Imoralidade eleitoral com idosos – mudar a Lei


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Miguel Teixeira

Discordo como cidadão eleitor deste país, que em altura de eleições se procure aliciar votos dos eleitores (é da tentativa de aliciamento de votos patrocinada pelo erário público que estamos a falar), em centenas de autarquias deste país convidando milhares de idosos para almoçar na Quinta da Malafaia ou em qualquer outro espaço de convívio. Discordo igualmente que em alturas eleitorais se levem os idosos de Centros de Dia a S. Bento da Porta Aberta, a Fátima ou seja lá onde for, em ações patrocinadas por Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia que configuram uma concorrência eleitoral desleal, falseando com enorme “chico-espertice” os resultados eleitorais.
Pior do que organizar estas ações em período eleitoral, é unicamente convidar para a festa o Presidente da Câmara, os assessores políticos, os vereadores da situação e os Presidentes de Junta de confiança política, ignorando todos os outros que também foram eleitos pelo povo.
Discordo, por último de inauguração de obras em períodos eleitorais.
No Brasil que não é exemplo para ninguém em muitas situações, a lei eleitoral para as eleições locais é, no entanto, severa: vários meses antes do dia da eleição, estão vedadas todas as atitudes dos prefeitos no exercício do cargo ou candidatos a prefeito, que configurem “compra de votos”. Pagar uma simples cerveja a um eleitor, à luz da lei eleitoral brasileira é crime, porque pode configurar compra de voto e se for comprovada perante o procurador do Ministério Público local, torna automaticamente o candidato ou o prefeito recandidato, inelegível.
Julgo que por uma questão de transparência e igualdade, a lei eleitoral em Portugal deveria ser modificada para prevenir determinados “abusos”. Com esta estratégia eleitoral, paga por todos os contribuintes, não há oposição, alternativa, ou projeto político fundamentado que resista.
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Não façamos dos eleitores parvos, independentemente do partido ou movimento que esteja no poder a nível local. PS os idosos precisam a meu ver de programas sociais locais que os ajudem a pagar os medicamentos em virtude das suas baixas pensões de reforma, apoio na deslocação para consultas e tratamentos oncológicos ou outros, bem como de apoio domiciliário.
Não sou contra convívios fora de períodos eleitorais, mas desde que sejam democráticos e devidamente enquadrados numa política social Municipal abrangente.
Mas isso sou eu a pensar.

 

Comments

  1. O 1º ministro aumenta as reformas a um mês das eleições (algumas delas e as que mais lhe interessam de valores de 3€ ) o que vai fazer ou propor que se faça ao nº2 do socras ? cada um tem que assumir as sua próprias responsabilidades.

  2. Sempre surgem comentadores entrincheirados na sua pequena visão do mundo e das coisas. Estão na trincheira do clube A, B, estão na trincheira do partido A, B, ou no grupo da esquerda ou direita.
    É a inveja, o impulso e a falta de olhar para além das fachadas… Torna-os submissos às ideias dos outros.

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