O sucesso do Capitalismo


Ana Cristina Pereira Leonardo

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Quando a fortuna acumulada de 8 (OITO) marmanjos equivale à miséria detida pela metade mais pobre da população mundial, 3,6 mil milhões de pessoas (TRÊS VÍRGULA SEIS MIL MILHÕES), somos obrigados a concluir que o Capitalismo é um sucesso, pelo menos para oito terráqueos.

Comments

  1. anónimo says:

    E somos obrigados a concluir que, o sucesso Capitalismo é a miséria da humanidade e a destruição do planeta.

  2. Fernando Antunes says:

    A lógica do sistema é mesmo essa.

    Claro que para os fundamentalistas do pensamento único neoliberal (com o inevitável e inseparável darwinismo social em que se baseia e justifica, na essência, uma arrebatada ideologia de acumulação não controlada de capital) a culpa da pobreza dos 3,6 mil milhões é dos 3,6 mil milhões, nunca dos oito homens de sucesso.
    E relativamente aos ‘homens de sucesso’, não é a terminologia que é sexista, pois segundo a revista Forbes, as ‘self-made women’ são apenas dois por cento, ou menos, do total de bilionários no mundo, e longe dos primeiros lugares (a minha teoria é que a probabilidade de ocorrência de ‘American Psychos’ é consideravelmente superior entre os homens do que entre as mulheres. Há um nível de psicopatia genocida que é necessário ter para se ser super-rico, o qual vejo como um atributo mais masculino por natureza).
    E pronto, resulta desta ideologia que os que reclamam justiça social e um mínimo de humanidade são, no fundo, preguiçosos e ineptos que não sabem jogar ao Monopoly correctamente.

  3. Rui Naldinho says:

    A democracia e a moral são necessárias para o sucesso do capitalismo?
    A resposta é óbvia.
    O problema é que muita gente acha que ela não é assim tão óbvia, defendendo que sem democracia e um conjunto de regras que arbitrem os vários interesses dentro do capitalismo este não triunfa.
    Se há uma coisa que a globalização está a demonstrar a olhos vistos é que “a democracia é mesmo uma chatice e a moral um comportamento burocrático com origens na antiguidade clássica”

  4. Pode ser que isto mude !!!

  5. Konigvs says:

    Como se ouvia ontem no Portugalex, é aberrante mas é, como é possível que metade da população mundial tenha tanto dinheiro como oito grandes empreendedores!

  6. Ricardo Almeida says:

    A progressão exponencial do acumular de capital revela um dos maiores defeitos estruturais do capitalismo. Os neoliberais vivem num mundo de fantasia onde essa entidade misteriosa que é o “mercado livre” se encarrega de distribuir riqueza por todos. Como se pode ver por estas notícias…
    Há um ano, metade da riqueza global estava concentrada em 67 pessoas. Este ano está em 8.
    É certo que muita desta alteração se deve a um ajustamento do modelo de cálculo mas isso apenas indica que no ano passado a situação era pior que se julgava.
    Ter um neoliberal a defender o capitalismo na sua actual forma é como ter uma vítima de tiroteio a pedir para que as balas baixem de preço.
    A tendência é óbvia e expõe as falhas do capitalismo hoje mais que nunca: o capital mundial está a concentrar-se em cada vez menos pessoas. O capitalismo não só não previne a acumulação e estagnação de capital como a encoraja. Os pobres são os primeiros a ser consumidos como é óbvio mas só um tolo é que acha que as coisas ficam por aqui. Quando todos estes estiverem a trabalhar por um prato de arroz (como já acontece em muitos países aliás) será a vez da classe média. E depois seguem os ricos, os milionários, os multimilionários e até bilionários, que presumo serem engolidos por trilionários e afins. Hoje é normal grandes multinacionais comprarem pequenas e médias empresas como quem compra um pacote de pastilhas, apenas eliminarem possível concorrência ou simplesmente para se apoderarem de uma ou outra ideia inovadora sem ter de passar pelas dores de investir no assunto. E depois temos o caso recente da Monsanto e Bayer, em que dois gigantes se fundiram num só. Dificilmente vai ficar por aqui. Pode demorar um ano ou 10 mas não ficaria surpreendido se um dia a General Motors decidisse comprar o Facebook ou vice versa. O que interessa é ser o maior tubarão do aquário, custe o que custar.
    A longo prazo até os mais acérrimos defensores do sistema serão engolidos por ele e, no limite, haverá apenas uma empresa, e um patrão, a controlar tudo o que se produz no planeta.
    Detesto soar a mais um profeta da desgraça mas progressão lógica do que tem estado a acontecer assim o indica.

  7. Que besteira…

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