Crime e Castigo

A condenação em juízo de um cidadão é o resultado da aplicação do Direito à sua conduta e da decisão ponderada, presume-se, de um Tribunal, ao qual caiba o seu julgamento. A mais grave punição a que esse cidadão está sujeito é a privação da Liberdade, suplício através do qual a sociedade pretende que ele expie o seu crime e o resto da comunidade se sinta dissuadida de o replicar.

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Menezes, o retirado

O senhor Doutor levou uma paulada monumental no Porto e, confesso, pensei que seria para todo o sempre. Pelos vistos não foi, embora, me palpite que o sr. Retirado não conhece a Lei, mas, numa lógica de serviço público aqui fica:

“No caso de renúncia ao mandato, (…), não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.” (Lei nº 46/2005, de 29 de agosto)

Ora, o senhor poder escrever que não se vai candidatar a Gaia. Mas, a única verdade realmente verdadinha é esta: Vila Nova de Gaia 2017 é um jogo que a Lei não lhe permite jogar. PONTO!menezes

Prestado este serviço público, poderia trazer aqui os episódios patrocinados pelo Sr. Retirado que lesaram os interesses dos Gaienses e delapidaram as contas deste lado do rio. Não me surpreendeu a banhada (sim, é mesmo para reforçar a repetição) que levou do outro lado do mesmo RIO (as maiúsculas aqui são uma piada) porque sabemos o que custaram, do lado de cá as condenações em tribunal.

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Carta ao Sr. Menezes – em Gaia há mais uma cratera

Sr. Menezes, chegou mais uma!cimpor

Encarrega-me o remetente postal da missiva em dívida – uma sociedade do Luxemburgo, segundo se sabe – de dar conhecimento a Vossa Excelência da decisão judicial.

Sim, é verdade – Vila Nova de Gaia e os gaienses continuam a pagar a sua gestão municipal descuidada, incompetente e sem respeito pelas normas da lei e do bom senso. Desta vez, são uns míseros 3.63 milhões de euros pelo colocação de um sinal de proibição!

Parece-lhe pouco? Daria para 6849 meses de salário mínimo, ou seja, para 570 anos de salário a um trabalhador ou, até para pagar um funcionário em cada escola do Concelho durante 5 anos!

Espere! O senhor Luís Filipe está a achar pouco porque a condenação inicial passava os 32 milhões, é isso? Pois, mas sabe, na Câmara está alguém que procura gerir com cuidado o dinheiro que é do povo, embora a nova gestão seja obrigada – pelos erros do passado – a recorrer a um mecanismo de saneamento financeiro para tentar ganhar algum futuro.

Se aos  14 milhões da outra carteira, se juntarem estes 3,6 começa a ficar mais clara a qualidade da sua gestão que nos levou até aqui.

Mas, já que estamos numa de abertura, permita-me a pergunta: não acha que este sinal ficou um pedacito caro?

Não lhe parece que seria adequado Vossa Excelência sentar o dito cujo onde é devido, para prestar contas, porque se é verdade que a Democracia o castigou na Invicta, não é menos verdade que as facturas continuam a cair do lado de cá do rio?

Sou quem sabe, até à próxima factura,

Afinal ainda existe justiça para católicos no mundo árabe

Tribunal egípcio condena 71 pessoas a perpétua por queimarem igreja cristã” (Expresso)

O Estado, o caraças!

Pago eu, pagas tu, só não paga ele!

Passos Coelho e a Democracia

 

Ao longo destes anos de Democracia têm-se conhecido os mais variados tipos de políticos e têm-se assistido aos mais variados dislates. Nem vale a pena fazer-se o rol das asneiras – dava um livro! – basta recordar, a título de exemplo divertido, o expressivo “bardamerda” do defunto almirante Pinheiro de Azevedo e o discurso de tomada de posse do Pedro Santana Lopes. Foram momentos de enorme gozo e hilariedade. Houve – e há – nesta matéria de políticos, um pouco de tudo. Uns mais fleumáticos, outros mais emotivos, até mesmo coléricos. Todavia, no meio de tantas personalidades e de tão distintas idiossincrasias, não creio ter havido – pelo mesmo que me lembre – nada de comparável ao desastrado Pedro Passos Coelho. A sucessão de erros e equívocos são contínuos e exemplares. Nunca, em tão pouco tempo, um político se desacreditou tanto. Ainda ontem, informado Francisco Louçã sobre a surpreendente posição do líder do PSD acerca da IVG, reagia este, irónico, à comunicação social: “Ai o Dr. Passos Coelho disse isso esta manhã?! Então à tarde já muda de ideias!”. E foi. À tarde já o líder do PSD amansava a posição sobre um referendo e suavizava o motivo de ter abordado o assunto, desculpando-se com o facto de uma entrevistadora lho ter perguntado. E ele, na modéstia das suas próprias palavras “que é um homem de enorme franqueza”, lhe ter confessado o que pensava. Ignorando-lhe a sinceridade o facto de estar a responder aos seráficos microfones da Rádio Renascença… e pelas razões que toda a gente percebeu. Entretanto, à noite, não fora o dia suficientemente conturbado, pegou-se-lhe outra vez a asneira à franqueza e vá de desancar no Pacheco Pereira acusando-o de “semanalmente fazer campanha contra o partido”. O que até nem é de todo mentira, só que confunde o partido com ele próprio e não era a ocasião indicada de o dizer. O que lhe vale, para já, por parte do Pacheco ofendido o epíteto de… “caluniador”. Já hoje, depois dos incidentes ocorridos num comício do PS de ontem à noite, incidentes esses que contaram com a presença de elementos ligados ao PSD como foi noticiado pela TVI, em vez de se demarcar claramente do ocorrido condenando de forma inequívoca comportamentos atentatórios da liberdade de reunião e de expressão, limitou-se ao sacudir a água do capote num simples “lamentar o sucedido”. Mais! Ainda veio implicitamente verberar o comportamento policial, tentando adoçar as provocações e o comportamento dos provocadores, travestindo-os em “manifestantes”, coitadinhos, vítimas do excesso de zelo policial. Será que Passos Coelho nunca ouviu falar em ordem democrática? Ou, tendo ouvido falar, não sabe o que esse conceito significa? Terá saltado para a história directamente do 24 de Abril? Assim não vai lá. Era o que (nos) faltava!