Suspeito de vacinação indevida

“Suspeito de vacinação indevida” é o crime do momento. Já não há corrupção, não há violência doméstica, não há condução sob o efeito de álcool, não há criminalidade económica nem tráfico de influências. O que há é um pequeno grupo de chicos-espertos, versão “pulha sem escrúpulos ou vergonha na cara”, que fura o plano de vacinação com muita criatividade, as mais esfarrapadas desculpas e uma imensa cara de pau, levando maridos, filhas e notáveis de um qualquer conselho de administração consigo. São sobretudo autarcas, quiçá a espécie mais versada na arte do crime em Portugal, mas também administradores de IPSS, gestores hospitalares e outros vigaristas em posição de poder. E quanto mais pequeno o meio, mais fácil o assalto: voltando aos autarcas, basta ver como se gere a maioria das câmaras municipais e juntas de freguesias desde país, principalmente fora dos grandes centros urbanos, onde o escrutínio mútuo é mais elevado, para percebermos isso mesmo. Se se gerem orçamentos camarários e o acesso à função pública em função dos apetites e das necessidades das habituais redes de tráfico de influências, em prejuízo dos concelhos e dos munícipes, porque não desviar umas vacinazitas? Os idosos em princípio nem vão votar!

Coisa diferente é o aproveitamento que tem sido feito desta questão. Segundo a informação disponível, em Portugal, até à data, foram administradas 342.119 doses da vacina contra a covid-19. Destas, estima-se que 340 digam respeito a casos de vacinação indevida. Ora, 340 unidades correspondem a menos de 0,01% do total de vacinas administradas (uma micro-minoria de casos, portanto), o que não impede os populistas, os demagogos e os oportunistas da política de se montarem na prancha da canalhice e surfar a onda da indignação, como bons pulhas profissionais que são. Alguns chegam mesmo a falar como seres puros e castos, apesar de pactuarem com todo o tipo de assaltos ao contribuinte e de encherem, também eles, os bolsos de ajustes directos machados de corrupção. É a escumalha política a ser escumalha política.

Efectivamente, estes 340 (julgo que serão mais) casos de vacinação indevida são vergonhosos, revoltantes e, num país decente e bem gerido, onde, por exemplo, uma lista de suplentes para vacinação deveria ter sido elaborada antes e não durante o processo, já depois se ter dado merda, todos estes abusadores seriam punidos com multas elevadas e, no caso de servidores públicos, imediatamente exonerados. Porque isto não se trata de um mero erro. Trata-se de um abuso inaceitável contra milhares de idosos e não-idosos em situação de risco, que, efectivamente, precisam da vacina, sob pena de poderem falecer. Um servidor público que passa à frente destas pessoas não tem condições para ser um servidor público. É, ele próprio, um vírus para o qual urge desenvolver, o quanto antes, uma vacina que o neutralize. E um governo que não consegue penalizar o prevaricador também não inspira grande confiança.

Comments

  1. Tal & Qual says:

    Eu, creio que o que se deve fazer aos caciques desta terra é capá-los de uma vez por todas.
    Assim, passam a fornicar com o cu e não com o aparelho recreativo.


  2. “estima-se que 340 digam respeito a casos de vacinação indevida”? Quem estimou: o INE da URSS? Só a Xuxa de Setúbal vacinou 126! E dado que “menos de 0,01%” do total de mortes em Portugal é por homicídio (uma micro-minoria de casos, portanto), porque insistir em criminalizar essa conduta? Demagogos! Venturas! É mas é oferecer-lhes a segunda dose, em vez de ser a um velhote todo babado, como ordena a ética humanista do Grande Oriente Lusitano.

    • Paulo Marques says:

      Bom, se prefere que passem a ir para o lixo, juntando as que não recebem segunda dose, também se arranja. Assim, fica tudo limpinho

  3. Elvimonte says:

    Alguns esclarecimentos sobre as vacinas.

    Face à perspectiva de lucro garantido por contratos de compra nacionais e porque se prescindiu da fase de testes em animais, foi desenvolvida em menos de 1 ano a vacina contra o coronavirus, apesar de cerca de 50% da população não precisar dela.

    Quem é que ganhou? Dois exemplos.

    Quem comprou acções da Moderna, que num ano passaram de um mínimo de $17.91 para um máximo de $185.98 e cuja cotação actual ronda $158.

    Os animais que, depois de vacinados, deviam ter sido propositadamente infectados para avaliar de possíveis efeitos de agravação de doença fruto de vacinação. Efeitos esses que, de tão funestos se terem mostrado, em abono da verdade seja dito levaram ao cancelamento dos processos de investigação relativos às vacinas contra o SARS-COV-1 e o MERS, parentes próximos do SARS-COV-2.

    Talvez por isso seja possível ver vídeos de vacinações como estes:

    PM de Queensland: https://newtube.app/carmenjq17/Ipjztuv
    médico de El Paso: https://newtube.app/fake_pandemic/yiC2iME
    Kamala Harris: https://newtube.app/user/Fredyatelmstreet13/OuN1vSo
    Dr. Fauci: https://newtube.app/TonyHeller/TSFaWUd (vacina no braço esquerdo e queixa-se do direito?)

    Pois, ao que parece há para aí umas pessoas ilustres cuja vacinação foi encenada e, porventura, os chicos (e chicas) espertos que andam a vacinar-se à frente de outros talvez sejam apenas estúpidos. Como se prescindiu da fase de testes em animais, talvez os animais sejam eles, muito embora o ignorem. Até porque, há que notar, apenas o uso de emergência, ou condicional, das vacinas foi aprovado e não as vacinas – isto até pode parecer apenas um pormenor, mas de facto é o essencial.

    “The [Moderna, Pfizer] COVID-19 Vaccine has not been approved or licensed by the US Food and Drug Administration (FDA), but has been authorized for emergency use by FDA, under an Emergency Use Authorization (EUA) …”
    “The US-developed COVID-19 vaccine was rubber-stamped by the European Commission after getting conditional market approval from the EU’s medical watchdog. ”

    Dito de outra forma: trata-se de vacinas experimentais administradas a cobaias humanas.

    Para fundamentar afirmações anteriores, alguns artigos científicos onde se conclui que cerca de 50% das pessoas apresentam imunidade prévia/cruzada ao SARS-CoV-2:

    “Immunodominant T-cell epitopes from the SARS-CoV-2 spike antigen reveal robust pre-existing T-cell immunity in unexposed individuals”;
    “SARS-CoV-2-specific T cell immunity in cases of COVID-19 and SARS, and uninfected controls”;
    “Targets of T Cell Responses to SARS-CoV-2 Coronavirus in Humans with COVID-19 Disease and Unexposed Individuals”.

    E também alguns artigos científicos sobre resposta exacerbada do sistema imunitário/agravamento de infecção após vacinação contra coronavírus:

    “Vaccination against SARS-CoV-2 and disease enhancement – knowns and unknowns”;
    “Immunization with SARS coronavirus vaccines leads to pulmonary immunopathology on challenge with the SARS virus”;
    “Informed consent disclosure to vaccine trial subjects of risk of COVID-19 vaccines worsening clinical disease”.

  4. Filipe Bastos says:

    O meu pai, que é comuna e que tem mais uns anos disto que eu, dizia-me ontem: vacinações indevidas? Normal.

    É normal. Esteja quem estiver no poleiro; seja PS, PSD, CDS, Chega, PCP ou BE, IL ou PAN, haveria sempre regabofe e bandalheira nas vacinas. Tal como nos dinheiros públicos, nas esmolas europeias e no resto. Se é de todos, não é de ninguém.

    É o que temos, é o que somos. E como sempre só sabemos da missa a metade, ou muito menos que isso. Se os números oficiais dizem 340 devem ser 3400, se não forem 34000.

    O PS epitomiza esta mentalidade, esta impudência alarve melhor que ninguém. Nesse sentido, até temos um governo representativo: representa o pior, o mais podre do tuga na perfeição.

    • POIS! says:

      Pois não sabe?

      Na realidade são 34000000! Vi ontem na internet, que é onde se sabem as coisas. A fórmula de cálculo é a seguinte:

      Velocidade do som x nº de vacinados por esta altura

      É só substituir as incógnitas e pode continuar a calcular. Dá para uma batelada de comentários.

    • Paulo Marques says:

      Até representa mais, representa o pior da França, do Reino Unido, da América e por aí fora, tal como criaram a crise a o SARS-Cov-2 conjuntamente com os judeus.

  5. luis barreiro says:

    Há algo pior que um político corrupto?
    Sim.
    O cidadão que o defende.

  6. Luís Lavoura says:

    Eu acho que se faz barulho de mais por causa destas vacinações indevidas. Sejam elas quantas forem, são relativamente poucas. O universo dos (potenciais) prejudicados é portanto muito pequeno quando comparado com o universo dos beneficiados pelas vacinas. Mil vacinas indevidamente aplicadas é muito pouco quando comparado com as 100 ou 200 ou 300 mil vacinas que já foram aplicadas.
    É claro que se deve punir quem se locupletou com vacinas indevidamente, mas não devemos exagerar a dimensão do crime, que é residual.

  7. Rui Naldinho says:

    Independente dos números, mesmo que a percentagem seja ridícula face ao número de vacinados, a mim o que me repugna no presente caso é o forte caciquismo que ainda perdura nas instituições e regiões. Isso é transversal aos partidos com uma forte implantação autárquica.
    Se abomino o PSD pela sua permanente demagogia, isto num partido que está ansioso por minimizar o SNS e a Escola Pública à ínfima espécie, alguém que na vida política faz negócios de tudo, onde a pobreza de uma boa parte da população é a razão do seu sucesso como governo da nação, temos em contraponto, o PS como campeão da propaganda e encenação, mostrando bastas vezes a sua comprovada incompetência, em sectores como por exemplo, a Segurança Social, um ninho onde os socialistas nidificam como poucos.
    Haveria sempre casos suspeitos na toma das vacinas. Só um milagre evitaria tal cenário. Parecem-me no entanto ser hoje perceptível que a tutela não ponderou uma série de factores, os quais não poderia de todo controlar, dando instruções específicas, com alguma rigidez de procedimentos até, evitando ao máximo os abusos. Em vez disso, não, deixou que fossem os boys e as girls a decidirem por si, quem seria vacinado primeiro que todos os outros. Só podia dar asneira.
    Num país como Portugal, atrasado cultural e civicamente, apesar do nosso voluntarismo piegas, onde a crendice popular é grande; as vacinas, parece-me, transformaram-se numa espécie de N.S. de Fátima para alguns, esperando daí a sua salvação, onde os chicos espertos abundam, num ritual do tipo salve-se quem puder e o último apaga a luz, estavam à espera de quê?
    Se isto não é incompetência, o que lhe poderemos então chamar?

    • abaixoapadralhada says:

      ” Em vez disso, não, deixou que fossem os boys e as girls a decidirem por si, quem seria vacinado primeiro que todos os outros. Só podia dar asneira”

      !000 % de acordo Rui. A filosofia do NIM tem dezenas de ano de vida no PS

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