A Venezuela europeia da direita portuguesa

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Viktor Orban, o fascista que a imprensa controlada pela extrema-esquerda apelida de conservador, não vá a PIDE do politicamente correcto fazer-lhes uma visita, deu mais um passo no sentido de fazer a Hungria Great Again.

A poucos dias do Natal, para que não restassem dúvidas sobre a matriz católica apostólica romana que o norteia esta nova Hungria, onde a extrema-direita assume, sem rodeios ou cosmética, o namoro com neoliberalismo, Orban decidiu aumentar de 250 para 400 o número de horas extraordinárias anuais que o patronato pode exigir aos seus trabalhadores – e aqui a palavra “seus” assume contornos notoriamente esclavagistas – bem como de um para três anos o prazo-limite para proceder ao seu pagamento.

E isto acontece, reparem na ironia, porque a Hungria enfrenta uma crise de mão-de-obra sem precedentes. Rejeita, persegue e agride qualquer migrante que chegue perto da sua fronteira, apesar de precisar dos seus braços e cérebros, mas opta pela discriminação e pelo fanatismo, impondo a exploração laboral sobre o seu povo para garantir o triunfo da sua agenda autoritária e retrógrada.

Nunca é demais recordar que o Fidesz, partido de extrema-direita que controla a Hungria com mão de ferro, integra o PPE, a família política europeia do PSD e do CDS-PP. E que os partidos portugueses que vivem da propaganda de um estalinismo que não existe são os mesmos que andam de mão dada com esta gente, sem que se lhes conheça uma única palavra critica contra o regime “musculado” de Viktor Orban. Apenas elogios, como este de Duarte Marques, esse arauto da democracia. Não admira, pois, o apoio que tipos como Trump ou Bolsonaro colhem entre tantos militantes e dirigentes destes partidos. É malta que, lá no fundo, suspira pelos tempos em que tinha o chicote na mão.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    O Fidesz não controla a Hungria com mão de ferro. Há eleições democráticas por lá e, se os húngaros quiserem, podem mandar o Fidesz passear.

    Não vejo o que é que a exploração dos trabalhadores húngaros tem a ver com uma qualquer matriz católica apostólica romana da Hungria. Que eu saiba, o catolicismo não apoia a exploração dos trabalhadores.

    Viktor Orban não é fascista, pelo menos até ver. É um democrata iliberal, não é um ditador.


    • Eleições democráticas, onde é que eu já vi isso.. já sei: na Venezuela! Agora, é certo, as coisas estão diferentes. Mas o regime venezuelano tem 19 anos, não 8 como o húngaro, está condicionado por embargos e afins, ao contrário da Hungria, e não faz parte de um espaço democrático com regras comuns como a UE. São contextos diferentes, não é verdade?

      E ainda assim, vemos Orban a apelar aos regresso da pena de morte e dos campos de trabalho forçado, vemo-lo perseguir opositores como o investidor Soros, vemo-lo demonizar refugiados e homossexuais e nada parece ser elegível para a categoria de ditador. O regime cá da Tuga é estalinista, mas o Orban é apenas um simpático conservador.

      • Luís Lavoura says:

        vemos Orban a apelar aos regresso da pena de morte e dos campos de trabalho forçado

        Orban e outros como ele dizem muitas coisas da boca para fora, para efeitos de mobilização dos seus apoiantes. Mas não as põem em prática.

        vemo-lo perseguir opositores como o investidor Soros

        Ele tem todo o direito de exigir que um estrangeiro – ainda por cima um anericano riquíssimo! – não se intrometa na política húngara. Admira-me ver o João Mendes a defender Soros…

        vemo-lo demonizar refugiados e homossexuais

        Sobre homossexuais nada sei, mas nunca ouvi dizer que na Hungria estivessem especialmente mal. (Um coisa é Orban demonizá-los em discursos, outra é persegui-los ativamente.) Sobre refugiados, todos os países do mundo têm o direito de fechar as suas fronteiras. E a Hungria não é o único país europeu que o faz.

        • ZE LOPES says:

          Fico admirado com o seu saber, certamente de experiência feito, sobre homossexxuais na Hungria!

          Mas digo-lhe, sinceramente,: uma experiência pesoal não pode ser generalizada. Pode haver gente a sofrer que V. exa. não conheça. Sabe, nestas coisas, os estrangeiros são sempre mais tolerados e protegidos…

  2. Luís Lavoura says:

    Há uma enorme diferença entre a Venezuela e a Hungria: a Venezuela está em acelerada desagregação económica enquanto que a Hungria está a prosperar economicamente. É uma diferença importantíssima. Os venezuelanos emagrecem (o que em muitos casos talvez nem lhes faça mal), os húngaros engordam (o que em muitos casos lhes fará mal).

    • Paulo Marques says:

      Há uma diferença muito maior: não há embargos contra a Hungria, nem sequer subsídio estrangeiro a greves e protestos.


    • A Venezuela também teve o seu tempo de prosperidade económica. É uma questão de dar tempo à Hungria. Proteccionismo em excesso nunca vingou no médio ou longo prazo.

      • Luís Lavoura says:

        A Hungria não é protecionista, pois que a União Europeia a impede de ser.

        • ZE LOPES says:

          Os Venezuelanos emagrecem? E tal não é benéfico para a sua saúde? Ainda me lembro daquela declaração do saudoso, mas muito saudoso, Salazar (António de Oliveira) aquando do fim da Segunda Guerra:

          “Portugueses, temos que apertar o cinto! Não ficarei descansado enquanto os portugueses não tenham uma cintura fina como a que usam os Sevilhanos!”.

          Até porque como diz o célebre “penseur” francês Louis Labourage “le régime liberialotte conservateur hugarois est bel, Orban est que donne cap d’el”.

    • Nascimento says:

      Olha agora o Laboura é nutricionista… um pãozinho este mongo.

  3. ZE LOPES says:

    “A Hungria não é protecionista, pois que a União Europeia a impede de ser.”

    Ou seja:

    O Lavoura disse já,
    Ó João! toma lá!
    Tás a ver ó João,
    Isto é tomaládácá!

  4. antonio Lourenço Antunes says:

    Pois e mas os ungrios ….continuam a votar nele…portanto gostam do cha

  5. nimm Diktator says:

    Este f. da p. comuna do joão mendes quer comparar a Hungria á Venezuela que tanto defendeu. ah AH AH…
    Podes esperar sentado f.dp. que a Hungria vai prosperar assim como a Venezuela quando quando acabar com a experiencia comunista que tu tanto anseias para Portugal.

    Anonimo

    • ZE LOPES says:

      Lá na vizinhança são tão finos que lhe chamam filho da puta por abrev. ia. turas.? Ai que finos! Ó Diktator, que sorte tem V. Exa. com os vizinhos! Gente Anonimo fino é assim! Ah Orbão!

      ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…ah. AH. AH…

    • ZE LOPES says:

      Muito obrigado por terem impedido uma resposta minha a este energúmeno. Presumo que, no futuro, terei de escrever abreviaturas. Assim, do tipo:

      Via pró c. ó f. de 1 c. e neto de um c. de um fdp. que foi. à c. da m.

      Presumo que tal eleva bastante o nível do debate Estamos sempre a aprender..

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