Isto é futebol! O golo da semana!


Vindo directamente da Escócia, mais propriamente da vitória do Celtic no terreno do Saint Johnstone por 5-2. Hat-trick da grande promessa do futebol francês Moussa Dembele jogador com 20 anos que já leva 23 tentos em 39 partidas disputadas na presente temporada pelos católicos e que é neste momento um dos jovens mais cobiçados do futebol europeu.

Repare-se em vários pormenores que fazem desta jogada uma jogada de dinâmica colectiva admirável que decerto fez inchar o treinador Brendan Rodgers:

1. Perante um bloco ultra profundo apresentado pela equipa do Saint Johnstone na cena, na posse do esférico, o lateral direito internacional sueco Mikael Lustig prefere não avançar para o drible contra o marcador adversário como fariam grande parte dos laterais e prefere fazer uma inversão para o centro do terreno onde sabe que irão aparecer os apoios frontais para rachar por completo as duas linhas defensivas. Primeiro o de Callum Mcgregor numa tabela e depois, o de Moussa Dembele.

2. As saídas dos dois jogadores metem os jogadores da linha do meio-campo a dormir na forma e obrigam os centrais a deslocar-se para acompanharem as movimentações, obrigando os laterais a vir fazer as suas dobras ao centro.

3. Dembele e Lustig jogam simples. 1×2 rápido para a movimentação interior do lateral-direito, repito, do lateral-direito, no flanco contrário, depois de cruzar toda a zona central nos dois movimentos de criação acima descritos.

4. Lustig serve McGregor (entretanto recolocado em zona de finalização) com uma letra e o jovem escocês não se fica rogado. Sem demorar muito vê Dembele a entrar no espaço onde poderá finalizar sem pressão e dá-lhe de bandeja o golo com uma lindíssima rabona. O resto é com o jovem avançado francês.

Não existe portanto treinador algum que não fique orgulhoso do seu trabalho. Para se realizar uma jogada deste género torna-se necessário apurar a criatividade, a inteligência e as dinâmicas posicionais de 3 jogadores no processo de criação de jogo no último terço. Para que uma jogada destas aconteça, estes 3 jogadores terão que trabalhar exaustivamente esta sequência de tomadas de decisão para que exista conhecimento mútuo do que é que cada um dos elos da cadeira vai fazer. Lustig não tomou a decisão de inverter o sentido de jogo com a sua inversão à toa. Sabe que os seus avançados vão sair da área para vir tabelar ou então, vão tentar desmarcar-se para receber a bola em zona de finalização. Se não o fizessem, a decisão mais provável do sueco seria a de abortar a jogada porque estavam muitos jogadores do Saint Johnstone à entrada da área a bloquear as linhas de passe para o seu interior e provavelmente congelar o jogo com um passe para o primeiro colega que lhe apresentasse uma linha de passe para reconstruir a jogada.

Comments

  1. Temos cronista para o pasquim ABola, isto sim é como se promove um jogador

  2. anti pasquim says:

    Que nôjo de texto.

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