Dedicado aos fans portugueses de Donald Trump


Que Trump tenha apoiantes nos EUA, um Estado que tem tanto de genial como de retrógrado, eu até compreendo. Gajos que vêm a Fox e têm as Kardashians como referência só podem ser presas fáceis para quem anda no negócio de fazer os outros de otários. Que haja, aqui em Portugal, uma série de imbecis e Marias Vieiras, uns mais envergonhados que outros, a fazer deste grunho um herói, já é algo que me ultrapassa. Já me ultrapassou mais, claro, que num país onde ainda tantos fachos vestidos de conservadores, social-democratas e liberais suspiram por Salazar e pelo respeitinho a toque de cassetete, e onde qualquer vómito televisivo com 10 ratinhos de laboratório fechados numa casa repleta de câmaras, com os personagens mais acéfalos e parolos, bate recordes de audiências, já nada disto pode surpreender.

Para os demagogos e fanáticos da direita nacional-ressabiada, Donald Trump é um sonho tornado realidade: pensamento retrógrado de extrema-direita, economia desregulada e imbuída de uma lógica predatória, desrespeito pelos direitos humanos, pelo sistema de educação, pela saúde do planeta e das pessoas em geral e um discurso belicista fazem dele uma espécie de messias dos tempos modernos para os amantes da violência, da exploração e da discriminação.

E não, não é só o Passos a achar que o grunho americano não é assim tão mau. São cronistas que se assumem como moderados de centro-direita, são autores de blogues de referência, que adoram falar do alegado totalitarismo da Geringonça, mas que não hesitam em abanar o rabo a cada grunhido deste adolfo com barrete de KKK, para não falar em figuras públicas do entretenimento, que parecem ter deixado escapar o cérebro pelo tímpano, enfim, a extrema-direita envergonhada que temos por cá, que aguarda o regresso do excremento que caiu da cadeira, enquanto rasga as vestes para falar na liberdade que a actual solução governativa alegadamente lhe roubou. Uma pilha de bosta.

Para eles, para as moscas que os rondam e para aqueles que, por distracção, se deixaram levar pela narrativa imbecil que cada vez menos cola, como vão demonstrando as sondagens, deixo-lhes este vídeo, que ilustra na perfeição a era Donald Trump, onde qualquer idiota com dinheiro pode ser o próximo presidente, secretário de Estado ou assessor da Casa Branca. A escolha de Trump para juiz federal do distrito de Columbia não é apenas digna de uma comédia das boas. É a prova cabal de estarmos nas mãos de gente perigosa e mentalmente perturbada, ansiosa por nos arrastar a todos para o abismo. E não lhes faltam fãs por cá. Havemos de lhes agradecer um dia.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Mais perigosos que aqueles que defendem abertamente Trump, são os que usam e abusam das suas tropelias para exercerem a crítica, pelo “nobre” ofício de criticar mas que, no fundo, não existiriam se Trump não existisse.
    Refiro-me abertamente a essa classe de “profissionais” que são a maior parte dos ditos jornalistas portugueses, cujo furor anti-Trump se transforma em verdadeira candura quando o objecto de discussão é, por exemplo, Putin.
    Não vejo diferença nenhuma na aproximação jornalística a Putin e às suas políticas entre essa dita “classe” e Trump. Qualquer deles prima pela falta de isenção e a falta de rigor na opinião, exactamente o oposto do que deveria ser o jornalismo sério.
    Ainda hoje quando ouço e leio notícias da guerra da Síria, fico com sérias dúvidas sobre o lado por que “torcem” os ditos “jornalistas”. As notícias do desmantelamento do DAESH na Síria são sempre anunciadas com banhos de sangue entre os civis, escolas ou hospitais.
    E pergunto a essa gentalha, onde estavam eles quando Obama invadiu a Líbia ou quando Bush invadiu o Iraque?
    Ouçam as declarações de Bush e Obama sobre Jerusalém e comparem com o que disse Trump.
    Ouçam esses “jornalistas” falar de Trump sobre essa matéria e comparem com o seu silêncio quando os seus queridos Obama e Bush disseram o mesmo.
    Esta “classe” para mim é muito mais perigosa que Trump, pois intimamente, são “lexiviadores” de uma continuidade política e sub-repticiamente “his master’s voice” e colunas de ressonância dos seus “feitos”, com o problema de não terem nem coluna vertebral nem um neurónio de cérebro…

    • Fernando says:

      Jornalismo e opinião não são a mesma coisa.
      Hoje, quase só resta opinião (e muita dela desonesta), o jornalismo é coisa rara.
      É mais confortável ser lambe-botas do que jornalista…

  2. Fernando says:

    Já tinha visto parte do vídeo, e só vi parte porque é demasiado embaraçoso…
    Mas isto não é novidade, já há uns tempos aconteceu isto àquela que é agora a secretária da educação, uma bilionária chamada Betsy Devos, irmã do mercenário Erik Prince, o fundador da infame organização militar privada Blackwater.
    A mulher estava a ser inquirida sobre educação e mal sabia o que dizer sobre o assunto.
    Esta gente nada sabe sobre coisa alguma a não ser roubar a larga maioria da população em beneficio próprio e da classe extremamente exclusiva a que pertencem.

  3. mutTrump… novamente: Foi (é) o melhor presidente que a manada dos EUA poderia ter escolhido para presidente.
    E se até tudo continuar como está, espero que o reelejam, caso ele decida candidatar-se!

  4. O facto é que Trump teve menos votos que o candidato republicano que concorreu contra Obama. Isso significa que Trump foi-nos oferecido de bandeja pela Esquerda. Isso não perdoo. Quanto a Jerusalém, Trump só fez o que Bernie Sanders lhe pediu para fazer. É uma questão de ler as actas do senado ou do congresso ou lá como se chama a coisa.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Foi uma pena que esse “democrata” Bernie Sanders não sugerisse a Trump que se mandasse do 96º andar do Empire State. Podia ser que aceitasse …

      • ….e ele podia ir junto !!

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          🙂
          Mas olhe que anda por aí muito “jornaleiro” que diz que Bernie Sanders é um homem de esquerda …
          Esta gente já perdeu o sentido de orientação. Espero que não percam o tino para o caminho das casas de banho. É que o cheiro deles, normal, já é forte … Se a esse juntam o cheiro do “desabafo fisiológico”, passamos a ter um atentado ambiental.

  5. Tanta maldade, caramba! O homenzinho, por indicado por Trump, apenas dirige o seu olhar compenetrado – será angustiado? – para o deus de Israel, por agora se julgarem nas suas boas graças – certamente, após terem feito aquele jeito ao seu povo eleito de mandarem a sua embaixada para Jerusalém, terão direito a algum reconhecimento – à procura de inspiração para responder às perguntas que lhe eram colocadas. Segundo fontes bem colocadas, aquele deus ter-lhe-ia dito, que mais que inspiração o que ele e, principalmente, o seu chefe Trump precisavam era mesmo de conhecimento.

  6. “pensamento retrógrado de extrema-direita, economia desregulada e imbuída de uma lógica predatória, desrespeito pelos direitos humanos, pelo sistema de educação, pela saúde do planeta e das pessoas em geral e um discurso belicista”. Tanto choro (e mentiras) mas a economia americana cresce o seu desemprego desce e aqui os tugas não saem da cepa torta e ainda se acham melhores que o Trump. Enquanto os pseudo intelectuais se espumam pela boca, Trump vai a caminho de se tornar o melhor presidente americano desde Reagan.

Trackbacks

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