Miguel Relvas conclui doutoramento em Marketing Digital


E diz quem sabe que o Zuckerberg não descansa enquanto não o levar para Silicon Valley.

Comments

  1. Ohnidlan Iur says:

    Todo o processo que envolveu a conclusão da Licenciatura de Miguel Relvas, após esta lhe ter sido retirada pelo
    Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, demonstra que o ditado popular: “Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita”, é mesmo para ser levado à letra
    https://www.dn.pt/portugal/interior/miguel-relvas-ja-tem-licenciatura-8672680.html
    Mas alguém acredita numa licenciatura, onde o rapaz faz meia dúzia de cadeiras, e ao resto lhe são dadas equivalências várias, talvez na arte de manipular e arregimentar votos de militantes, presumo eu, porque até ao dia em que ele foi despachado de Ministro nunca lhe vi fazer mais nada do que militar no laranjal de interesses onde o PSD se move.
    E neste caso, apesar de Relvas ser pró (en)direita, ele é mesmo torto no plano curricular.
    Sócrates por muito menos, sempre tinha um bacharel do ISEC, e falo apenas nas trapalhadas académicas, não noutras, foi gozado indecentemente pela comunicação social. Este só foi descoberto depois do EXPRESSO constatar que Relvas queria privatizar a RTP. Também por aqui se percebe como se move a “jornaleira Tuga”.

  2. Ana A. says:

    …é a “inveja” habitual dos “meninos-prodígio”…

  3. Ano novo, vida nova?
    por nuno castro
    Image result for greek chorus

    Começou a charanga do PSD a funcionar em pleno logo com a entrada do ano. Estas coisas nós já as vimos e revimos vezes sem conta. E até um dos protagonistas é useiro e vezeiro nestas andanças.

    O PSD é um partido de aldrabões. Não é com grandes análises que nos devemos debruçar sobre o seu comportamento e tácticas. Fico sempre perturbado quando ouço aquela frase melada “o psd é um partido indispensável à democracia”. Sério? Como se um partido, bem para além daquilo que fosse a sua actuação, tivesse um lugar cativo na indispensabilidade democrática. Nem o PSD me parece indispensável, nem o seu comportamento como oposição – como se tem visto ultimamente – parece acrescentar o que quer que seja à dita democracia. Repito: o psd é um partido de aldrabões. Mas é preciso substanciar uma afirmação tão forte.

    Primeiro, ideologicamente não expressa àquilo que vem. Isto não é de somenos, sobretudo quando temos os vates do comentário político como António Costa Pinto a repetirem à saciedade que não são os aspectos ideológicos que interessam analisar nesta contenda. Não são porque, como de costume, eles estão todos encobertos. Mas nós sabemos (oh se sabemos!) que assim que se apanham no poder eles assomam como baleias a expelirem ar à superfície. É uma pena a memória ser um sistema tão falível e tão desordenado, senão bastava uma compilação das formulações utilizadas pelos ministros e ministras do governo de Passos para acedermos ao adn do PSD actual. Curiosamente, várias foram as análises durante esses funestos quatro anos que mostraram claramente com que linhas se cosiam as suas fatiotas. A sua singularidade não é assim tão grande para que não possamos encontrar congéneres nos conservadores ingleses de May ou no PP de Rajoy. Os modelos de postura política não são assim tantos para que os partidos não se copiem uns aos outros.

    Segundo, se dizer que o PSD é um partido de poder, é um truísmo, e não tem, em substância, nada de moralmente reprovável, dizer que o psd é formado por uma elite que se julga com direito ao poder, é outra coisa. E essa já é uma análise do carácter e da atitude dos seus militantes e quadros. Até porque o PSD, por mais que os candidatos elenquem 221 medidas nas suas moções, não tem nenhum programa substancialmente diferente ao dos anos da troika. É preciso insistir neste ponto: o psd não foi forçado a governar daquela maneira pelas imposições da troika – o psd aproveitou as imposições da troika para governar como sempre verdadeiramente quis. Este pormenor é essencial e deve sempre levar-nos a rejeitar qualquer aproximação a uma putativa social-democracia que os nóveis candidatos à liderança do PSD queiram ensaiar. Lembram-se que Santana insistia com denodo parlamentarista na sigla PPD-PSD? Porque para ele o Popular teria sempre precedência em relação à social-democracia. E nesse sentido está muito mais próximo do PP de Rajoy ou dos tories de May do que de qualquer social- democracia do norte da Europa. Estou convencido que esses são os modelos quer para Rio quer para Santana – a May e o Rajoy. E por isso devemos ter medo, porque também esses são uns aldrabões. Mais uma vez a memória a atraiçoar-nos. Porque não relembrar o amor inabalável que Durão nutria por Aznar? Não há social-democracia nenhuma aí, assim como não há nos tories de May.

    Aldrabões portanto, os dois candidatos, vertebrando o seu discurso em torno de uma mirífica social-democracia que nem eles querem que exista nem fazem tenções de aprofundar. Mas veja-se por exemplo como o espaço é calculado com alguma atenção. Se por um lado, agitam a bandeira da social-democracia na vontade de “reinventar” Portugal; por outro afirmam que acordos com a esquerda nem que venha o diabo

    (que parece não chegar).

    O que estes dois candidatos sabem é que o jogo político mudou significativamente. Dantes era passar o PS por alguns pontos percentuais e ter o CDS ali à mão de semear, e eram favas contadas – tinham o governo da nação no papo. Mas na era após-geringonça as coisas modificaram-se; a táctica tem que ser diferente. O PSD não pode continuar a falar de “gorduras do Estado” ou de “liberdade dos mercados financeiros” (Volta memória!) como era o seu repertório com Passos e nos governos anteriores a Passos. Tem de falar de “social-democracia do século XXI”, como se de repente as duas sumidades tivessem engolido um catarpácio do Esping Andersen. Não te fies, oh Zé, que isto é tudo tanga. Rio, com certeza não deixou de ser um arrogante, barão do norte, que governou a Câmara do Porto como o seu pequeno condado. E Santana, apesar daquelas aparições tribunícias com António Vitorino, não deixou de ser um populista, show-offer (se a palavra existisse) que foi aquando do seu consulado lisboeta ou na breve passagem pelo governo. Ou como ministro da cultura, deus meu, lembram-se dos violinos de Chopin? Como é que estas coisas caem no esquecimento?

    (volta memória – estais perdoada!)

    Terceira, a verdade é que o PSD consegue sempre o mesmo feito. A excessiva mediatização da sua eleição para líder dá uma aparência de indispensabilidade. Note-se, é a sua excessiva mediatização, nada mais. Não é a clareza das suas ideias, a natureza revolucionária destas, ou a novidade que possam trazer. Aliás, este é sempre um trabalho que fica para a esquerda fazer. Lembro-me dos incansáveis escrutínios ao programa de António Costa quando este se apresentou como candidato. Do tarado do José Gomes Ferreira a esmiuçar todos os números e mais alguns. Não seria, por exemplo, tempo de pedir o mesmo detalhe, a mesma exigência, com as propostas vindas da direita? Essa necessidade não existe porque os programas ou orientações dessa mesma direita são vistos como verdades inscritas na ordem das coisas. Nem nunca o programa de Passos em 2011 foi tão escrutinado como seria o de Costa quatro anos depois. E o mesmo se vai passar com os dois candidatos agora presentes às eleições internas do PSD. Esta falta de escrutínio – este desinteresse interessado, parafraseando um douto do funcionamento político – por parte de opinadores e especialistas facilita bem a vida aos candidatos; e em grande medida é isso que lhes permite passar pelos pingos da chuva apelando para outras dimensões, emotivas, fleumáticas, carismáticas que não expressam directamente a prática sobre a política.

    (Vão ser meses difíceis… e nauseantes… os que se avizinham)

    Afinal o que querem estes candidatos? Querem aumentar ou diminuir os impostos aos ricos? Diminuir os custos do trabalho? Flexibilizar as condições laborais? Fechar serviços públicos? Privatizar o pouco que resta para privatizar? Não sabemos. E provavelmente, tão cedo também não iremos saber.

    (e o resto é silêncio)

    • Rui Naldinho says:

      Excelente!
      Há gajos para quem a escrita é como o surf. Hajam ondas, e é vê-los a “surfar”.

    • Carlos Almeida says:

      Parabens pelo Post ZE

      A menos que tenha entendido mal, tenho a fazer uma pequena nota relativamente a “nesse sentido está muito mais próximo do PP de Rajoy ou dos tories de May do que de qualquer social- democracia do norte da Europa”.

      De resto, muito bem

      Os partidos Sociais Democratas da Escandinávia e da Alemanha, têm como origem fundadora a Internacional Socialista que em Portugal é representada pelo Partido Socialista, desde a sua fundação. Os partidos do Norte da Europa chamavam-se Partidos Sociais Democratas (Suécia, Dinamarca, Alemanha, etc), no Sul chamaram-lhes Partidos Socialistas (Itália, Espanha, Portugal)
      A Social Democracia do PPD/PSD é apenas um rotulo de conveniência de um partido do Centro Direita para enganar alguns distraídos.
      Dá-lhes jeito ser um partido dito de largo espectro na caça ao voto, mas na prática são liberais como foram desde o tempo do Sá Carneiro. Esse ao menos e reconheçamos muito seriamente, nunca mascarou as suas origens ideológicas como parte da facção liberal da ANP no tempo de Marcelo Caetano. O partido que fundou foi o PPD (Partido Popular Democrático).

      Wikipedia “O Partido Social Democrata é um partido político português de centro-direita fundado em 6 de maio de 1974 por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático”

      Os seus herdeiros à frente do mesmo partido é que mudaram a camuflagem, tal como os camaleões. O mesmo fez mais tarde, o sujeito que esteve alguns anos à frente do CDS, depois CDS/PP, mais tarde PP e agora novamente CDS.
      Enfim, técnicas de mascara, que a nossa direita usa, porque sabe que tem um publico votante alvo, muito influenciável por esses truques.

  4. Comentário/complemento do Zé, excelente !
    Comentário de Carlos Almeida a complementar ainda mais, 5 * !
    Assim dá gosto ler e reapre(e)nder !!

    “…A Social Democracia do PPD/PSD é apenas um rotulo de conveniência de um partido do Centro Direita para enganar alguns distraídos….” !!!

    ” (Vão ser meses difíceis… e nauseantes… os que se avizinham) ”

    ….há que avisar a malta !

  5. ZE LOPES says:

    “Marketing”? O que é que ele anda atualmente a vender? Antigamente dedicava-se á cunicultura, agora já não sei…

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