A neutralidade da net explicada pelo Burger King

Há umas semanas, a entidade reguladora das comunicações dos EUA, a FCC, cancelou as directivas criadas pelas presidência de Obama que obrigavam os operadores de telecomunicações a servir todos os conteúdos de todos os sites de forma igual. Ou seja, agora podem deixar de seguir o que foi padrão na Internet desde que esta existe. A motivação é meramente comercial, permitindo criar pacotes artificiais, no sentido de não corresponderem às necessidades dos clientes, mas sim à estratégia da empresa.

O assunto foi polémico nos EUA, houve até uma “sondagem” organizada pela FCC, mas que se concluiu estar repleta de dados falsos, e no fim, a FCC fez aquilo que Trump tinha decidido, ou seja, favoreceu os gigantes das telecomunicações. Curiosamente, os  liberais cá da terra não atiraram as vestes ao chão, como fariam se Chavez mandasse um traque.

Apesar do assunto não estar morto, enquanto Trump comandar o governo dos EUA, não haverá alteração de política. Entretanto, iniciativas como a do Burger King traduzem em termos simples as implicações de uma aparente alteração burocrática.

Comments

  1. Ana Moreno says:

    A caminho de um Admirável Mundo Novo. E aparentemente está tudo bem assim para todos os stakeholders, como lhes chamam; as novas gerações encontrarão tudo cimentado e natural, já não lhes dói. A nossa é que já passou do prazo de validade e ainda sente. Mas nada faz, a não ser lamber a ferida distraindo-se com a espuma dos dias.

Trackbacks


  1. […] as tretas vitorianas dos americanos são lá com eles, já o seu pensamento quanto à neutralidade da Internet acabará por nos afectar a todos neste mundo […]

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