Menezes, o retirado

O senhor Doutor levou uma paulada monumental no Porto e, confesso, pensei que seria para todo o sempre. Pelos vistos não foi, embora, me palpite que o sr. Retirado não conhece a Lei, mas, numa lógica de serviço público aqui fica:

“No caso de renúncia ao mandato, (…), não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.” (Lei nº 46/2005, de 29 de agosto)

Ora, o senhor poder escrever que não se vai candidatar a Gaia. Mas, a única verdade realmente verdadinha é esta: Vila Nova de Gaia 2017 é um jogo que a Lei não lhe permite jogar. PONTO!menezes

Prestado este serviço público, poderia trazer aqui os episódios patrocinados pelo Sr. Retirado que lesaram os interesses dos Gaienses e delapidaram as contas deste lado do rio. Não me surpreendeu a banhada (sim, é mesmo para reforçar a repetição) que levou do outro lado do mesmo RIO (as maiúsculas aqui são uma piada) porque sabemos o que custaram, do lado de cá as condenações em tribunal.

Mas, em boa verdade, o que estamos todos a assistir é a uma luta pelo poder no PSD em Gaia. Por um lado, o candidato legitimamente eleito e que em tempos até esteve com os dois pés fora da cosa nostra Menezista. Por outro, o Sr. Deputado, que não conformado com a derrota local, sonhou um dia com o regresso (ilegal) do Retirado.

Escrito de outro modo, de um lado, um líder concelhio que procura mostrar um caminho diferente em relação ao passado desastroso dos laranjas da terra e, do outro, um homem com dificuldades em aceitar que perdeu. E, perante essa derrota, procura, com todas as armas, minar o terreno do adversário que, se percebe agora, está dentro de portas.

E, isto é tudo tão simples, que até custa a entender como é que há jornalistas que… Ups. Pois, não era este o caso. Esqueci-me.

Afinal isto era tudo por causa do trio que animou Gaia ou seria Gaianima?

E, tu queres ver que o Sr. Retirado meteu a cabeça de fora apenas para se proteger das ondas de choque?

A ver pelas notícias:

 – SIC | RTP | TVI | JN | Público

Comments

  1. Caro Amigo
    A lei diz quadriénio após a renúncia ( a data da renúncia), ou seja, só não permite candidaturas em eleições intercalares.
    Contudo eu já afirmei que não seria candidato a mais nenhum cargo electivo executivo. E disse o há quatro anos, não agora.
    Portanto, relaxe e respeitosamente vá pregar para outra freguesia.
    Cumprimentos

  2. Caro amigo,
    grato pelo seu comentário, dizer que tenho uma leitura diferente da sua, no que diz respeito aos 4 anos, mas ambos sabemos que quando se juntam dois advogados, nascem 3 opiniões, logo, na presença de, pelo menos um não jurista (eu!), admito outra leitura.
    Mas, como diz, o essencial não é isso – estou de acordo. Temos, é uma divergência sobre o essencial: no seu comentário fica clara a não candidatura. No meu texto a opinião sobre os seus posts.
    Quanto ao relaxamento, agradeço a sugestão, sempre simpática. Quanto à sugestão anexa, aí é que temos um duplo problema:
    – por um lado não sou um homem de grande fé, tirando o SLB e por isso pregar, não é, manifestamente a minha praia.
    – ir para outra freguesia.. Também não me dá muito jeito. Vivo aqui, em Gaia é cá que trabalho e, como assino os meus textos e dou a cara por eles, não vejo motivo para mudar de freguesia. Não é também minha intenção atravessar o rio para ser candidato no Porto.
    Portanto, sem pregação, mas por Gaia, sempre dedicado a fazer o melhor que posso e que sei pelas pessoas da terra que escolhi para viver e educar os meus filhos.
    Atentamente,
    JP

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