Ano novo, impostos novos


Governo anuncia aumento do imposto sobre os combustíveis
O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) vai ser aumentado a partir de segunda-feira [amanhã], segundo uma portaria publicada hoje [31/12/2017] pelo Governo em Diário da República. [DN, 31/12/2017]

A taxa do ISP aplicável à gasolina passa a ser, respectivamente, 0,556 euros e 0,343 euros por litro para gasolina* e gasóleo, o que se traduz num aumento de 0,9 cêntimos por litro de gasolina e de 0,6 cêntimos por litro de gasóleo.

Escolher o dia da passagem de ano para anunciar este aumento é uma sacanice em dose dupla. Primeiro, por aumentar os impostos num produto cujo preço já é maioritariamente composto por impostos e, em segundo lugar, por novamente se ir pelo caminho de anunciar medidas quando os portugueses andam entretidos com outras coisas. Pelo andar da carroça, já estou a olhar para o calendário para me preparar para futuras más notícias.

* com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 g por litro

 

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Ah, Jorge!!
    Impostos!?
    Nunca ouvi falar disso!!!

  2. Paulo Marques says:

    Isto de apostas em altos impostos regressivos para equilibrar as contas mostra o “socialismo” a que temos direito – luz, fraldas e transportes são um luxo.

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    A propósito de impostos gostaria de fazer um desafio a todos aqueles que pagam a sua água.
    Peguem numa factura e leiam-na.
    Em Vila Nova de Gaia, local onde resido, é extraordinário o modo como o comum gaiense é EXPOLIADO, à custa das taxas, taxinhas e taxonas que vão servindo para arrecadar dinheiro de uma forma, socialmente, condenável.
    É simples perceber a factura: Divida o que paga mensalmente por três.
    O primeiro terço representa o que pagou pela água que gastou.
    Os restantes dois terços são o aluguer do contador e quejandos (1/3) e algo a que chamam “taxa de resíduos” (cito de memória, mas corresponde ao outro terço).
    Vejamos agora o funcionamento da “coisa”:
    Se a casa estiver desocupada e não gastar água, já perdeu 30 euros todos os meses, pois 15 euros do aluguer e os 15 euros dos resíduos são “taxas” fixas.
    E continuam fixas se o consumo da água for zero, mas na realidade são variáveis porque são proporcionais ou seja, se gastar 30 euros de água, paga mais trinta e mais trinta para as taxas, taxinhas e taxonas referidas.
    É assim que as autarquias endividadas por erros de gestão gravíssimos e verdadeiros casos de polícia de gastos públicos, resolvem os assuntos: SACANDO..
    É assim que esta “democracia” procede para com o povo e, como sempre, branqueia os actos de gestores de meia tigela, verdadeiros criminosos na aplicação dos fundos públicos, mas que são protegidos pelo Estado e pelos partidos.
    Isto é a Portugal no seu melhor.

    O caso da gasolina é simples de explicar: é a aplicação das políticas autárquicas por parte do Estado ao País …
    Com exemplos destes …

  4. Para nos livrarmos disto: Não consumam, ou consumam o menos possível.
    Quem depende de energia seja água ou combustível está fodido.
    Este tipo de propriedade (negócio) está nas mãos de oligarcas onde se inclui os governo dos chinocas. Estou farto de chinocas porque cada chinoca é uma feitoria do governo do seu país.
    Não se endividem porque senão estão fodidos e a resmungar com o aumento de impostos.
    o nosso governo estão nas mãos do imperialismo, nomeadamente do chinês.

  5. Se de repente alguém lhe perguntar os preços do gasóleo/gasolina, sabe responder?
    Eu não, pelo que importa-me pouco +cêntimo-cêntimo e, no conjunto, representa um valor significativo para as receitas nacionais.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Pois “eles” gostam mesmo é de pessoas bondosas como o caro HOT.
      Li o escrito do J. Manuel Cordeiro de outra forma, de facto.
      Para mim o que está em causa não é o + cêntimo ou – cêntimo, mas sim o facto de se provocar um aumento para gerar receitas de uma forma indiscriminada.
      Que a geração de receitas é importante, não tenho dúvidas. Mas pessoalmente, venho assistindo a todo o género de roubos descarados que nos ajudaram a meter cá a Troika e a desembolsar 80 mil milhões de euros, sem que haja apuramento de responsabilidades. Dinheiro que tem sido o contribuinte a pagar (sobre o qual o Sr. Presidente e comandita governamental vêm, hipocritamente, lançar alvíssaras), enquanto que os responsáveis factuais por estes descalabros se passeiam impunemente… Tiveram azar, coitados. Nós estamos cheios de sorte, porque até temos o governo e apêndices a agradecerem a nossa bravura.
      Portanto, o caro HOT é um desses bravos, mas voluntário, ao contrário de mim que sou um bravo (dizem os políticos) mas à força e que só tem pena de não ter oportunidade para dizer directamente aos políticos de lata infinita, mas cara a cara, a sua opinião sobre a “bravura”.
      Taxar o que está mais que hiper-taxado, tem um nome. É a isto que me refiro e que, estou certo, será o pensamento de J, Manuel Cordeiro.
      Note que não tenho qualquer subvenção para defender o articulista e se aqui venho é só para reforçar que a nossa cidadania deveria passar por exigir que os assuntos, nomeadamente impostos e pagamentos, se façam em sede própria, em vez das distribuições gerais, coisa em que esta classe política é mestre.

      • O que eu quero dizer é que, se não fosse o alarido, ninguém dava por isso, i.e., não se notava qualquer mossa na carteira.
        Quando dou uma esmola a um sem abrigo, não fico a pensar que esse valor cobria estes aumentos em não sei quantos depósitos do carro.
        E há tantas coisas importantes para nos preocuparmos….
        A verdade é que com estas pequenas coisas para cada um dos cidadãos, lá se foi o défice e foram repostos os rendimentos que haviam sido tirados.
        A dor foi quando nos reduziram os rendimentos e nunca saberemos se isso teria sido necessário.

        • Para spin, não está grande coisa lol

          • Vê? Sem mais, classifica uma simples opinião como spin e imagina-me um assessor de alguém, obviamente, da esfera governamental.
            Também não vai acreditar, mas sou um simples reformado.
            A vantagem é que, alguns de nós, com a idade, aprendemos a dar mais importância ao que, de facto, é importante.

          • Spin é apenas um termo engraçado para uma opinião que procura orientar o pensamento em certa direcção. Que é o caso. Quanto ao que eu penso, isso é irrelevante para o caso.

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Eu até posso entender o que diz mas quanto a mim, não há alarido nenhum.
          E se se fala nestas coisas é porque estamos habituados às manobras “dialogantes” dos políticos como aconteceu com o financiamento dos partidos.
          Às vezes a corda também rebenta e dito à nossa moda, quem semeia ventos, colhe tempestades.
          Pessoalmente constato que as auto-estradas e o automóvel , para além dos muitos outros bens reconhecidos como de primeira necessidade são taxados de uma forma pouco escrupulosa. Em cima dei-lhe o caso da água. A gasolina é exactamente igual, salvo que é um imposto aplicado ao macrocosmos português. E isso só acontece porque essa miserável classe política da esquerda à direita faz isso sem qualquer respeito pelo cidadão. A mesma miserável classe política que, no que lhes interessa, está bem unida da esquerda à direita, porque, no fundo, partilham a mesma ideologia, a do interesse mesquinho.
          Sabe meu caro HOT, pessoalmente estou farto que esta classe de novos ricos, idiotas e incompetentes tratem o cidadão português, como se fosse um grupo de diminuídos mentais…
          E é isso que eles fazem desde há muitos e muitos anos e nesse campo, são coerentes.
          A dor que enuncia no fim da sua comunicação, é exactamente a minha, só com uma diferença de interpretação. Para mim, se essa cambada de políticos com poder, fosse buscar os rendimentos, criminosamente desviados, aos prevaricadores, nomeadamente aos amigos de presidentes que executaram gestão danosa e se responsabilizassem os autarcas e políticos causadores da nossa ruína financeira por gestão incompetente e populista, creia que estaríamos muito melhor, porque a Troika não teria cá entrado, por exemplo.
          O assalto ainda não parou … Mas descansemos: somos todos bravos!!!

          • A opinião que expressei, só dizia respeito ao aumento do ISP.
            Quanto ao resto partilho uma parte da sua opinião, mas não na totalidade.

    • O/a HOT não repara nos cêntimos por causa do gasóleo estar incluído nas ajudas de custo da assessoria. Estou a brincar, claro, sabemos que essas coisas não existem 🙂

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