Abaixo o crescimento do país!


Passos Coelho, enquanto foi primeiro-ministro, aumentou a dívida pública, provocou mais desemprego, causou a perda de rendimentos dos que tinham menos rendimentos, agravou radicalmente a perda de qualidade de muitos serviços públicos (graças também à privatização cega de áreas que não deveriam ser privatizadas) e pisou direitos laborais e, portanto, humanos, praticando uma subserviência cega a ditames de uma aparente união europeia que, na realidade, está ao serviço de poderes económicos que se caracterizam por uma absoluta desumanidade, ansiando por salários baixos e direitos sempre mais mínimos. Passos Coelho, relembre-se, fez tudo isto, depois de ter garantido que faria o contrário, ganhando eleições com base num chorrilho de mentiras.

Depois de quatro anos de destruição, Passos Coelho, sempre com a mesma falta de vergonha na cara de quem é capaz de inventar suicídios, aparece agora a dizer que, com ele no governo, o país estaria a “crescer mais”. Desde que Luís Montenegro, essa luminária do passismo, declarou que o país estava melhor, mesmo que as pessoas não estivessem, fiquei insensível ao conceito de crescimento que povoa a mente desta gentinha alimentada a doses de cavaquismo e a restos da universidade de Verão e para quem as pessoas são abstracções, objectos puramente mentais que, portanto, não precisam de se alimentar ou de viver.

Declaro, portanto, que sou radicalmente contra o crescimento do país. Onde é que assino?

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Diz a direita que sempre defendeu o Estado Social, mas não um Estado Salarial. Só este tipo de discurso enviesado , já diz muito da forma como os partidos que a representam, se posicionam na hierarquização social do país. Para eles, aquela caridade cristã muito comum no início do século passado, da esmola ou do banco alimentar contra a fome, já é Estado Social.
    Estas mentes brilhantes, não admitem sequer, que quanto maior for o salário pago a um trabalhador, serão sempre menor os recursos a disponibilizar à população em geral pelo Estado, quanto mais não seja, pela capacidade que os mesmos terão de fazer face por si só, a despesas de habitação, saúde e educação dos filhos, sem recorrer às ajudas estatais.

    “Durante a crise 3,6 mil milhões de euros desapareceram do rendimento do trabalho enquanto a remuneração de capital aumentou em 2,6 mil milhões de euros. Vale a pena relembrar que, como escrevemos aqui no final do ano passado: “É absolutamente atípico, por um lado, que a remuneração do capital (o excedente bruto de produção) aumente em anos de crise e, por outro lado, os dados em causa demonstram de forma cabal o colapso da renumeração do trabalho, que caí a partir de 2010 de forma abrupta quase 10 mil milhões de Euros. Estes dados são corroborados por uma análise qualitativa e quantitativa da receita fiscal.”

    Mário Capitão Ferreira
    https://estatuadesal.com/2017/09/06/pormenores-de-600-milhoes/

  2. JgMenos says:

    O ‘de quem é capaz de inventar suicídios’ define o postador.
    Talvez venha dizer alguma coisa sobre o demais.

    • António Fernando Nabais says:

      Muito obrigado pelo elogio, menos.

    • ZE LOPES says:

      Que rasgo de inteligência! Estou siderado! Não estava à espera, cofesso!

    • José Peralta says:

      Ó “menos” !

      O “postador é um treteiro esquerdalho”, porquê, ò “menos” ?

      Hà, no post, alguma “treta mentirosa” sobre o coelho, um canalha aldrabão, demente, um verdadeiro e criminoso treteiro, a precisar de um colete de forças !

      Ou, melhor ainda, que o sentem num comprido banco dos réus, acompanhado do lixo político que o rodeia : a mentira loura albuquerque, o relvas, paulo rangel, esse excremento de voz aflautada, o marco antónio, o montenegro, o peixoto da peste grisalha, o ventura canalha, abreu amorim, a besta gorda, o poiares “maduro” a caír de pôdre, huguinho soares, o puto do “ultimato” e tantos outros…

      As tuas tretas, a defesa constante e ridícula do aldrabão e destes burlões, que andam agora de “ponta e mola” escondida atrás das costas, à espera da oportunidade de lhe desferir o “golpe” sucessório, TODA a gente está a ver que as tuas tretas, te “definem” há muito, como postador direitalho, sem nexo, pobre cavaleiro da triste figura, a defender moínhos de vela esfarrapada…

      E falas tu no “negacionismo da cambada socialista”, quando passas aqui o tempo, a negar as evidências de quatro anos e meio de destruição do País, e “a miséria moral (e política) como nunca se viu” !

      Vê lá, se, rebuscando, nos catrafundalhos da tua “consciência” (tens ?) encontras um pouco de tento…ó “menos” !

      Mas numa coisa tens razão :

      “Já no tempo do Camões a tua espécie era conhecida”… ó “menos” !.

  3. no mínimo, já somos 2 ,pra assinar a coisa, se é que tal coisa, etc., eteceteras pois..

  4. JgMenos says:

    O demais é mais do mesmo negacionismo da cambada socialista sobre um tempo de crise, da mentira obscena do ‘causou a perda de rendimentos dos que tinham menos rendimentos’ e do choradinho de quem apoia o aumento a dívida para satisfazer o grupo de trabalhadores com melhores salários e condições de emprego – os funcionários públicos.

    Um vómito de vulgaridades do correcto esquerdalho.

    • Rui Naldinho says:

      O ideal ó Menos, “era mesmo por toda a gente a ganhar seiscentos euros, para nivelarmos tudo por baixo. Com excepção dos “empreendedores laranjas”, sempre prontos a boas negociatas.
      Sim, eu sei que os socialistas ajudaram a provocar a crise. Disso ninguém tem dúvidas. Mas infelizmente isso só acontece, porque alguns deles se venderam e ainda vendem, a troco de meia dúzia de empregos muito bem pagos. Nessa matéria são mesmo idiotas. Nem sequer ficam com a parte de leão, e, armados em lorpas ficam com as migalhas, enquanto a cambada laranjinha se pavoneia há décadas nas empresas do chamado PSI 29, que, pasme-se, a maior parte delas estão falidas. E as que não estão, foram privatizadas como autênticos monopólios, sem concorrência de qualquer espécie, para alimentar a rapaziada do costume.
      É por isso que os alemães vão votar de novo na Senhora Merkel. Porque não tem uma direita igual à nossa, felizmente. E porque mandaram os socialistas deles, o SPD, vender banha da cobra para outro lado.

      • Rui Naldinho says:

        PSI 20

      • Paulo Marques says:

        600€? Porra, tás mãos largas. Uns iogurtes e já é muito. E que paguem as deslocações do seu próprio bolso.

        • Rui Naldinho says:

          Acho que ainda vão lá chegar, ou não?
          Mas valeu a chamada de atenção.
          Obrigado

          • Paulo Marques says:

            Digo isso porque já foi mostrada aqui uma proposta dessas à uns anos.

      • JgMenos says:

        Só mesmo num país de idiotas é possível que haja o descaramento de fazer do nº2 de Sócrates um salvador do que quer que seja!
        E quem o desresponsabiliza usa essa idiotia para perpetuar uma política de salafrários e vigaristas.
        Miséria moral como nunca se viu!

        • Paulo Marques says:

          É evidente que não é, mas ó menos, querer apresentar isso como prova de credibilidade de quem não acertou uma previsão em tantos anos por ter fé absoluta na economia voodoo enquanto alimenta a verdadeira corja infinita de parasitas que vivem à custa do estado, e não cobram barato… é de quem é casmurro, no mínimo.

    • António Fernando Nabais says:

      O menos é giro: tudo o que é pequenino tem graça.

    • Paulo Marques says:

      Melhores salários? Queres ver que toda a gente que eu vi a fugir da FP para o privado nos últimos 10 anos da crise não sabe fazer contas?

  5. Porque comentam o menos?

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