Algum país deverá muito a Núncio


A tese da Cristas perante um Núncio de calças na mão.

E o país que deve muito ao SEAF Núncio.

(A notícia é de 2012)

Núncio é aquele que ajudava os clientes a fazerem engenharia financeira antes de estar no governo (sociedade de advogados ibérica Garrigues), foi para secretário de estado ilibar manobras de engenharia financeira (RERT III) e, findo o mandato no governo, voltou à ajuda dos seus clientes necessitados de engenharia financeira (sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados).

Sem dúvida, Cristas, haverá no país quem muito deverá a Núncio.

Com este regime, em 2005, houve uma receita de 43,4 milhões de euros e regularizou 820 milhões de capitais. O RERT II deu uma receita de 82,8 milhões de euros e regularizou 1660 milhões. Já o RERT III que funcionou até Julho passado, arrecadou – como noticiou o Expresso de sábado passado – a receita de 258,4 milhões de euros e protegeu 3,4 mil milhões de capitais fraudulentamente saídos do país.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Vivemos num país onde as nossas elites dizem estas bestialidades, sem que alguém lhes diga na cara, “Mentirosos!”
    Sempre protegidos por uma teia de apaniguados e seguranças que os rodeiam por forma a que ninguém lhes possa dizer, que mais vale falarem verdade, pois acabarão apanhamos nas suas próprias contradições.
    Esta fulana está a caminhar a passos largos para a irrelevancia, entrando por um discurso à Paulo Portas, completamente populista e demagogo, tentando fazer-nos crer que Paulo Nuncio ou Mota Soares, foram dois exemplos de gente séria e impoluta.
    Mas vai ter azar. Porque o discurso dos reformados e dos contribuintes desta vez vai cair em saco roto!

  2. A verdadeira face de partidos como o CDS que através dos governos onde conseguem penetrar pela porta do lado para depois prejudicarem o Estado, o país e os portugueses.

  3. Paulo Marques says:

    Tenham calma, é só dislexia. Paulo Núncio deve muito ao país, assim é que é.

  4. martinhopm says:

    Tudo gente seriíssima, acima de qualquer suspeita, a quem o país muito deve, n’é? Naquele escritório, MLGTS, também por lá cabeceiam (ou cabecearam) Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes, Francisco Mendes da Silva e outros, além dos ‘mestres’ António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier (este homem está em todo o lado!), + o Bernardo Lobo Xavier e o inefável Paulo Núncio.
    Eu se já antes nada lhes devia, agora, como reformado, menos lhes devo. Ora, para mim, os discursos do Paulinho das feiras e da sua sucessora não passam de alarvarias.
    A propósito, recomendo ‘Os Facilitadorews, como a política e os negócios se entrecruzam nas sociedades de advogados’ do jornalista Gustavo Sampaio, para se ter uma noção mais concreta de até onde o ‘polvo’ se estende.

  5. aNúncio triunfal

    Esta senhora é intelectualmente desprezível. Conheço, no Portugal profundo, presidentes de junta bem mais dotados do que esta criatura. Quando abre a boca, sabemos que se prepara para anunciar mais um disparate ou uma vacuidade tão ao seu jeito.
    Porque o Núncio decidiu retirar-se dos órgãos do CDS, vem logo a Dona Cristas, num hino à demagogia mais pútrida, escancarar a sua profunda imperícia, congratulando o dito pelo seu gesto de “grande carácter” e deixando implícita a ideia que isso basta para purgar a o aval da saída ilícita de capitais.
    Ó Dona Cristas, o povo está-se completamente nas tintas para o carácter do Paulinho do RERT e para a sua renúncia aos cargos partidários que vinha ocupando. É que se um qualquer cidadão (vogal numa hipotética associação recreativa ou desportiva) resolver, por exemplo, não declarar às finanças públicas um rendimento por si auferido, de considerável valor, de nada lhe valerá prescindir do cargo que ocupa nessa coletividade. Será forçado a ressarcir o estado, sob pena de lhe ser movida uma ação judicial.
    Por isso, Dona Cristas, poupe-nos ao seu populismo caduco e tenha um pouco mais de respeito pelos portugueses.
    Credo! AbreNÚNCIO!

  6. José Mendes says:

    Por mais grandiosos ou eloquentes que sejam os contributos de um político para com os seus cidadãos, jamais será motivo para um povo ficar a dever-lhe o que quer que seja. Mesmo que sejam integralmente bons gestores da coisa pública, os nossos ministros, secretários, sub-secretários e deputados, são suficientemente bem pagos, subsidiados e até subvencionados. Por conseguinte, feitas as contas os portugueses é que com toda a legitimidade se deviam achar credores desses senhores.

Trackbacks

  1. […] para aumentar a transparência. Se alguém que foi Secretário de Estado dos Assuntos fiscais e é especialista em consultadoria fiscal não sabe isto ou acha que come os outros por tolos ou então é, ele mesmo, um valente tolo. […]

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