Governo prostituto e traidor

“Empresas ligadas a offshores sem restrições nos apoios da covid-19 – Governo defende que impor limitações a empresas controladas a partir de paraísos fiscais ou donas de empresas aí sediadas colocaria “constrangimentos” na resposta à crise.”

Mais uma prova cabal da flexibilidade de encaixe no que toca a falta de ética, em troca de chegar às uvas. PS, PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal juntinhos para nos lixarem e lamberem as botas aos aldrabões.

França, Bélgica, Itália, Áustria e Polónia e Dinamarca tiveram coluna vertebral. Os outros oferecem-se a quem lhes passa umas notas à frente do nariz.

Com que moralidade exige este governo que lhe paguemos impostos???

Alucinações colectivas à direita

Não é que surpreenda, ou não tivesse Paulo Núncio um historial de desvios estalinistas. Agora sabemos também que o ex-secretário de Estado do governo Passos/Portas esteve envolvido em negócios com Hugo Chávez, esse perigoso comunista, através do escritório Garrigues, onde entre 2008 e 2010 integrou a equipa que prestava serviço à petrolífera estatal venezuelana, a PDVSA, que, meses depois, já com Núncio na pasta dos Assuntos Fiscais, retirou do país cerca de 80% dos polémicos 10 mil milhões de euros, com a ajuda do BES, que curiosamente foram parar ao offshore do Panamá. Os tais 10 mil milhões que levaram Núncio a mentir descaradamente ao país. E para que não restem dúvidas quanto à imparcialidade desta informação, a notícia chega-nos do Observador. [Read more…]

Aguarda-se a defesa da ex-colega Cristas

​Ao que o PÚBLICO apurou, Paulo Núncio criou empresas na Zona Franca da Madeira (ZFM), para a qual trabalhou durante dez anos, como fiscalista. Este dado é relevante uma vez que a publicação de dados sobre a Madeira foi a única dúvida oficial levantava por Núncio para não publicar dados sobre offshores.
(…)
Paulo Núncio foi, entre 1997 e 2007, advogado fiscalista da MLGTS Madeira Management Investment SA, uma empresa do universo da sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva Associados, que continua a operar no Funchal e que prestava serviços de assessoria jurídica às empresas sediadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM). Nessa época, era o responsável pelo escritório local da MLGTS e, apurou o PÚBLICO junto de empresas do sector, esteve ligado ao registo de cerca de 120 novas sociedades, numa altura em que zona franca madeirense funcionava também como praça financeira. [PÚBLICO, MÁRCIO BERENGUER e LILIANA VALENTE, 12/03/2017]

Ah!, afinal a cavaleira da triste figura já saiu em defesa dos seus moinhos de vento. [Read more…]

Cristas vai rezar para que isto passe

Os factos alternativos vestidos de azul.

Um sábado qualquer

Eis a CGD do Armando Vara e do Joe Berardo, bem como do saco azul para o fundo de resolução bancária, só para citar dois casos recentes. É muito giro lembrar o buraco da Caixa sem lhe colar os nomes dos malfeitores do CDS, PSD e PS.

Mas há mais na capa de hoje do Público. O inamovível Carlos Costa, esse que Passos reconduziu e que agora defende, dizendo-o alvo de perseguição por parte do Governo, levou mais uma estocada por parte de um colega. O Utra-rico puxou da luva branca e desafiou-o para um duelo para repôr a verdade. Infelizmente, a parte do duelo é inventada e, portanto, não contém com livrarem-se de um deles em breve.

Outra noticia é sobre o caso dos refugiados, que continua a dar que falar. Mas, atenção, estamos a falar do dinheiro que se refugiou no Panamá. [Read more…]

Calha a todos. Desta vez foi Duarte Marques

O deputado Duarte Marques não gostou que a perigosa Catarina Martins acusasse o seu partido de “varrer” 10 mil milhões de euros “para debaixo do tapete” e decidiu reagir. Felizmente, porque a malta vive em democracia e até um tipo destes consegue chegar a deputado, o ex-líder jota lá decidiu meter os pés pelas mãos para nos entreter, não sem antes furar os membros inferiores a tiro de caçadeira de canos serrados. Subir a escada da jota e auferir balúrdios do erário público sim senhor, mas há que contribuir para o humor nacional. Segundo Duarte Marques, “o Governo que o Bloco e a Catarina Martins apoiam” foi o mesmo “que retirou o Panamá da lista negra dos offshores“. Grande Duarte! Haja quem denuncie esses esquerdalhos comunas! [Read more…]

Factos Alternativos Laranjas informam

fuga de 10 mil milhões para offshores é responsabilidade do actual governo.

Ainda agora a poeira começou a levantar 

Por duas vezes, há uns anos, o fisco tentou que eu pagasse coisas que já tinha pago ou que achava que estavam pagas fora de prazo. Como tinha os recibos de pagamento, nada paguei a mais. A justificação que me deram nas finanças é que, na dúvida, o fisco volta a pedir o pagamento. O ponto chave é na dúvida, a qual não existiu para os  milhões que foram para os offshores. Ainda muito há para saber quanto a este assunto. Mas, igualmente importante, é evitar que isto volte a acontecer. 

Os cidadãos possuem ou não o direito à informação e à verdade?

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Tiago Petinga – Agência Lusa

Núncio, não me venhas com tretas. A sério, por favor, não nos tentes engrolar.

Achas mesmo que ao ocultar as estatísticas da saída de capitais para offshores estavas a dar vantagem aos infractores e poderias estar a prejudicar o combate à fraude fiscal quando o próprio Estado tem leis e programas de recuperação (para não dizer que são autênticos programas de perdão fiscal; veja-se os juros que Ricardo Salgado pagou no âmbito do seu pedido de legalização de milhões que ilegalmente tinha nas suas sociedades offshore no âmbito dos RERT I,II,III) de capitais (não-declarados e não-taxados) feitos à medida das pessoas que os colocam? Essa é a desculpa mais esfarrapada que ouvi nos últimos tempos.

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Quinta-feira e outros dias 

O enredo do filme é do Núncio. A montagem é da Geringonça. A produção é do Homem mais honesto que hão-de nascer duas vezes para igualar. Os bilhetes são pagos por nós.

Computemos

Fartos de estar no fim da cadeia de culpados, decidiram inventar uma máquina a que pudessem atribuir, também eles, culpa. Estava inventado o computador-máquina.

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Porque mentiu Paulo Núncio?

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Quando o caso emergiu, Paulo Núncio tentou atirar as responsabilidades para a Autoridade Tributária (AT). Porém, rapidamente foi desarmado pela AT, que explicou que a publicação dos dados referentes a transferências offshore para 2011 dependiam da autorização e de um despacho governamental. A situação manteve-se durante toda a vigência do mandato do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF).

Encostado à parede, Núncio lá teve que dar razão à AT e assumir a responsabilidade política pela não publicação dos dados em causa, remetendo Luís Montenegro e a sua indignação de ocasião para o embaraço total, o que é sempre bonito de se ver. Para a história fica uma atitude soez e indigna do antigo SEAF, que tentou esquivar-se às suas responsabilidades, nem que para isso fosse necessário queimar a AT. E fica também o triste papel protagonizado por Passos Coelho, mais um, quando por estes dias afirmava, convicto, não estar em causa qualquer tipo de responsabilidade política.  [Read more…]

Aquele cheirinho no ar

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Offshore: PSD e CDS-PP acusam maioria de empolar “caso” e creem não haver fuga ao fisco“, lê-se no Sapo24. É sabido que Cristas é uma crente, que até rezou para que chovesse. Podem crer o que quiserem, que tomam, até, os portugueses por tolos. Mas o cheirinho a nervoso que paira no ar não engana ninguém, há cocó na fralda. Há merdas que se pagam e as que fizeram enquanto o país estava atordoado, sem oposição e sem presidente que assegurasse a Constituição, não hão-de ficar no prego para sempre.

Offshore à Frente

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Os pequenos contribuintes primeiro.

A desfaçatez

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Está-se mesmo a ver que era isso. Peça-se comentário à Cristas. E ao dedoapontador Passos.

As ameaças da penhora de casa e a vista larga do fisco para as offshores

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Autora: Isabel Faria

Nos últimos anos de vida, o meu pai deixou de conseguir conduzir. Um dia, sem mesmo eu saber, vendeu o carro velhote. Quem o comprou não tratou do seu abate. O meu pai não percebeu logo isso. Melhor, felizmente, acho que nunca percebeu isso.
Durante o ano de 2014, estando o meu pai no Lar, começaram a chegar a casa dos meus pais, cartas das Finanças para pagar os IUC de 2011, 2012 e de 2013. Porque eu não estava lá, e o meu pai também não, não soubemos de todas as notificações… imediatamente. Por isso, paguei mais de 800 euros para saldar uma dívida inicial de trinta e tal. Foi um acréscimo de 2000%! Ainda tentei pagar o IUC de 2014, sem penalizações, mas já era tarde. Deveria ter sido pago em Março e só tive conhecimento da obrigação em Maio! A penalização veio em forma de mais uma carta, juntamente com mais uma ameaça qualquer de penhora da reforma, da casa, da vida do meu pai… ou da minha. [Read more…]

Viva a liberdade!

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Dizem por aí que a imprensa foi tomada pelo PREC estalinista que se apoderou desta nossa pátria à beira-mar plantada. E não parecem restar grandes dúvidas. Felizes de nós que ainda temos jornais como o I para contrariar a tendência, com certeza vítimas de duras perseguições e execuções sumárias. Isto sim é jornalismo credível, rigoroso e imparcial.

O tema são as offshores e o texto de Sebastião Bugalho é um corajoso exercício de reposição da verdade. O estoicismo de Paulo Núncio, que mal soube que se sabia correu a renunciar a tudo o que era cargo no CDS-PP e a assumir a responsabilidade política por algo que aconteceu entre 2011 e 2015. O elogio de Assunção Cristas ao homem a quem o país e o amigo do ex-ministro Macedo devem muito. A determinação do PSD em acabar com a pouca-vergonha. O Costa a ser trucidado pela Dra. Ferreira Leite. Haja quem diga a verdade, carago! [Read more…]

Algum país deverá muito a Núncio

A tese da Cristas perante um Núncio de calças na mão.

E o país que deve muito ao SEAF Núncio.

(A notícia é de 2012)

Núncio é aquele que ajudava os clientes a fazerem engenharia financeira antes de estar no governo (sociedade de advogados ibérica Garrigues), foi para secretário de estado ilibar manobras de engenharia financeira (RERT III) e, findo o mandato no governo, voltou à ajuda dos seus clientes necessitados de engenharia financeira (sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados).

Sem dúvida, Cristas, haverá no país quem muito deverá a Núncio.

Com este regime, em 2005, houve uma receita de 43,4 milhões de euros e regularizou 820 milhões de capitais. O RERT II deu uma receita de 82,8 milhões de euros e regularizou 1660 milhões. Já o RERT III que funcionou até Julho passado, arrecadou – como noticiou o Expresso de sábado passado – a receita de 258,4 milhões de euros e protegeu 3,4 mil milhões de capitais fraudulentamente saídos do país.

É o nosso filho da puta…

Para metade do país, é irrelevante saber se Mário Centeno mentiu na questão dos SMS trocados com António Domingues. A lógica é simples, a permanência do ministro é importante para António Costa, por isso os indefectíveis nem que tenham barricar a Praça do Comércio, dali Mário Centeno não sai, porque mais importante que a estatura moral de quem nos governa, é derrotar a direita e Passos Coelho. Vamos mas é falar de offshores e da “fuga” dos 10 mil milhões, estabelecendo à partida que aquilo é tudo ilegal, uma tramóia, misturando-se alguma ignorância com a total demagogia por parte de quem sabe perfeitamente que o dinheiro não pertence ao Estado. [Read more…]

Casos Centeno/SMS e Núncio/Offshores – ponto de situação

No último sábado, dois cronistas do PÚBLICO, São José Almeida e Pacheco Pereira, colocam os pontos nos ii quanto aos dois casos do momento – Centeno/SMS e Núncio/Offshores. Duas leituras interessantes, para reflectir sobre a proporção das coisas,  a impunidade e o tomar os cidadãos por parvos. E, veja-se só, o epicentro em ambos os casos é…. o vil metal. What else?

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As transferências para as offshores e o spin

Há dias escrevia que este caso dos milhões transferidos para os offshores  deveria ser uma notícia plantada para fazer frente à investida da direita sobre Centeno. David Dinis explica que não foi spin.

Os 10 mil milhões não são impostos que ficaram por pagar. Mas é dinheiro que não sabemos se pagou impostos. É aí que está o busílis da questão. A grande pergunta é porque é que as estatísticas das transferências deixaram de ser publicadas pelo anterior governo. O ex-secretário de estado dos assuntos fiscais, Paulo Núncio, está com a cabeça no cepo por duas razões: porque nunca explicou a razão dessas estatísticas se terem deixado de publicar e porque o ex-director da Autoridade Tributária diz, preto no branco, que a responsabilidade da publicação era do Núncio. E a situação ainda se adensa mais.

Passos Coelho também tem responsabilidade no assunto, primeiro por inerência hierarquia, que é a responsabilidade menos forte, mas sobretudo devido a inacção quando houve repetidas notícias sobre essas transferências terem deixado de se publicar e nada ter feito.

Há spin a ser construído, sim, mas a crer no que diz David Dinis (citação abaixo), do qual se conhecem as tendências editoriais, esse spin está a vir da direita, da Cristas em primeiro lugar, que pretende que se trata de uma notícia plantada.

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Anda por aí gente que lê jornais

e descobre coisas destas. Remarkable!

Grau zero no Parlamento

Soez foram os convites a emigrarem; as bocas à “peste grisalha”; o viverem acima das possibilidades; os sucessivos orçamentos inconstitucionais. Indigno é o exemplo que um deputado e líder de um partido dá no Parlamento. Porque a acusação é justa. É inaceitável que a fuga aos impostos seja um instrumento daqueles que têm maiores capacidades, obrigando os restantes a pagar os impostos que eles deixam de pagar. Não saber não é, nem nunca foi, desculpa. Há obrigações. E este é mais um caso a ilustrar a incompetência que foi a anterior governação.

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Comissões de Inquérito

“A Comissão de Inquérito não deve ser usada de ânimo leve”, diz o depurado Duarte Pacheco para justificar ausência de pedido, por parte do PSD, para uma  comissão de inquérito sobre as transferências para offshores durante o anterior governo. Depois,  claro, de querer esticar o caso Centeno/Domingos com uma comissão de inquérito para ler SMS. Percebe-se a dor. Parece que quem com ferros mata, com ferros morre. Ao longo do tempo, temos visto as comissões de inquérito serem palcos para mediatizarem a luta partidária, em vez de locais de esclarecimento. O que ainda se torna mais claro perante justificações de conveniência dias depois do circo montado à volta dos SMS.

Por menos que se goste, os partidos que suportam o governo teriam também procurado explorar a situação em que Centeno se meteu, caso estivessem na oposição. E seriam igualmente acusados de estarem a esticar o caso, como acontece com PSD e CDS, que se agarram à CGD por não terem mais nada de jeito para fazerem oposição. Da mesma forma, também o PSD e CDS se agarrararian a esta situação das offshores caso estivessem no governo e se se tivessem deparado com este furo por parte do anterior governo. É a luta política e vir falar em não usar comissões de inquérito de ânimo leve, como fez o deputado Pacheco, não passa de uma tentativa de fuga ao escrutínio. [Read more…]

Coelho escondido com rabo de fora

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Passos afirmou não ter conhecimento de nenhuma situação (de fuga de capitais para offshores entre 2011 e 2014) mas o seu grupo parlamentar defendeu no ano passado uma maior regulação a nível europeu sobre a matéria.

Um escândalo do caralho…

.. que em Portugal passou pela Acona International Investments Limited

O PCP e o Panamá

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Neste escândalo das offshores do Panamá, espero não ouvir uma palavra que seja do PCP. Um Partido que defende uma ditadura abjecta e corrupta como a de Angola não tem moral para falar seja sobre o que for.
Por estas e por outras é que nas últimas eleições, ao fim de muitos anos, deixei de votar no PCP e nos seus aliados-fantoche dos Verdes e passei-me para o Bloco. Dificilmente voltarei. Porque dificilmente o PCP mudará.

Sorria, está a ser assaltado. Outra vez…

Offshore Bill

Não se preocupem, está tudo bem. É só mais um esquema de fraude fiscal e desvio de dinheiro em quantidades industriais. É só mais uma história protagonizada por banqueiros, políticos, monarcas, celebridades, terroristas e uns quantos outros criminosos, corruptos e burlões que usaram os liberalíssimos offshores para fintar a lei, lavar dinheiro e fugir às suas responsabilidades fiscais. É só mais um episódio que completa uma trilogia que promete não ficar por aqui e que já deu ao mundo enormes sucessos como Luxleaks (2014) e Swissleaks (2015). Bem-vindos ao admirável mundo trafulha dos Panama Papers. [Read more…]

Não me voltem a dizer que não há dinheiro

Usufruir do que o estado faz e fugir aos impostos tem um nome: roubo.

17 a 26,3 biliões de euros andam escondidos nesses antros de ladroagem chamados offshores, revela agora um estudo.

Não ficamos com uma ideia da parte que corresponde a roubos efectuados em Portugal (e continuamos a ter um covil na Madeira), mas pelos cálculos genéricos apresentados era capaz de, devidamente taxado, endireitar as finanças públicas em pouco tempo.

Não sei quantos portugueses estão entre os 10 milhões de ladrões que o estudo calcula existirem no mundo. Mas sei que usam estradas e hospitais, é o estado que assegura a sua protecção, etc. etc. Numa frase: usam mas não pagam, e os outros é que vivem acima das suas possibilidades.

Vivemos de olhos fechados, elegendo governos que sucessivamente protegem estes malfeitores. Até quando?