E pronto, o golpe está dado


empeachment

Um grupo de corruptos pronunciou-se sobre corrupção.

Comments

  1. Anónimo says:

    1
    É suposto que a democracia é o melhor e mais justo sistema político;
    É suposto que os eleitores votem em partidos e em políticos que defendam a democracia, a justiça e o bem publico;
    É suposto que os partidos reunam os cidadãos mais competentes, mais honestos e mais capazes de gerir o estado e o bem publico;
    É suposto que os eleitores decidam em consciência, porque foram rigorosamente bem informados pelos meios de comunicação.
    2
    Quando os partidos reunem e promovem os mais incompetentes e os mais corruptos;
    Quando os meios de comunicação estão na posse dos predadores dos cidadãos, do estado, e do bem publico;
    Quando os Tribunais garantem a impunidade destes animais, corruptos e poderosos;
    Quando o Presidente da Republica invoca a moralidade e ética desta cambada, e até os condecora, e convida para o Conselho de Estado.
    Quando os cidadãos, enganados pela propaganda dos meios de comunicação, votam precisamente nos partidos lacaios desta oligarquia de gatunos;
    3
    A democracia deixou de ser.

  2. Carvalho says:

    Há que concordar que a Dilma e o Lula se puseram a jeito.
    O problema é: há alguém no Brasil que não seja corrupto?
    Em quem pode o povo brasileiro votar? Ninguém?

    Ou então, o melhor será assumir de vez a coisa e despenalizar a corrupção; quando é modo de ser deixa de ser excepção, passa a regra; penalize-se, pois, a decência e a honestidade e seja-se brasileiro (angolano, português, etc) de cabeça erguida e sem vergonha. Nem nada.

    • Concordo com a ironia. Mas lembro, porém, que se o Lula se pôs a jeito ou não é irrelevante para o caso. Não se deve confundir algo que é importante aqui, porque senão isso seria o mesmo que haver um impeachment do actual primeiro-ministro por causa do Sócrates. Além disso, a Presidenta tem todo o direito de nomear quem ela quiser para ministro, e o processo de impeachment nunca teve nada a ver com Lula. Quem caiu foi a Dilma, que deve ser por sinal uma das raríssimas (!) pessoas na política do Brasil que não é acusada de receber subornos (as chamadas “propinas” ou de peculato etc, e cujo único “crime” foi umas pequenas manobras de maquilhagem do orçamento do Estado, para dar a impressão que as despesas são menores. Sem querer desculpabilizar, qual será o município no Brasil que não faz isso? E quantos governos europeus não fazem isso?

      Até as declarações (dignas de circo ou de futebol) dadas pelos deputados que votaram no congresso deixaram de lado quaisquer motivos jurídicos e dedicaram seu voto à família (que talvez seja código para a organização mafiosa a que cada um pertence). E a Deus, que é sempre o maior auxílio à falta de argumentos (quando se menciona Deus já não é preciso ser-se racional, porque existe a Fé).

      Atenção que este processo marca a tentativa de ascenção ao poder do mais acéfalo fundamentalismo evangélico, que é aliás uma das formas de sustentação do capitalismo, mas adiante…Houve quem (um futuro candidato presidencial, a subir nas sondagens) tivesse homenageado a memória de um torturador da Ditadura Militar, mas ninguém se lembrou de dedicar o voto à Constituição, o que não deixa de ser óbvio dadas as circunstâncias.

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