        E que ouvimos e vemos depois de tudo isto?
        Um irresponsável vir à televisão dizer que o que ganha (mais de 10.000 euros por mês) não lhe dá para governar a casa e constatamos que os seus amigos banqueiros e quejandos estão em casa com pulseira electrónica enquanto que o apuramento das responsabilidades vai transitando para as Kalendas gregas.
        Metade do dinheiro que veio da Troika (40 mil milhões dos 80 mil milhões) foram utilizados na capitalização da banca e a “bombagem” ainda não terminou.
        E perante este cenário o Nightwish diz que não foi este cataclismo, uma mistura enredada de corrupção, de interesses vários, de pedantismo e de gestão danosa, que nos fez chamar a Troika?
        Que a Troika nunca foi solução, estamos completamente de acordo, mas a verdade é que tudo foi feito para que ela cá entrasse e de cá não saísse. Mas o que dói mais é que não há um responsável e até agora só se tem ouvido a irresponsabilidade política a clamar que vivemos acima das nossas possibilidades. Não dá para ficar revoltado?

        • Nightwish says:

          Não, todo esse desvio de dinheiro, muito do qual legal mas que não deixa de ser corrupção, não chegou para chamar a troika. Chegou para causar parte do problema e a facilitar a introdução de reformas impopulares (e contraproducentes), mas a chamada falência foi uma inevitabilidade da moeda. Uma moeda única para economias diferentes implica transferências de capitais, tal como acontece na América. Lá a direitalha local não se queixa da transferência de dinheiro feita pelo governo federal, senão os estados mais republicanos abriam quase todos falência.
          Também por isso, bem como o resto da ideologia económica sem modelo que a sustente, é que Portugal não foi nem é o único país com problemas e a economia europeia não retoma: uma moeda e um banco central só funcionam com solidariedade e igualdade.
          De resto, é mais um assumir a mediocridade do país e dos governantes como algo intrínseco e único, algo que me recuso a aceitar.

  3. marcio says:

    putinha feia

  4. marcio says:

    que vergonha esta gaja andou a roubar agora vai trabalhar por uma companhia a ganhar uma fortuna e ainda por cima a ganhar tres mil e tal euros do pouco tempo que representou Portugal que vergonha essa lei que os politicos ganhem essas reformas onde uma pessoa que trabalha 40 anos mal sobrevive e o cavaco silva que morra em breve que nunca ves nada por portugal