Uma questão de liberdade de escolha

É muito gira a ideia da Inciativa Liberal, de que os pais podem escolher livremente a escola e que o Estado suporte o custo.
Espero que a IL também proponha que o trabalhador escolha livremente o restaurante, ao invés de comer na cantina, e que o patrão pague a conta.

Comments

  1. José Meireles Graça says:

    Na maior parte das empresas o trabalhador come onde bem entenda porque não há cantina. Se houver, suponho que seja livre de ir onde entenda, a menos que a organização do trabalho e a localização impliquem utilizar a cantina, um assunto que de todo o modo diz respeito ao trabalhador e à empresa, não aos engenheiros esquerdistas de organização social. A comparação não tem qualquer sentido porque a educação é obrigatória, de interesse geral e suportada tendencialmente por impostos, o que nada tem a ver com as relações de trabalho: as empresas pagam impostos, não os consomem. Finalmente: o Estado não suporta nada, quem suporta são os contribuintes, e estes deveriam ter uma palavra, e decisiva, a dizer sobre a forma como o seu dinheiro é gasto, mormente num assunto tão importante como a educação dos filhos.

    • Paulo Marques says:

      O problema não é terem uma palavra a dizer; já têm, e deviam ter mais. O problema é que devem ter uma opinião no tempo livre que o patrão deixar, e se não tiverem uma opinião correcta sobre educação, saúde, opções laborais, empreendedorismo, electricidade, saneamento, alimentação, informática, construção, obras, finanças familiares, investimento, poluição,…, e correr mal, bom, tivessem mérito. Incluindo, a crer no CGP, em caso de falência fraudulenta.
      Eu não tenho essa fé em mim próprio, nem em alguém que conheça, quanto mais na raça humana. Isso é uma religião.

    • Carlos Almeida says:

      A gente percebe perfeitamente. O que os liberocas querem é que eu que ganho 800 €/ mês contribua com os meus impostos para pagar os colégios privados dos filhos dos que ganham 8.000 €/mês.
      Percebemos perfeitamente

      • José Meireles Graça says:

        Não, o que os liberais querem é que quem ganha 800 Euros possa escolher a escola, privilégio que agora é exclusivo, o mais das vezes, de quem ganha bastante mais. E como os liberais não defendem que o ensino, no seu conjunto, custe mais do que agora, o peso e a repartição do esforço fiscal não precisa, por causa disto, de sofrer qualquer alteração.

        • Carlos Almeida says:

          ” que os liberais querem é que quem ganha 800 Euros possa escolher a escola, privilégio que agora é exclusivo, o mais das vezes, de quem ganha bastante mais”

          O que os liberocas querem é que seja a marabunta como eu que encha os bolsos os mamões dos colegios dos padres.

          Agora os liberocas preocupam-se com a malta como eu ?

          Chega de demagogia

        • Paulo Marques says:

          Espere, não defendem quem custe mais porque são a favor de controlo de preços do bem, ou porque acreditam que não há fusões e conluio?

  2. Paulo Marques says:

    Pois, ainda bem que percebe. Eu cada vez que vejo algum a falar, é sempre um modelo diferente consoante a conveniência, quando não uma mapa a azul com um indicador qualquer a explicar a plenitude da existência, imaginando que são todos exactamente iguais.
    A única coisa que percebo é que, como qualquer criança de 5 anos, acham que relações de poder não existem e o mundo só não é justo por causa dos homens maus. Pois, pá, por isso é que é preciso dar-lhes mais liberdade para fazerem o que quiserem.

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