Três horas de vida irrecuperavelmente perdidas


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De Tom Brady só lhe posso gabar a beleza da mulher, as mansões e as bombas que possui na sua garagem. Dizem que é uma espécie de Michael Jordan do futebol que de Futebol não tem nada visto que é jogado maioritamente com as mãos. Acabou de conquistar o seu quinto anel de campeão na prova.

Estive a ver pela 2ª vez o Superbowl, a final do Futebol  Americano. Hoje, é uma daquelas noites estranhas em que no nosso país, centenas senão milhares despem o fato (afinal ainda há fatos, Francisco) de comentadores futebolísticos de tasca para se tornarem grandes especialistas num jogo cujo objectivo, cujas estratégias (ou processos de jogo, se quiser falar a língua do Freitaslobês) ou cujas regras e vedetas, são mistérios insondáveis para mim. Ou então, para serem acordados ao intervalo para ver o cenário dos concertos dessa abjecta maralha de vedetas norte-americanas alienadas que passam em loop, até à exaustão nas playlists das rádios mundiais. Há também aqueles que só querem ver os fantásticos (no seu sentido amplo) anúncios de intervalo. É pena que os mesmos que hoje estão (nas redes sociais) a comentar até ao osso as tomadas de decisão de passe de Tom Brady ou quem é que abalrroou quem (porque efectivamente, uma placagem a sério não é isto), sejam os mesmos que não dão para a caixa do peditório das modalidades amadoras em Portugal ou que não apoiam nem partilham um único feito internacional dos nossos raros Campeões. A não ser que a bola seja redonda e o campo tenha 22 jogadores. 

Pela segunda vez decidi ver o Super Bowl. Da última vez que decidi perder várias horas da minha vida para perceber o jogo, como as Águias Marinhas de Seattle estavam a dar um cabaz das antigas aos Broncos de Denver (provavelmente aquela que será a equipa mais representativa do povo Norte-Americano) adormeci antes do intervalo e já não tive direito a ver uma artista semi desnuda. Hoje, dei-me ao trabalho de perder mais um bocadinho irrecuperável da minha existência para ver um jogo em que os artistas em 15 minutos disponíveis por período devem jogar líquidos praí uns 3 e não estou a falar do anti-jogo que é feito pelo Tondela contra os grandes quando está a ganhar ou a empatar. Estou mesmo a falar de um jogo em que as pausas e intervalos são superiores ao tempo útil de jogo. Fiquei altamente elucidado acerca das regras, das tácticas e do brilhantismo dos gajos que andam ali indiscriminadamente à cacetada uns aos outros sem aparente razão que não a de bloquear lançadores e bloqueadores de bloqueadores de defensores. O que equivale a dizer que depois desta banhada de táctica e de técnica, estou provavelmente predestinado, a inscrever-me nos próximos dias no exame de maiores de 23 anos de uma universidade qualquer para cursar com afinco qualquer coisa relacionada com a Zootecnia ou com a Engenharia de Regas.

 

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