Não é fofinho?

«“embora possa também ter uma sanção tipo suspensão”, admite o vice-presidente do PPE, Paulo Rangel»

Eis o grande democrata Rangel, sem tomates para apontar a porta de saída do ditador Orbán, mas de peito cheio para o regime do lado, na Venezuela.

«“Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo”, garante Paulo Rangel, num comunicado enviado à imprensa.»

«“O nosso objetivo é também pedagógico”, frisa Nuno Melo»

Não merece respeito que a ele não se dá.

«PSD e CDS estão entre os promotores de uma iniciativa “pedagógica” para forçar o político húngaro a cumprir regras da democracia e liberdade.»

Que fofinhos.

Os eurodeputados do PPE, barrados à porta da Venezuela, estavam à espera de quê?

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Parece haver alguma indignação, e até admiração, porque um grupo de eurodeputados do PPE, a família política europeia do PSD e do CDS-PP, foi barrado à entrada da Venezuela e recambiado para a Europa.

Não sei o que esperavam, depois de usarem o seu espaço mediático para informarem o mundo que iam visitar o novo “presidente” venezuelano, que ainda não o é de facto, e após o recente ultimato europeu que pede a queda do actual regime. Estariam à espera de ser recebidos de braços abertos e com honras de Estado, num país que ainda é controlado pelo mesmo Nicolás Maduro que querem ver na cadeia? Só se fossem idiotas, coisa que não são. Foram lá, portanto, provocar o regime ainda em vigor. Se o objectivo era baterem com a cara na porta e voltarem para trás, a esbracejar, estiveram muito bem. [Read more…]

A Venezuela europeia da direita portuguesa

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Viktor Orban, o fascista que a imprensa controlada pela extrema-esquerda apelida de conservador, não vá a PIDE do politicamente correcto fazer-lhes uma visita, deu mais um passo no sentido de fazer a Hungria Great Again.

A poucos dias do Natal, para que não restassem dúvidas sobre a matriz católica apostólica romana que o norteia esta nova Hungria, onde a extrema-direita assume, sem rodeios ou cosmética, o namoro com neoliberalismo, Orban decidiu aumentar de 250 para 400 o número de horas extraordinárias anuais que o patronato pode exigir aos seus trabalhadores – e aqui a palavra “seus” assume contornos notoriamente esclavagistas – bem como de um para três anos o prazo-limite para proceder ao seu pagamento. [Read more…]

O PSD e o CDS-PP já cortaram relações com esta gente?

Na Hungria, laboratório de testes do neofascismo contemporâneo, o governo de Viktor Orbán escolheu o Dia Mundial do Refugiado para anunciar novas medidas anti-imigração, entre elas a criminalização de ONG’s humanitárias que ajudem refugiados sem documentos, cujos representantes podem mesmo ser presos e as organizações as organizações banidas e vistas como uma ameaça à segurança nacional da Hungria. Sim, isto está a acontecer na Europa, o último bastião da democracia mundial. E não, as autoridades europeias ainda não mexeram uma palha para alterar este novo “normal”. [Read more…]

O poder absoluto do parceiro fascista do PSD

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

Viktor Orbán, um daqueles fascistas a que a imprensa do costume gosta de chamar conservador, conseguiu a terceira maioria absoluta na Hungria. Viktor Orbán e o seu Fidesz, que lutam pela reintrodução da pena de morte na União Europeia e pelo envio de imigrantes para “campos de internamento” de trabalhos forçados. Que os perseguem e espancam, mulheres e crianças incluídas, porque na Síria e no Afeganistão ainda não sofreram o suficiente. Que são saudados pelos seus pares, apesar de integrados numa família política europeia que se diz democrática e defensora dos princípios basilares sobre os quais a União Europeia foi fundada. Cujos deputados europeus se sentam na mesma bancada que Nuno Melo ou Paulo Rangel, sempre tão disponíveis para nos falar sobre os horrores da era da Geringonça, mas sempre tão cobardemente calados quando o tema é o seu parceiro Orbán. Se bem que, se for para fazer comparações imbecis e desonestas, como as que fez o suprassumo académico Poiares Maduro, mais vale mesmo estarem calados.

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Marcha contra os amigos fascistas do PSD e do CDS-PP

Andam por aí uns palermas – desculpem mas é o mínimo que se pode dizer de tais indivíduos, que, no limite, acumulam a parvoíce com desonestidade intelectual – que tentam convencer as massas de que partidos como o Bloco ou o Syriza estão no mesmo saco que as Le Pens desta vida. Palermas, desonestos e manipuladores, não raras vezes financiados pelos mesmos interesses que financiam PSD e CDS-PP. Palermas que se agarram a questões como a permanência no euro ou na União Europeia para tentar colar o racismo, a xenofobia, o isolacionismo ou o elogio da violência, palavras de ordem dos fascistas em ascensão, aos partidos da esquerda exterior ao centrão dos negócios. Percebe-se: com o PSD em queda livre e o CDS-PP cada vez mais perto de competir pelo lugar do PAN do que pelo do PCP, o sistema precisa destes arremessos de lama, face à manifesta falta de argumentos para torpedear os partidos fora do velho arco da governação. [Read more…]

Um dia decisivo para a Europa

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Hoje é mais um dia decisivo para a Europa. A ameaça está de volta e a Áustria poderá ser o próximo país governado pela extrema-direita. Ao contrário daquilo que afirma o DN, Norbert Hofer não será “o primeiro chefe de Estado da extrema-direita na Europa desde a Segunda Guerra Mundial“. Esse título já foi atribuído a Viktor Orbán. Mas não se preocupem com nada disto. O perigo real é esse tratante do Tsipras e a diabólica Geringonça. Putin, Le Pen, Trump, Farage e Geert Wilders send their regards!

Foto@Heute

Miguel Poiares Maduro encerra a silly season com chave de ouro

MPMaduro

Miguel Poiares Maduro foi dar uma aula às camadas jovens do PSD, apresentando-lhes um exercício bizarro que consistiu em colar o governo português aos regimes polaco e húngaro. Segundo o Expresso, Poiares Maduro considerou que Portugal integra, juntamente com a Grécia, a Polónia e a Hungria, um grupo de países onde governos populistas chegaram ao poder, chegando mesmo a falar num caminho que conduz ao autoritarismo e à tirania. Palavras particularmente duras para o Fidesz, o partido-irmão do PSD que governa a Hungria como mão de ferro, liderado por um fascista assumido, de seu nome Viktor Orbán, que, por ocasião da estreia de Passos Coelho na cimeira de chefes de Estado e governo da UE, afirmou:

Pertencemos à mesma família política (Partido Popular Europeu), cooperávamos por isso ainda antes da decisão da nação portuguesa de lhe pedir para se tornar primeiro-ministro, e temos relações pessoais muito boas. Ele é um homem muito acessível, e por isso é muito fácil de trabalhar com ele.

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Violência isenta de sanções

Devecser, 2012. augusztus 5. Demonstrálók vonulnak fel az Élni és élni hagyni - demonstráció a jogos magyar önvédelemért elnevezésû megmozduláson Devecserben 2012. augusztus 5-én. A Jobbik és több radikális szervezet részvételével megtartott demonstráció a katolikus templom elõtti téren kezdõdött, majd a résztvevõk felvonultak azokban az utcákban, ahol véleményük szerint cigányok laknak. A rendõrség kordonnal biztosította a felvonulók útvonalát. MTI Fotó: Nagy Lajos

É comum ouvir os apoiantes locais da extrema-direita fazer comparações com a extrema-esquerda. Como se partidos como o Bloco de Esquerda, o Syriza ou o Podemos promovessem a violência, a discriminação racial ou a xenofobia. Já foram tempos, tempos em que o reino de terror soviético ordenava e as suas marionetas no terreno abanavam a cauda. Tal como os Estados Unidos, que como ninguém promoveu golpes de Estado, armou e apoiou terroristas e invadiu estados soberanos, deixando-os, regra geral, bem pior do que estavam antes. Conspiração? Irão, Iraque e os Talibans que o digam.  [Read more…]

Conservadores e radicais

Duda Orban

O que é o Bloco de Esquerda? Um partido radical. O PCP? Um partido radical. E o Podemos? Um partido radical ep perigoso que isso é malta amiga do Chávez! O Syriza? O radicalismo em todo o seu esplendor. Jeremy Corbyn? Um radical que se apoderou do Partido Trabalhista. A lista poderia continuar. Quem afronta o regime que comanda a política europeia é, regra geral, apelidado de radical. São radicais porque se opõem à austeridade cega, radicais porque denunciam as centrais de negócios travestidas de partidos políticos que gerem orçamentos de Estado em benefício das suas clientelas, radicais porque se opõem à ditadura da alta finança, radicais porque querem regulação e um Estado forte que contenha a voracidade do liberalismo sem freio. Tudo radicais. Uma ameaça à admirável democracia das elites que impera no continente europeu. [Read more…]

Portugal não é a Hungria. Mas o resultado pode vir a ser o mesmo.

Weber Orban

Manfred Weber, líder da bancada parlamentar do Partido Popular Europeu (PPE), fez o frete a Pedro Passos Coelho e juntou-se ao coro da demagogia que à direita rejeita, de forma cada vez mais aberta, a democracia representativa. Segundo Weber, que acusa a esquerda portuguesa de “populista” e “radical“, o PPE “combate diariamente no Parlamento Europeu as forças extremistas e populistas, afirmação que não deixa de ser curiosa se considerarmos que um dos baluartes do extremismo e do populismo representados no Parlamento Europeu integra precisamente o PPE e é liderado por Viktor Órban, o ditador húngaro que surge na foto num momento de cumplicidade com Manfred Weber e que até já foi vice-presidente do PPE. Caso para dizer que o combate do PPE está a correr tão bem que alguns dos seus alvos chegam mesmo a cargos de topo no partido. Um notável fenómeno de reintegração social. Para quando a Frente Nacional? [Read more…]

O meu extremismo é melhor que o teu: a internacionalização do “ressabiadismo” da direita nacional

Dublin, 2014. március 7. A Miniszterelnöki Sajtóiroda által közreadott képen Orbán Viktor miniszterelnök (hátul k) az Európai Néppárt (EPP) kétnapos dublini kongresszusának második napján, 2014. március 7-én. Az elõtérben José Manuel Barroso, az Európai Bizottság elnöke (b), Herman Van Rompuy, az Európai Tanács elnöke (k) és Angela Merkel német kancellár (j). Orbán Viktor mellett balról Nikosz Anasztasziadesz ciprusi elnök, jobbról Laimdota Straujuma lett kormányfõ. MTI Fotó: Miniszterelnöki Sajtóiroda/Burger Barna

Perante o pânico e a agonia que se vivem por estes dias lá para os lados da São Caetano e do Caldas, a artilharia pesada da família europeia de PSD e CDS-PP saiu em defesa dos parentes pobres e descarregou as semi-automáticas no PCP. O Partido Popular Europeu (PPE), pela voz do francês Joseph Daul, acusou  ontem o PCP de ter uma postura em Portugal e outra na Europa:

Os comunistas portugueses no Parlamento Europeu pediram que no próximo orçamento (comunitário) haja uma linha prevista para a saída de Portugal do Euro. Ao mesmo tempo, os comunistas em Portugal dizem que não há qualquer problema e que querem ficar na Europa.

Estou certo que esta declaração arrancou uns valentes aplausos no congresso do PPE. Mas não trouxe nada de novo. É sabido que o PCP é defensor da saída de Portugal da União Europeia mas, infelizmente, esta constatação do óbvio pouco ou nada acrescenta à estratégia dos seus representantes portugueses. Não só porque o PS já deixou claro que a saída de Portugal da UE não está em cima da mesa como o próprio PCP já se mostrou receptivo à aliança de esquerda, o que pressupõe que tal questão integrará o conjunto de cedências que, tal como o PS e o BE, o PCP estará disposto a fazer. Uma não questão portanto. [Read more…]

Heil Orban!

orban

Governantes radicais na Europa, como sabemos, só existem na Grécia. Aquela malta do Tsipras é uma ameaça qualquer que ainda não sabemos bem em que consiste mas é gente perigosa, não tenhamos dúvidas.

Viktor Orbán é gente boa e lidera um partido conservador que até faz parte do Partido Popular Europeu, o mesmo de PSD e CDS-PP. Por falar em PP, aposto que o ditador primeiro-ministro húngaro já deve ter tido a oportunidade de saudar Paulo Portas pela sua intervenção sobre o papel procriador e doméstico das mulheres. Haja quem defenda o respeitinho, a moral e os bons costumes. [Read more…]

Fundamentalismo de tijolo e cimento

RDA, Israel, EUA, Bulgária e agora Hungria. Os radicais adoram rodear-se de muros.

Viktor Orbán, fascista assumido

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

 

Viktor Orbán é uma daquelas pessoas – acho que conta como pessoa, não tenho bem a certeza – que se presidisse a um partido como o Syriza ou o Podemos seria considerado uma ameaça à liberdade e a não sei quantas coisas mais. Felizmente para ele, a opção pela extrema-direita tem-se mostrado uma escolha acertada. Governa a Hungria, agora sem maioria, mas continua em grande forma no que às melhores práticas fascistas diz respeito. E enquanto alguns dos colegas do Partido Popular Europeu (PPE) que podemos ver na foto se dedicam a evitar que o actual governo grego exista, o primeiro-ministro húngaro dedica-se a outras causas como a cruzada pela discussão da reintrodução da pena de morte na União Europeia ou o envio de imigrantes para “campos de internamento”, para serem forçados a trabalhar,

Se isto fosse na Rússia de Putin, bom amigo de Orbán, na Venezuela ou no Irão, soariam alarmes de direitos humanos, neounicórnios cor-de-rosa relinchariam em profunda indignação e o mundo estaria provavelmente perdido. Mas a Hungria do Orbán, que até já foi vice-presidente desse bastião da cultura democrática que é o PPE, não é um desses desvarios esquerdistas que nos levarão à perdição. Afinal de contas, o homem só quer poder eliminar cidadãos “inconvenientes” e criar uma versão moderna dos saudosos campos de trabalhos forçados. Puxão de orelhas e está resolvido. Entre isso e deixar os maluquinhos das reestruturações de dívida à solta, deixem andar o Orbán. Mais fascista menos fascista, este pelo menos já saiu do armário. Será que o jornal do regime também lhe arranja uma história de amor daquelas mesmo fofas e… falsas?