No dia 4 de Maio, estávamos assim:

Notícia TSF.
Hoje, dia 16 de Julho, estamos assim:

Notícia SIC Notícias.
Visionários.

O desfasamento da realidade de Carlos Guimarães Pinto.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
No dia 4 de Maio, estávamos assim:

Notícia TSF.
Hoje, dia 16 de Julho, estamos assim:

Notícia SIC Notícias.

O desfasamento da realidade de Carlos Guimarães Pinto.

Volta e meia somos iluminados pelos especialistas em preços de combustíveis, com aquele argumentário sempre sólido e factual, que se resume bem nas duas traves mestas da retórica destes doutos académicos, a saber: “a culpa de ___________ (inserir a maleita que mais vos aprouver) é do socialismo”, porque o PS, garantem os especialistas, é mesmo socialista, e “os impostos são __________ (inserir a dose de anarco-capitalismo desejada)”, porque as nações mais prósperas do planeta nem cobram os impostos mais altos nem nada. Toda a gente sabe que a Escandinávia, repleta de fome e miseráveis, ombreia com russos, sauditas e chineses em matéria de totalitarismo.
Dito isto, olhemos para o pensamento académico dominante entre os especialistas em preços de combustíveis. Quando os combustíveis sobem por decisão das gasolineiras, os especialistas em preços de combustíveis garantem que a culpa é do governo. Quando o preço do barril de Brent sobe, seja por uma alteração na relação entre oferta e procura, seja por mera especulação, os especialistas em preços de combustíveis também garantem que a culpa é do governo. Esta semana, contudo, os especialistas em preços de combustíveis deram um salto de gigante em direcção à excelência. O governo desceu o ISP, as gasolineiras não reflectiram essa descida, apropriando-se de parte do corte, e os especialistas em preços de combustíveis, sempre geniais, rapidamente concluíram que a culpa foi do governo. Confesso que não sei o que seria de nós sem os especialistas em preços de combustíveis. E sem as gasolineiras, que lutam como ninguém contra a tirânica opressão do governo, quais Robin dos Bosques fiscais, roubando aos pobres para dar os ricos. E sem a ERSE, que nos protege a todos dos aumentos e confiscos impostos pelo governo, de pistola sempre apontada às cabeças da GALP, BP e Repsol, condenando-as a brutais aumentos de lucros. Parafraseando Amália, estranha forma de socialismo.
Surpresa… fomos enganados!
Vitória… liberal!
“O liberalismo funciona e faz falta a Portugal”.
Nunca se esqueçam.

Quando o preço do barril cai, as gasolineiras rapidamente nos informam que a queda só se reflecte daí a uns meses. Quando sobe, o aumento reflecte-se no dia seguinte e a culpa é do governo. E, de facto, o governo bem que se podia deixar de autovouchers e reduzir o ISP para ajudar os portugueses a fazer face à subida em curso, que não vai parar por aqui. Mas não foi o governo que decidiu aumentar os preços. Foram as gasolineiras. Mas lá chegará o dia em que os portugueses sentirão, nos seus bolsos, os efeitos fabulosos da liberalização do sector. Tem corrido maravilhosamente.

Imagem: Jornal Económico
Em Fevereiro de 2016, numa altura em que o crude estava particularmente em baixa, o governo de António Costa fez um enorme aumento do ISP para compensar a perda de IVA (6 cêntimos por litro).
Tenho vários amigos brasileiros, há uns tempos brincando com um deles por saber que tinha votado Bolsonaro, me respondeu, “eu não sou Bolsonaro, como eu, somos milhões. A gente não quis eleger Bolsonaro, era mesmo qualquer um, o que a gente queria mesmo era correr com o PT do poder. Já não os suportávamos…”
Ontem lembrei-me desse amigo a propósito desta notícia. O fanatismo de quem nos (des)governa e tenta impor uma agenda é de tal ordem, que mais dia menos dia, os portugueses acordarão da letargia em que mergulharam e irão livrar-se destes trastes, só que provavelmente não será para eleger quem estiver de turno na liderança do PSD, que todos sabem há décadas, ser mais do mesmo. Exemplos não faltam por esse mundo fora…

Gasóleo acima de 1.5 euros e gasolina acima de 1.6 euros. Por menos, houve grande agitação no tempo dos governos Sócrates. Entretanto, todos amoleceram com a porrada da TINA e, agora, Costa dá-se ao luxo de manter o valor do ISP apesar dos valores em alta do crude.
Para quem se tenha esquecido, a promessa foi de baixar o ISP caso o petróleo aumentasse de preço.
Já se parava com esta brincadeira, não?

Só há dinheiro para a banca e para as PPP (que quase é um pleonasmo para banca).

Governo anuncia aumento do imposto sobre os combustíveis
O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) vai ser aumentado a partir de segunda-feira [amanhã], segundo uma portaria publicada hoje [31/12/2017] pelo Governo em Diário da República. [DN, 31/12/2017]
A taxa do ISP aplicável à gasolina passa a ser, respectivamente, 0,556 euros e 0,343 euros por litro para gasolina* e gasóleo, o que se traduz num aumento de 0,9 cêntimos por litro de gasolina e de 0,6 cêntimos por litro de gasóleo.
Escolher o dia da passagem de ano para anunciar este aumento é uma sacanice em dose dupla. Primeiro, por aumentar os impostos num produto cujo preço já é maioritariamente composto por impostos e, em segundo lugar, por novamente se ir pelo caminho de anunciar medidas quando os portugueses andam entretidos com outras coisas. Pelo andar da carroça, já estou a olhar para o calendário para me preparar para futuras más notícias.
* com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 g por litro
No início do ano 2016, com o preço do petróleo em baixa e temendo a perda de receitas, o ministro Mário Centeno anunciou a subida do ISP em 6 cêntimos por litro de combustível. Em simultâneo anunciou a constituição de um mecanismo de ajuste, que permitiria avaliar e rever o nível de imposto a cada 3 meses, descendo o valor a pagar se o petróleo viesse a subir a cotação, ou mantendo caso o preço da matéria-prima se mantivesse em baixa. Há sempre quem considere poucochinho mais um agravamento de imposto, mas a verdade é que para o Estado o sector automóvel tem sido ao longo dos anos uma verdadeira galinha dos ovos de ouro. [Read more…]
As seguradoras que se acautelem!
Reagem, em regra, às solicitações dos lesados que intentam obter as indemnizações a que fazem jus. Impunemente…
Mas há soluções na Lei das Práticas Comerciais Desleais que o vulgo ignora, mas de que o lesado pode lançar mão, denunciando a situação a quem de direito, já que as coimas daí emergentes poderão, no limite, atingir montantes da ordem dos cerca de 45 000 €.
E com efeito, a alínea g) do artigo 12 da enunciada Lei (o DL 57/2008, de 26 de Março) estabelece a regra que segue:
“Obrigar o consumidor, que pretenda solicitar indemnização ao abrigo de uma apólice de seguro, a apresentar documentos que, de acordo com os critérios de razoabilidade, não possam ser considerados relevantes para estabelecer a validade do pedido, ou deixar sistematicamente sem resposta a correspondência pertinente, com o objectivo de dissuadir o consumidor do exercício dos seus direitos contratuais.”
As sanções estão previstas no artigo 21, como segue: [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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