Propostas concretas? Re-jei-ta-do!

    Relembro que este Projecto de Lei, proposto pelo Bloco de Esquerda, foi apresentado em Setembro passado na Assembleia da República. Há por aí uns partidos de direita a barafustar contra impostos sobre combustíveis (quando na semana em que os impostos descem miseravelmente, as gasolineiras aumentam o preço do combustível – acreditar na boa intenção do mercado é só risível) e contra o preço dos combustíveis.
    Mas eu relembro:
  • Em Setembro, foi votado o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda que pretendia introduzir um regime de preços máximos nos combustíveis, adoptando medidas anti-especulação que evitem a subida generalizada dos preços impulsionada pelo mercado.
    O Projecto de Lei foi rejeitado com os votos contra do centrão onde, na AR, costumam fazer filão para combater a Esquerda (PS, PSD e CDS); e com os votos contra dos populistas neo-fascistas do CH e dos populistas de outdoors neo-liberais da IL. O PAN, sempre tão lesto na defesa do bóbi e do tareco, absteve-se.
    Sei bem que isto não passa na TV; ora porque não convém expor a hipocrisia dos partidos do centro e da extrema-direita, ora porque é mais fácil fazer barulho sem que se perceba uma vírgula do que se está a dizer. Mas aqui está: relembre-se.

Comments

  1. JgMenos says:

    Meia dúzia de boys a fazer as contas dos outros – o modelo socialista de secretaria.

    • POIS! says:

      Pois é! Temos de mudar de paradigma.

      Temos então de entregar o caso a outra meia-dúzia de bois!

      Talvez a V. Exa. que consta que é ótimo a fazer as contas próprias! O modelo salazaresco de repartição..

  2. Luís Lavoura says:

    Há aqui algo que não entendo.

    Como é que é possível o Estado impôr “preços máximos” sobre os combustíveis quando o preço do petróleo está permanentemente a aumentar?

    Se a determinada altura o custo de produção da gasolina se tornar mais elevado do que o preço máximo imposto pelo Estado, pura e simplemente as empresas deixam de produzir gasolina!

    • João L Maio says:

      Leia o Projecto de Lei do início ao fim, primeiro. Comente depois.

      • Luís Lavoura says:

        Li o projeto de lei.
        Vejo que ele determina “que o preço [máximo] semanal não possa ser superior a 102% da média dos preços das duas semanas anteriores”.
        Mas muitas vezes o petróleo tem subidas bem maiores do que 102% em duas semanas.
        Se isso acontecer e o preço máximo só puder aumentar 2%, as gasolineiras passarão a perder dinheiro e, naturalmente pararão a produção.

        • Paulo Marques says:

          Maior stock.
          O que não me parece que servisse de muito para as últimas crises, mas também não há milagres se queremos estar dependentes da OPEC para a civilização.

  3. Filipe Bastos says:

    Uma coisa não invalida a outra, Maio: o cartel dos combustíveis mama à grande; e o governo também. Em Portugal a maior parte do preço até é mama do governo.

    De acordo com limitar o lucro, mas isso não só é bloqueado pelo Centrão Podre como dificilmente obterá grande apoio enquanto os impostos superarem os privados.

    Temos assim três mamas cumulativas:

    1) A dos produtores, como os atrozes petroestados, de quem estamos completamente dependentes;

    2) A dos intermediários, refinadores, gasolineiras, etc., como a Golpe, que tem os governos no bolso;

    3) A governamental, como a do Bosta, que depois estoura os impostos como quer. E dessa prepotência o BE nada diz.

  4. Júlio Rolo Santos says:

    A gasolina e o gasóleo estão caros? Não me parece, sobretudo, para quem insiste em abastecer na galp, Repsol … e recusa abastecer nas gasolineiras de marca branca, que são muito mais baratas. Vá-se lá saber porquê quando se sabe que a Galp controla o mercado oferecendo preços excessivos que vão levar as outras gasolineiras a fazerem o mesmo.

    • João L Maio says:

      Tocou num ponto interessante.

      De facto, a maioria dos portugueses tem uma certa aversão às marcas ditas “brancas”, que na são sempre mais baratas e fazem o mesmo efeito.

      Ir à Galp, à BP ou à Repsol, só para comprar tabaco.

  5. Paulo Marques says:

    Tendo em conta que continua tudo a querer não só continuar como sempre, mas ainda aumentar o número de carros, diria que caro não deve ser.

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