Chicotada psicológica?

O PPD sem SD, aquele partido parido, ainda, do ventre da Velha e Santa Mãe, que governou sempre à direita, mas que aparentemente é de centro-esquerda, e que agora aposta, também, nos palhaços mediáticos, continua a dar tiros nos pés.

Depois da contratação do não-ligado-ao-futebol mas maior-accionista-da-SAD-do-FCPorto, António Oliveira, para uma candidatura à Câmara Municipal de Gaia, município onde se encontra o centro de treinos do Olival, propriedade da Câmara alugada ao FC Porto em troca de moedas de chocolate, eis que:

Bronca no PSD: António Oliveira desiste de candidatura à Câmara de Gaia

Fica a dúvida: foi António Oliveira quem bateu com a porta, descontente com a política de contratações da SAD do PSD, ou foi a SAD do PSD quem deu uma chicotada psicológica no seu timoneiro a Gaia?

Política, futebol… = apostas. Eu apostaria que foi António Oliveira quem, depois de ver que a sua reputação, construída às custas dos calimeros futebolísticos, seria destruída às custas dos calimeros do PSD, decidiu bater com a porta e usar o truque do “mais vale tarde do que nunca“. Cá para mim descobriu que o Rio é boavisteiro. Ou esta: ao ver o PSD ir ao fundo… nem é tarde nem é cedo! E saltou borda fora. Até porque tem visto que o seu clube, o FC Porto, se deixou de interessar por desporto para, agora, ser o principal partido de oposição ao PS de António Costa… vai daí, deixa-me estar onde estava. Por isso, proponho que o PSD se dedique… à pesca; desportiva, de preferência.

Rui Rio arrisca-se a ser (se já não o é) o pior líder da história do PSD. E o PSD teve como líderes os empolgantes Marques Mendes ou Santana Lopes. E num passado mais recente, teve Passos Coelho. É obra!

O não-ligado-ao-futebol, António Oliveira, numa gala do FC Porto, um não-clube-de-futebol.
Foto: José Moreira

Rafael Corte-Real, candidato da Iniciativa Liberal a Gondomar: Vamos a isto, putinhas


Nas palavras de Maria Leonor Figueiredo: «machista, homofóbico, violência sexual como tema humorístico. Com orgulho.»
É o candidato da Iniciativa Liberal a Gondomar. Está apresentado.
Ele e o Partido que o apresenta.

Fernando Medina: uma lição de “eleitoralolismo”

Fernando Medina tem-nos dado uma lição de como saber surfar a crista da onda. Isto sem que se lhe conheçam quaisquer “actividades extra-curriculares” que incluam surf ou outra variante.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa é uma espécie de camaleão político, comporta-se como o aluno do quadro de honra, querendo passar a imagem de que é dos que diz irra! quando bate com mindinho na perna da mesa.

Está, portanto, do lado certo da política: a escola do Partido (pouco) Socialista. Oportunista, dissimulado e charlatão.

Puxemos o filme atrás.

Em 2011 dizia que precisávamos de José Sócrates como Primeiro-ministro, graças à sua “liderança”, ao seu “conhecimento”, “experiência”… ou seja, quando convinha, #JoséSócratesNoComando.

Em 2021, José Sócrates traiu a confiança dos portugueses. Depois de descoberto o véu à noiva, de ter sido dito o “sim” e de tantas noites de núpcias calorosas, naquilo que parecia ser um casamento para durar, afinal era violência conjugal e, portanto, #MeToo.

Pronto, tudo bem. José Sócrates ganhou duas eleições, uma delas com maioria absoluta, perdoemos Fernando Medina por esta, tendo em conta que muitos de nós fomos enganados.

Avancemos, continuando, ainda assim, em 2011. [Read more…]

Conversas vadias 9

A nona edição das “Conversas vadias”, contou com António Fernando Nabais, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Orlando de Sousa, António de Almeida e Francisco Salvador Figueiredo, que vadiaram à volta de José Sócrates, fotocópias, ecologia, Fernando Medina, António Costa, Estaline, Abrantes, Salgueiros, Nixon, Mourinho, Sporting, Marcelo Rebelo de Sousa, papagaios, capitalismo, microfones, Andarilho, Paula Bobone, Pamela Anderson, Bruno de Carvalho, gravidez, eleições autárquicas, Vila Real de Santo António, e, claro está, o tirano Francisco Moreira de Sá.

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Conversas vadias 9
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Conversas vadias 8

Mais uma sessão de “Conversas vadias”, que desta feita rondou o Futebol Clube do Porto, PSD, Rui Rio, eleições autárquicas, administração política, parlamentarismo, Estado Novo, Fundação Serralves, regionalização, censos, caciques, Açores e nepotismo.

Rondaram os vadios Francisco Miguel Valada, Orlando Sousa, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Francisco Salvador Figueiredo e João Mendes. E baldou-se António Fernando Nabais.

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Conversas vadias 8
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Moedas irá privatizar Lisboa e entregar a gestão à esposa

Carlos Moedas, candidato do PSD à câmara de Lisboa, foi um súbdito fiel de Passos Coelho, esse Miguel de Vasconcelos que esteve ao serviço do poder estrangeiro, durante o período em que Portugal esteve sob ocupação da troika.

Uma das promessas que levou Passos Coelho ao governo foi a de não privatizar à toa, como podemos verificar num vídeo inesquecível, criado pelo Ricardo Santos Pinto.

Os CTT foram privatizados, sabendo-se que davam lucro e tinham, ainda, outras funções na compensação de um dos maiores problemas nacionais, o desequilíbrio entre litoral e interior, num país com regiões que caminham a velocidades demasiado diferentes.

Carlos Moedas teve um papel fundamental nessa e noutras privatizações. Por coincidência, a esposa de Carlos Moedas veio a integrar a estrutura que passou a gerir os CTT privatizados e transformados em lojas de má literatura, ao mesmo tempo que abandonaram povoações e passaram a funcionar pior, porque a incompetência é exclusiva do sector público, uma das mentiras da direita liberal para tomar conta de negócios e de monopólios.

Note-se que o PSD, na oposição, e bem, atacou o PS devido às teias familiares que atravessam o actual governo, mas já se sabe que o argueiro no olho alheio é sempre maior do que a trave que está no meu.

Caso ganhe as autárquicas em Lisboa, será que Carlos Moedas irá privatizar a câmara? Se isso acontecer, a esposa transitará para a equipa que passará a gerir a cidade? A brincar, a brincar…

Deixo, a seguir umas ligações sobre a importância de Carlos “videirinho” Moedas nesta história. É instrutivo, divertido e poupa-me trabalho. [Read more…]

Boas notícias que chegam de Istambul

Erdogan bem tentou, mas a repetição do escrutínio apenas veio aprofundar os números da derrota eleitoral. Que seja o princípio do fim para o autoritário presidente turco.

Uma vitória inconveniente

O PS foi o grande vencedor das eleições autárquicas. É uma verdade de La Palisse, mas para que uns ganhem, outros perdem e neste caso concreto existiram derrotados à esquerda e à direita. Ouvir António Costa, ladeado por Carlos César e Ana Catarina Mendes afirmar na noite de domingo que a principal conclusão a tirar era uma grande vitória do PS e derrota do PSD e que apresentar outras leituras era procurar desviar atenções, soou falso, hipócrita, mas nada que surpreenda vindo da cúpula do PS. [Read more…]

Reinserção na vida activa

PrintA vitória de Isaltino Morais demonstra que o processo de reinserção social dos ex-reclusos é mais uma prova do progresso do país. [Filinto Pereira Melo]

Jesus Cristo Mc Donald

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É em Braga, claro. A Cidade Autenticamente única.
Dificilmente poderia ser noutro lado: a poucos dias das Inaugurações, continuam as Eleições com a presença de vários membros do poder secular local e, precisamente por se tratar de Braga, a benção da Santa Madre Igreja de Braga.
Sabemos que JC era apreciador de bom vinho, não ía lá com qualquer zurrapa. Mas não faço eu ideia se seria apreciador de um hamburguer regado com água benta.
Foto devida sacada do FB do vereador do Ambiente que não responde a emails, o Altino Bessa.

Imoralidade eleitoral com idosos – mudar a Lei

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Miguel Teixeira

Discordo como cidadão eleitor deste país, que em altura de eleições se procure aliciar votos dos eleitores (é da tentativa de aliciamento de votos patrocinada pelo erário público que estamos a falar), em centenas de autarquias deste país convidando milhares de idosos para almoçar na Quinta da Malafaia ou em qualquer outro espaço de convívio. Discordo igualmente que em alturas eleitorais se levem os idosos de Centros de Dia a S. Bento da Porta Aberta, a Fátima ou seja lá onde for, em ações patrocinadas por Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia que configuram uma concorrência eleitoral desleal, falseando com enorme “chico-espertice” os resultados eleitorais. [Read more…]

“Macaco Velho” e os Movimentos de Cidadãos

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Miguel Teixeira

Macaco velho“, diz-me o meu sogro, também ele um ex-vereador do Turismo aqui do município de Luís Correia, é a expressão utilizada no Brasil para designar o indivíduo que tem uma enorme experiência política, que se profissionalizou na área, fazendo disso a sua vida, fundamental para o “ar que respira”, que conhece todos os artigos e artifícios da lei, formais ou informais, que podem inviabilizar as candidaturas do adversário e assim posicionar-se como “única solução possível”, nem que para isso a Democracia (conceito vago para ele), possa ser reduzida e atrofiada.
O “Macaco Velho” brasileiro, continua a explicar-me o meu sogro, “é um cara muito difícil de lidar, extraordinariamente chato, calculista, frio, que nunca se dá por vencido, mesmo que a candidatura adversária seja admitida a eleições e obtenha o apoio da maioria do eleitorado, [Read more…]

Política à moda de Vila Verde

Discurso de propaganda num cemitério? – faltava na minha lista!
Obrigado, oh Vilela…

Oh Firmino Marques, e vergonha na cara?

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É ano de eleições autárquicas e Firmino Marques, o vice-presidente da CM Braga, não resiste – aliás, insiste – em fazer-se fotografar junto de um grupo de “crianças e jovens sinalizados na Comissão de Crianças e Jovens em risco de Braga (CPCJ) e instituições de acolhimento do Concelho de Braga, nomeadamente das Oficinas de S. José, Instituto Monsenhor Airosa e Colégio de S. Caetano“.

Ora, Firmino Marques, a expressão “crianças sinalizadas” não o faz pensar que, se calhar, não pode valer tudo?
A estupidez não é nem crime nem pecado: arranje lá outra desculpa e retracte-se!

Educação, municipalização, privatização, corrupção

A municipalização da educação é mais um meio utilizado por este governo, num processo iniciado anteriormente, para desresponsabilizar o Estado numa área estratégica em que deveria ter um peso muito forte, livre das pressões do lucro ou das ingerências dos caciques autárquicos.

Durante muitos anos, os senhores do mundo têm andado a propagar a ideia de que tudo o que é estatal é mau e inimigo da liberdade individual e, sobretudo, da liberdade dos mercados, essa entidade sumamente boa e sem mácula que, deixada em paz, trará, imagine-se!, os amanhãs que cantam, quando, na realidade, a busca descontrolada do lucro é mais de meio caminho andado para o desrespeito pelos direitos individuais e pelo bem comum.

Num país em que os autarcas condenados por corrupção são incensados e os professores são, também por culpa própria, constantemente vilipendiados, a municipalização da educação é uma realidade cada vez mais próxima, mesmo que se saiba que isso implicará mais uma machadada na autonomia das escolas, expressão esvaziada por ser tão repetida e nada praticada. [Read more…]

Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
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Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

Mais um Passo(s) para delapidar o PSD

joao-miguel-tavares

Há 4 anos atrás era a favor. Há um mês atrás era a favor, de acordo com que o foi referido por um dos seus vices. Até a obsoleta Rádio Renascença deu com a marosca.
Hoje é contra, curiosamente, contra.

A questão é antiga mas ao mesmo tempo reveladora da desorientação geral em que vive nestes dias a liderança do PSD. Sem rumo político, quer no plano nacional quer na preparação das ansiadas autárquicas (nas quais, o PSD como histórico leader nacional e máquina caciquista que é pode estar à beira de um total e redondo colapso, colapso que certamente modificará muita coisa dentro do partido) com uma liderança de navegação à vista nos últimos meses, cheia das habituais posições modificadas, de ideias que oscilam entre o barato da feira da ladra e o horrível surreal e de uma choradeira sem fim (“porque fomos nós que ganhámos as eleições, pá”) aliada a uma desorientação colectiva no que diz respeito à preparação do acto eleitoral que se avizinha, denota-se a largas vistas que Coelho deu mais um Passos para a desgraça na questão do descida da TSU para as empresas caso a esquerda leve  a medida lavrada na concertação social a votação na AR.

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Ganda Miséria!!!

Carlos Carreiras e Isaltino Morais

Carlos Carreiras, coordenador autáquico do PSD, e Isaltino Morais, retratado no seu livro

É a conclusão que se tira quando, por declarações do próprio à comunicação social, se sabe que Isaltino Morais foi convidado a regressar à Câmara de Oeiras pelo PSD e recusou. Mai nada. Passos Coelho e Paulo Portas não se ficaram só por lançar o povo na fome, também levaram os seus partidos à miséria da falta de credibilidade. Nem os compagnons de route já os querem.  Noutro tempo, eram partidos em que pontificavam pessoas que, ao menos, tinham brilho académico e boas maneiras.  Agora, não têm ponta por onde se lhes pegue. Uma cambada.   Terão razão os que ao anterior regime chamam Outra Senhora e ao actual, Esta Gaja?  Porque, na verdade, é de gajos e gajas que falamos quando apontamos a PAF.

A queda dos dinossauros

Ou como a chico-espertíce não compensou.

Vergonha, António Costa?

Vergonha é quando os políticos não fazem aquilo para que são pagos e culpam as televisões por não terem acompanhado a campanha eleitoral.

Eleições autárquicas

Jornalista troca seriedade por sensacionalismo

Professores trocam alunos por campanha autárquica. Lapidar, João Paulo.

Lei de limitação democrática

Isto de serem os tribunais a decidir quem pode ou não candidatar-se tem muito que se lhe diga. Sou frontalmente contra a lei que limita os cidadãos de concorrerem a autarquias por terem desempenhado três mandatos como presidentes. Isto não só é anti-democrático como é de uma ingenuidade quase enternecedora, se não fosse tão grave. À boleia dos justiceiros da “Revolução Branca” – e do seu mentor, em tempos mandatário de um candidato há três décadas no poder, Narciso Miranda – PS e BE vão procurando fazer o papel de cândidos da legalidade. Ora, se a esquerda do PS espera pouco, ainda há quem à esquerda espere mais do BE. [Read more…]

O que eu ando a perder há 12 anos

O Público é um jornal que tem feito parte dos meus dias de descanso – uma excepção que abro não sei muito bem porquê. menezesAgrada-me a ideia de comprar o jornal quando vou buscar o pão matinal. Pouco depois gosto de sentir o barulho da areia que desliza nas páginas do jornal…

Hoje, no entanto, alterei a rotina porque não resisti ao teclado – o sr ex-Presidente anda a fazer exactamente o quê?

Pagar?

Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta, penso nas possibilidades que perdi nos últimos anos. Será que ainda vou a tempo?

Vou nesta, que o Mar não dá tréguas – há mar e mar, há ir e pagar.

Do arbítrio

Podemos avaliar a estabilidade e maturidade de um sistema pela previsibilidade dos resultados produzidos.  Um sistema fiável que seja alimentado por iguais entradas conduzirá a resultados, senão iguais, pelo menos aproximados. E eventuais desvios são monitorizados e sujeitos a um processo de mudança por parte de um agente externo para tal mandatado.

O nosso sistema judicial não é nada disto. As recentes decisões sobre a legalidade/ilegalidade da candidatura dos dinossauros políticos têm evidenciado que as sentenças são arbitrárias,  fruto de interpretações individuais. Isto significa que quem recorrer à justiça não tem garantias de a obter, podendo um juiz decidir uma coisa e outro juiz decidir o oposto. O próprio processo de recurso, mesmo sendo uma forma de introduzir equilíbrio que devia ser, como o próprio nome indica, uma forma de excepção, em vez de ser visto como o passo seguinte, está ele mesmo sujeito à imprevisibilidade, possivelmente menor por se tratar de decisões colectivas.

Atendendo aos resultados díspares, é lícito afirmar que temos um sistema judicial de baixa maturidade. Mas olhando para a matéria prima usada, isto é, para as leis que a justiça deve procurar aplicar, percebermos que não cabe apenas ao executor a falta de qualidade. Com efeito, o legislador produz leis frequentemente pouco claras, incompletas e em contradição com outras leis. Sem querer desculpar a máquina judicial, o facto é que a matéria prima usada é de qualidade rasca.

Ainda neste caso dos candidatos autárquicos em modo gafanhoto, o legislador não quis clarificar as dúvidas. E querer é o verbo exacto, já que teria bastado um deputado ter apresentado uma proposta de alteração para que este circo das candidaturas autárquicas não estivesse a acontecer. Mas nenhum o fez. Preferiram colocar os interesses do partido à frente dos do país, seja para possibilitar a reutilização de candidatos requentados, seja para ganharem trunfos para os derrubar.

Tudo sinais de um sistema imaturo e pouco fiável, bem nos antípodas da imagem passada pelos próprios protagonistas. Deputados bem pagos mas incompetentes, juízes bem pagos mas com cada cabeça sua sentença.

De regresso ao Estado Novo?

Prepotências, métodos tortuosos e embustes deste governo não se afastam dos padrões de dirigismo e das acções políticas características do Estado Novo. O mais grave e inquietante da citada postura é notório na comunicação, em certas deliberações e eventos de iniciativa da coligação governativa. O fenómeno intensifica-se a um ritmo progressivo. Sinto-me a viver o período do maior desassossego antidemocrático do regime pós-25 de Abril, PREC incluído.

Gaspar justifica a quebra do PIB com a chuva. Quem nos governa ousa desrespeitar as deliberações do Tribunal Constitucional e a lei em vigor ao tempo do acórdão, pagando fora do prazo subsídios de férias da função pública. Começou por invocar uma falsa insuficiência de meios.

Vencidos no campo das relações laborais e do direito à greve dos professores, a despeito de contrariarem o Colégio Arbitral que reprovou a hipótese de requisição civil, recorrem ao Júri Nacional de Exames para requisitar administrativamente a presença de todos os professores nas escolas, na próxima 2.ª feira, dia 17, a fim de fazerem a vigilância dos exames.

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Será este…

… o verdadeiro candidato de Pinto da Costa?

Revolução Branca: David contra Golias

movimento
Dá-me muito prazer que uma associação cívica como a «Revolução Branca» consiga fazer frente aos Partidos políticos, dando-lhes cabo dos planos e baralhando as contas que já estavam feitas. Não é para qualquer um!
Ainda assim, pergunto-me qual será o espírito da lei da limitação de mandatos. Não será o de impedir que um determinado autarca se eternize no poder num mesmo município, tecendo uma teia de compadrio e de corrupção que ao fim de vários mandatos se torna simplesmente inexpugnável?
Será que o mesmo autarca, passando para uma Câmara Municipal diferente, conseguirá transportar automaticamente essa mesma teia de interesses como se não tivesse mudado de poiso? Sinceramente, não me parece, mas confesso que não sei o que quis o Legislador com esta Lei.
E também acho que, no fim, os Partidos vão conseguir dar a volta e vão apresentar na mesma estes candidatos. Nem que seja com uma clarificadora lei que apareça nos próximos tempos na Assembleia da República. Já todos vimos que esta maioria é capaz disso e de muito mais. Mas aí é o povo que terá a última palavra…

Portistas candidatos independentes

Será que o Miguel Guedes também se vai apresentar a eleições? É que ouvi dizer que os portistas da televisão, a norte e a sul do rio, se vão candidatar como independentes nas autárquicas.

Carlos Abreu Amorim: cinismo ou bipolaridade?

cinismoO convite do PS ao PCP e ao BE revela um cinismo político para além da redenção! E, sobretudo, pretende apoucar a capacidade de discernimento dos eleitores. No fundo, o tempo e o modo atabalhoado como a coisa foi feita, também exibe a confusão em que marinam as mentes dos lideres [sic] socialistas…

Carlos Abreu Amorim

Ficarei, mais uma vez, muito desiludido com o Bloco de Esquerda, se voltar a colar-se ao PS com a mesma falta de critério que mostrou nas Presidenciais. Juntar a isso, por exemplo, o apoio a uma figura do socratismo como Manuel Pizarro para a Câmara do Porto seria simplesmente indigno. [Read more…]