Um exemplo de infantilidade adulta

Mesmo não sendo seguidor da bola, não me têm passado despercebidas algumas reacções de Bruno Carvalho, tais como aquela encenação sobre estar a mandar fumo pelo nariz, a explicação do terceiro olho e, agora, a relação com a sua principal equipa de futebol e a suspensão do seu plantel (que termo futebolístico de fina ironia).

Nos dois primeiros exemplos, estamos perante alguém que fez e disse coisas que a seguir negou com explicações infantis. No presente assunto que enche os “noticiários” (e agora, o Aventar também), Carvalho confirma o seu lado inseguro, de quem não sabe receber uma crítica. Algo que já sabíamos graças, por exemplo, ao ultimato eleitoral que lançou numa das recentes assembleias de sócios.

Dizem que há uma criança dentro de cada adulto. No caso de Bruno Carvalho, há a criancice que alberga um adulto dentro de si. A forma de lidar com a derrota da sua equipa e, depois, a reacção alienada como enfrentou as críticas, denota a enorme infantilidade que marca a sua personagem, sendo, ainda, um claro exemplo do que não se fazer em termos gestão de um grupo. Basta ler a literatura de referência sobre liderança e motivação. Mas, possivelmente, é aí, na leitura, que reside o problema.

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    Amigo Cordeiro, não faço parte, nem pactuo, conscientemente, com o universo paralelo do pontapé-na-bola, contudo, por mais que eu faça, há sempre pontos onde o mesmo colide com o meu, nomeadamente pela impressão que me provoca a importância que as pessoas lhe dão; e, sobretudo esta, a sua sobrevalorização face a áreas verdadeiramente importantes para a sociedade; também, os malefícios da sua existência para nós, enquanto cidadãos.
    Contudo, por vezes, há situações que, por tão badaladas, são difíceis de não ouvir e, mesmo que não se lhes preste atenção – a gente da comunicação e da publicidade sabe isto muito bem como isto funciona – acabam por ficar registadas, como esta que agora aponta e fala.
    No entanto, tal como antes disse, eu pensava encontrar uma coisa específica desse universo … e encontrei outra, mas do meu… porque, o amigo Cordeiro ao fazer uma caracterização de um indivíduo que ali pertence – de corpo e alma -, acabou por fazer, quiçá sem intenção, uma definição de certa gente que pulula no meu.
    Veja bem
    “…encenação…estamos perante alguém que fez e disse coisas que a seguir negou com explicações infantis…a reacção alienada como enfrentou as críticas…
    um claro exemplo do que não se fazer em termos gestão de um grupo. Basta ler a literatura de referência sobre liderança e motivação. Mas, possivelmente, é aí, na leitura, que reside o problema.”
    Oh homem, mas aquilo é a definição de um “bom político” e disso está o País enxameado: no governo, na assembleia, nos municípios. Como tal, estamos perante um óptimo candidato à formação de um novo partido, a primeiro-ministro da Nação ou quiçá – com a escassez que a Maria José Morgado apontou – um bom candidato a magistrado, pelas suas apontadas firmes convicções.
    Ah Bendita Nação, que tais filhos tens: onde até os universos fazem intersecção e, porventura num futuro próximo, dando-se mesmo a sua junção!
    Amem


    • Percebo o lado “humorístico” do seu texto ! Também como o Bento Caeiro, eu não faço parte, nem me interessa, o universo cada vez mais alienado, viscoso e violento do pontapé-na-bola . Mas se aquele bronco de olhar alucinado, fosse “a definição de um bom político”, não acho que a “bendita Nação” precisasse dele para aumentar “o enxame”…Talvez o melhor lugar, “a bem da Nação” e do Futebol, seja mesmo um hospital psiquiátrico…

      • Bento Caeiro says:

        Exactamente, amigo Peralta, por isso as aspas em “bom político” e seja feita a vontade do peralta. Mas, como não sou exclusivista: todos esses que, como este “bronco de olhar alucinado” aí se enquadram, … que sejam, a bem da Nação e do Futebol, mandados para um hospital psiquiátrico – já agora juntando-lhes certos banqueiros.

  2. Paulo Marques says:

    Financia assassinos? Protege-os? Paga-lhes os advogados? Corrompe juízes e polícias?

    Então se calhar deixem estar o palhacito no circo, que uma pessoa tem que comer pipocas de vez em quando.


  3. Chamá-lo de infantil é ofender crianças que têm mais maturidade que esse senhor. Acho que é mais um caso de transtorno obsessivo-mentiroso-compulsivo e, claramente, personalidade de sociopata.

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