Então os médicos sabem mais do que eu sobre medicina só porque estudaram?

Personagem Charlie, da série It’s Always Sunny in Philadelphia Foto: FX Networks/20th Television

em princípio sim. Esta frase, dita num vídeo nas redes sociais por um ex-concorrente desses programas de entretenimento absurdo que continuam a nascer como cogumelos nos canais de televisão, ficou-me no ouvido, desde há vários meses. Fez-me reflectir sobre uma certa intolerância que tenho à estupidez, ajudando-me a fortalecer essa opinião e percebendo bem o seu alcance.

Ser intolerante à estupidez faz parecer que temos um conjunto de preconceitos sobre as pessoas que poderão não ter tido as mesmas oportunidades de se educarem ou que poderão ter sérias dificuldades de aprendizagem. Não é por aí que quero ir, pois sou sensível a essas questões e acho que elas têm de ser resolvidas em sede própria (assunto para outro texto).

O meu grande problema com essa pretensa estupidez, ou porque a chamo assim, baseia-se na atitude do dito indivíduo, uma atitude transversal a um determinado tipo de pessoa comum nos dias que correm. Alguns dirão que estas pessoas sempre existiram, mas, se assim for, hoje têm outro alcance e outro palco.

Falo de uma atitude arrogante, prepotente, de que sabemos toda a verdade porque temos uma crença poderosa de que isso, de facto, acontece. Porque não haveríamos de saber nós a verdade, se somos tão bons, se até nos disseram no Facebook que fazíamos todo o sentido, que os nossos pensamentos eram mesmo aquilo que determinado grupo de fãs também pensam?

Uma das grandes causas desta atitude são as redes sociais. A forma como a dinâmica que se criou nos Facebooks desta vida não juntou as pessoas – como sempre quis Mark Zuckerberg – mas afastou-as juntando-as. A ideia de que os outros gostam do que dizemos ou fazemos, a forma como o número de likes é contabilizado e quantificado, criando-nos uma ideia de nós próprios altamente enviesada, deu origem a um individualismo excessivo e nocivo, sobretudo para a própria pessoa. Porque acabamos por criar uma percepção errada de nós.

E essa percepção vai beber muito a uma alteração que a noção de comunidade também sofreu com o advento deste mundo digital. A comunidade deixou de ser um conjunto de indivíduos diferenciados, que juntos cresciam e se fortaleciam, através do confronto de ideias diferentes. E passou a ser uma turba, um coro a uma só voz, de pessoas que ficam com a mesma veia saliente quando gritam contra os pretensos poderes instalados.

Não passo um atestado de inutilidade a tudo o que estas pessoas dizem. Nem acho que elas devam ser ostracizadas nem postas de parte em termos sociais. Ou que tudo o que digam é errado. É, simplesmente, o seu comportamento intolerante, pretensioso, e arrogante que me deixa perplexo. E, como muita gente que leia até aqui possa também pensar, colocam-me uma grande questão: como resolver isto? Como chegar a estas pessoas?

A verdade é que não me parece que existam soluções mágicas. Fui durante muito tempo um defensor acérrimo da liberdade de expressão absoluta. Mas percebi, ao longo do caminho, que os absolutismos têm tendência para se tornarem dogmas, que é coisa que pouco me agrada. E, depois de ouvir uma frase do filósofo Desidério Murcho, percebi o que faltava.

Liberdade de expressão, sim, mas com responsabilidade epistémica.

A verdade é que quem se distancia destas turbas por ter um comportamento civilizado e pronto a discutir qualquer assunto que seja tem uma responsabilidade acrescida. A responsabilidade epistémica, no sentido de ser criterioso com as fontes, racional nos argumentos, lógico nas críticas. E esta responsabilidade estende-se ao não deixar que a discussão entre sempre na lama que as turbas pretendem. E estende-se, num outro plano, aos orgãos de comunicação social, aos partidos e agentes políticos, e a qualquer pessoa com visibilidade e com poder de influência sobre os outros. E se não tiverem essa responsabilidade epistémica podem e devem ser chamados à razão, ser expostos dentro dessa perspectiva de irresponsabilidade. Incentivar crianças a consumir substâncias nocivas é irresponsável. E alguns adultos (pensem nos maluquinhos que invadiram o Capitólio) devem ser tratados como crianças. Não de um ponto de vista condescentente, mas de uma perspectiva de os ajudar a crescer intelectualmente.

E, porque a Escola é a Roma de todos os assuntos, devemos pensar o Ensino de outra forma. Será tema para outro dia e outro texto, mas é na Escola que tudo começa. É na escola que devemos incentivar as crianças a pensarem por si, a terem uma curiosidade crescente sobre o mundo. Isto trabalha-se, não é inato. E, pegando nas palavras populares, ensinando as crianças a pescar é deixá-las mais prontas para enfrentarem o mundo. E e não para invadirem o Capitólio porque as vacinas têm grafeno e o Bill Gates quer reduzir a população mundial para haver menos gente a acreditar que o 11 de setembro foi um trabalho interno da população lagarto que perdeu a guerra com os humanos neste planeta plano que é a Terra.

Comments

  1. Júlio Santos says:

    “…devemos pensar no ensino de outra forma”. “É na escola que devemos incentivar as crianças a pensarem por si , a terem uma crescente curiosidade sobre o mundo.” Não posso estar mais de acordo mas a minha pergunta é, se os professores estão preparados para darem esse passo e, se a resposta for sim, como espero, o que é que os impede de abandonarem o modo de ensino tradicional, o de despejarem matéria atrás de matéria, sem sequer a discutirem com os alunos ?

    • Paulo Marques says:

      Os professores, pelo menos os que falam e publicam (não sei se são muitos se são poucos), devem ser dos que mais estão ansiosos pelo passo. O nosso Nabais ou o Guinote, por exemplo, são há anos claros sobre isso. Como são claros o que os impede, há métricas a cumprir, métricas que têm que ser compostas por critérios objectivos de curto prazo, que têm que ser notas, que têm de ser de matéria debitada e decorada para ser debitada em exames, sem grande margem de manobra.

    • César Alves says:

      Júlio Santos,

      Aquilo que me demonstra a minha experiência como aluno, e tendo em conta a sua questão, é que os professores, ou aqueles que estão preparados para extravasar os métodos tradicionais, não o podem fazer por limitações do próprio Ministério da Educação. Várias vezes professores meus, sobretudo no Ensino Secundário (que terminei em 2014), nos disseram, em aula, que até nos queriam falar de um determinado assunto mas não tinham tempo, porque tinham um programa para cumprir. Ou seja, ficou-me sempre a ideia de que os professores estariam demasiado presos, sem uma forte possibilidade de romperem com o método de ensino tradicional. Até mesmo na gestão de turmas profundamente heterogéneas um professor tem pouca margem de manobra, visto que não consegue, ao mesmo tempo, dar um programa completo e atender às necessidades diferentes de cada aluno numa turma heterogénea. Daí que diga, no meu texto, que temos de pensar o ensino de outra forma. Mas um pensamento profundamente estrutural, que valorize, por exemplo, mais a tentativa e erro do que propriamente a memorização.

      • Júlio Santos says:

        Mas então quer-se caminhar ou não, para a autonomia do ensino, que parece estar longe de se concretizar, por falta de unanimidade entre os próprios professores? Parece-me que a culpa não é deste ou de outro ministro qualquer, mas sim, á falta de consenso entre a própria comunidade educativa.

  2. Filipe Bastos says:

    Eis um problema, César Alves: não sou concorrente de programas de TV; não frequento as ‘redes sociais’; não votaria no Trampa, no Bolsonaro, nem em ninguém; jamais integraria uma turba; e ainda assim desconfio de todas as versões oficiais. Todas.

    Todos os governos mentem. Médicos e cientistas também mentem ou são compráveis. Veja-se o longo branqueamento dos males do açúcar, ou os inúmeros estudos enviesados para defender lobbies e interesses vários, do petróleo às farmacêuticas.

    Fala do 11/9. Não sei qual a verdade, mas nem Cristo em pessoa me faria acreditar que foi tal e qual como nos dizem. E tenho a certeza de que há muitos como eu. Somos chalupas? V. fala em pensar pela própria cabeça, mas tem também a sua Overton window.

    Está a ver, César, todas as certezas começaram por ser teorias; e às vezes há mesmo conspirações. Nem tudo é chalupice.

    O meu problema com posts como este, mesmo concordando com muito do que diz, é que parecem dividir o mundo em dois campos: o dos chalupas e o dos crentes. Dispenso ambos.

    • César Alves says:

      Caro Filipe,

      Não me parece que discordemos tanto quanto o Filipe quer fazer transparecer. Se reparar com cuidado, o meu texto não pretende limitar o pensamento “fora do socialmente aceitável”. Aquilo que escrevo é uma crítica à prepotência, à simplificação e à desonestidade intelectual que este tipo de discurso, “chalupa” na gíria actual, tem.

      A última frase é apenas uma amálgama humorística com os temas que vão surgindo dentro das cabecinhas conspiradoras. Eu não sei se o 9/11 foi um inside job ou não, mas consigo ter essa discussão com alguém que o pretenda discutir numa plataforma de honestidade intelectual, baseando-se em fontes minimamente credíveis.

      E também desconfio dos governos, dos partidos, das elites que puxam cordelinhos nas sombras. Mas não posso tomar o todo pelas partes, nem entrar pelas generalizações apressadas. Será inocência, ou ingenuidade? Nâo sei, mas tento sempre partir de um pressuposto de confiança.

      Não conhecia o conceito da Overton Window, obrigado, estamos sempre a aprender. Não considero que haja temas socialmente aceitáveis. O único limite que coloco à liberdade de expressão é balizado pela honestidade intelectual. Exemplo prático: no debate Rui Tavares v André Ventura, este último criticou a proposta do Livre de testar em Portugal o RBI. Dizer que o RBI é uma vergonha porque pretende dar dinheiro aos Salgados e Sócrates desta vida é desonestidade intelectual. Podemos concordar ou discordar do RBI enquanto conceito teórico. Dizer o que disse este indivíduo é ser intelectualmente desonesto.

      Por último, e baseando-me na frase que originou o título deste texto, eu sei que é complicado raciocinar de uma forma complexa. Eu também tenho essa dificuldade, embora lute para o conseguir. Mas considero que respeitar o princípio da confiança na Ciência, por exemplo, não é puxar pela falácia do argumento da autoridade. É tentar encontrar uma plataforma comum para poder discutir, sempre com honestidade intelectual e responsabilidade epistémica.

      • Filipe Bastos says:

        Realmente concordamos, César: quando muito, talvez eu desconfie ainda mais do poder e das ‘elites’. Aliás, muitos aqui devem achar-me algo chalupa.

        Já tentei, como o César, confiar mais a priori. Mas quanto mais lemos, vemos e vivemos menos isso é possível. Além de cépticos ficamos cínicos.

        Obrigado pela sua resposta cuidada. Não será muito o caso do Aventar, mas há autores que não respondem; que têm a snobeira de quem se julga acima dos comentários.

    • J. M. Freitas says:

      “Todos os governos mentem. Médicos e cientistas também mentem ou são compráveis.”
      Toda a gente mente e toda a gente diz verdades. Até os nossos olhos nos mentem. Por vezes simplesmente enganam-se, tanto os olhos como as pessoas.
      “os inúmeros estudos enviesados para defender lobbies e interesses vários, do petróleo às farmacêuticas.”
      A vida é assim. Todos lutam pelos seus interesses.
      “me faria acreditar que foi tal e qual como nos dizem.”
      Cada um diz segundo a sua maneira de ver. Eu tenho a minha….
      “todas as certezas começaram por ser teorias;”
      É isso.
      Elaboramos teorias e depois pensamos que talvez seja assim.

      • Filipe Bastos says:

        A vida é assim. Todos lutam pelos seus interesses.

        Sim, todos os animais. E os adeptos do capitalismo.

        Cabe-nos tentar evoluir para um mundo mais colaborativo, civilizado e racional. Porque, como a guerra, a competição é irracional: desperdiça tempo, vidas e recursos. É também imoral, como os mamões que distorcem a ciência, atrasam avanços ou negam tratamentos em nome do lucro.

        • J. M. Freitas says:

          ” E os adeptos do capitalismo.” É verdade. O problema dos capitalistas é precisarem de trabalhadores que também lutam pelos seus interesses. E não coincidem com os interesses dos primeiros (embora haja quem diga que sim).

  3. Paulo Marques says:

    Fiquei curioso sobre o que achou da ideia original com que abriu o post, até porque não tem contexto. Para mim é correctíssima, em princípio sabem, mas não são imunes nem à preguiça, nem ao erro, nem ao groupthink. E o método científico cá estará para os corrigir, esperançosamente a tempo, mas não é o único mecanismo que podem (conselhos de ética) ou não (ordens) cumprir o papel antecipadamente.
    Sem divagar muito, até há uma área que se diz científica, mas perde mais tempo a apagar a sua própria história do que a mudar alguma coisa que modele a realidade… há décadas a prever desastres que nunca acontecem…
    Mas adiante. A teoria dominante, e parece a discussão ter avançado muito desde que olhei para isso, é que a crítica do consenso sobre a verdade (pós-modernismo), por exemplo, do papel das mulheres, levou a uma rejeição de todo o consenso social em favor de uma verdade que soasse verdadeira a gosto do freguês. Dos hippies, à auto-ajuda, aos factos alternativos, à realidade paralela, à medida que se encontravam formas de monetizar e aproveitar o novo pensamento de uma sociedade a precisar de novos valores, exacerbado por um fim da história que, da esquerda à direita, foi um colapso material completo.
    Acaba por ser como diz, é mais fácil convencer as pessoas a acreditaram numa verdade, achando que é a sua, quando o senso comum não bate certo, do que tentar entender um pouco do funcionamento de tudo e perceber os pontos de falha específicos, porque dá trabalho e às vezes erra-se. E errar, num mundo individualista que se diz meritocrático, é ser um falhado. Só mesmo, em geral, para manter o ego em cheque, aprendendo desde cedo que procurar razões para ser contra depois de se ter uma opinião não é ser crítico, é ser-se um idiota útil de alguém.
    Há uma grande diferença entre algo não parecer certo, e uma conspiração gigantesca que ignora, e nem quer saber, como o mundo funciona.

    • César Alves says:

      Paulo,

      A ideia que abriu o meu texto serviu apenas como ponto de partida. A frase chocou-me e chocará sempre. É como diz, não estão imunes ao erro, ao groupthink, à preguiça, mas em princípio sabem. Em princípio quem se dedicar a adquirir conhecimento sobre determinado assunto estará mais bem preparado para o discutir do que alguém que não o faz. Não é certo, sobretudo pelo factor humano, mas, em princípio, é assim que funciona.

      A ideia de verdade manipulada para encaixar em correntes de pensamento dominantes incomoda-me porque coloca em causa o próprio conceito de verdade. Podemos discutir o que será a verdade em termos conceptuais, mas gosto de acreditar em dados, em factos, em informação minimamente credível. É claro que podemos questionar tudo até ao infinito, mas não vamos sair do sítio, se o fizermos. Na primeira aula de Filosofia que tive, perguntei à professora como iria ela corrigir os testes, se a Filosofia não admitia certezas? E ela disse para não me preocupar, porque as perguntas eram fechadas.

      E eu acho que é um pouco por aí que temos de ir. Tem de existir um princípio de confiança, mas mantendo o alerta. Se cada um de nós tiver a responsabilidade epistémica de que falo no texto, estaremos mais preparados para contribuir para a evolução intelectual do mundo. Estaremos mais preparados para alertar em espaço público, se necessário, para um desvirtuar da verdade em função de correntes de pensamento; mas sempre com o compromisso de admitirmos o erro, se ele existir.

      Eu acho que o problema é mesmo o de dar imenso trabalho ter uma vida desperta em termos intelectuais, dentro de uma procura por saber mais, sabendo que, à medida que o conhecimento aumenta, a percepção da sua pequena dimensão face ao desconhecido também aumenta. Mas, pessoalmente, prefiro essa vida.

  4. Filipe Bastos says:

    César, um artigo (e um site) que pode interessar-lhe:

    https://unherd.com/2021/08/how-not-to-talk-to-a-science-denier/

    É sobre um livro dum tipo de Harvard. O tema do livro, como no seu post, era como lidar com os chalupas: que fazer a quem acredita na Terra plana, nas vacinas com chips, etc.

    Ora o tipo de Harvard é tão inflexível quanto eles: jamais pensa que pode estar errado. E isso é um mal tão comum entre chalupas como entre crentes: quem vai com a corrente, quem está sempre do lado oficial e mainstream sente-se sempre certo.

    Contrapõe o artigo:

    Já eu sou um bayesiano. Tenho certa crença e atribuo-lhe certo nível de probabilidade: “a emergência climática é real e perigosa”, 90%; “O mundo é plano”, 0,1%.
    Cada nova evidência muda um pouco a minha crença: se amanhã a NASA disser “temos novas fotos, afinal a Terra está pousada nas costas de uma tartaruga”, então actualizarei a minha crença numa Terra plana para, sei lá, 1,5% (e a minha crença de que há malucos na NASA para 95%).

    É um bom sistema. Não se descarta nada; atribui-se probabilidades.

    • Paulo Marques says:

      É uma boa crítica que vai ao centro do problema do livro, mas os próprios comentários ilustram porque é que não é uma alternativa. De onde é que surgem as probabilidades a introduzir no modelo (aonde, já agora, falta o risco e composição de várias questões noutras questões)? Quantas décimas subo na probabilidade das alterações climáticas pelos 20º no dia 1 de Janeiro, e quantas desço pelos 2º amanhã? Não tenho muito mais certeza em 2050, quando a coisa for muito mais complicada de lidar?
      Não é uma falha, porque não é objectivo do artigo apresentar uma solução. Mas levanta outro problema, as pessoas pensam de maneira diferente, e os argumentos são diferentes. E há pessoas que literalmente explicitam que não querem saber, sabem a verdade e pronto. Especulo eu, por experiência, mas sem dados, que é por ao ponto de divergência ser distante, como, por exemplo, as vacinas “não funcionarem” por as farmacêuticas serem extremamente gananciosas numa outra série de casos sem qualquer relação.

      • Filipe Bastos says:

        Como diz, as pessoas pensam de maneira diferente; quanto a isso nada a fazer. As crenças e as probabilidades que lhes atribuímos são uma questão individual; uma sociedade livre não decreta às pessoas o que pensar.

        A solução, a existir, é educação. Ainda assim, cada um vai acreditar no quiser. Há decerto QAnons bastante instruídos. E vivemos num mundo onde, em 2022, a maioria ainda se guia por deuses e contos de fadas. É o que temos.

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