O patrão e o operário

Aguilhadas : Publicação mensal de critica á arte, á politica e aos costumes, n.º 2, Julho 1903

Aguilhadas : Publicação mensal de critica á arte, á politica e aos costumes, n.º 2, Julho 1903


A propósito das greves operárias no Porto em Julho de 1903.

Maravilha, maravilha seria acabar com esses fins-de-semana improdutivos.

E aproveitar as 18 horas de trabalho que um dia devia ter. Isso sim.

Momento Lili Caneças

Segundo António Saraiva, da CIP, o mau é melhor que o péssimo.

«Pela primeira vez em tantos anos, senti-me um número»

Funcionário descartável3
Esta foi a frase que, destroçada, uma amiga me disse quando me contou o que a empresa onde (ainda) trabalha. Como ela, muitas, eu sei. Ainda assim, não consigo deixar de ficar chocada com a falta de respeito de certos patrões. É-me impossível ficar indiferente às injustiças com que se tratam as pessoas que muitas vezes dão tudo de si. Este empenho é, frequentemente, devido não a ambição desmedida, mas a uma forma de estar. Os dois casos de que pretendo falar neste post são de pessoas que dão o seu melhor porque não sabem ser de outra forma. Sem mais ambições porque ambas já estavam nos topos das suas carreiras nos seus locais de trabalho. Melhor que isso, só mudando de emprego, algo que nenhuma das duas desejava.
Por motivos óbvios, detalhes, nomes de empresas, situações comprometedoras e outros pormenores que poderiam permitir a sua identificação não serão revelados. [Read more…]

Volta TSU, estás perdoada

José-Manuel Diogo

O que é uma boa ideia? É aquela a que as pessoas queiram aderir. Se as pessoas não quiserem aderir já não é uma boa ideia.
Por isso é que uma “boa” ideia como a lei da TSU falhou. Porque não foi aceite por ninguém. Nem por aqueles que diretamente lucrariam com ela. E isto aconteceu apenas porque foi mal comunicada.
Se o governo tivesse, como mais tarde teve de fazer, anunciado o aumento do imposto aos trabalhadores primeiro, como uma coisa má mas inevitável, e a diminuição da taxa social única uns tempos depois, como uma coisa boa. Seria aplaudido de pé. Assim foi vaiado por todos.
A TSU tinha bondades óbvias. [Read more…]

João Proença devia ter vergonha

E O SALÁRIO MÍNIMO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS?

Há anos que o acordo para aumentar o salário mínimo para 500 euros, em 2011, estava assinado. Não havia qualquer motivo para pô-lo em causa, mas o militante do PS João Proença decidiu dar uma mãozinha ao seu camarada José Sócrates. E de forma vergonhosa, aliou-se aos patrões na miserável subida de 10 euros por mês a partir de Janeiro. Estava decidido que seriam 25, mas João Proença, José Sócrates e patrões foram descaradamente, mais uma vez, ao bolso dos trabalhadores. Os mesmos de sempre.
Será um aumento de 33 cêntimos por dia. Bem, sempre dará para 2 pães. Só apetece perguntar o que anda a fazer no mercado uma empresa que não consegue pagar mais 25 euros por mês aos seus funcionários.
Ainda em 2011 chega aos 500 euros? Não acreditem nisso. A verdadeira máquina de mentir que se chama José Sócrates arranjará um Proença qualquer para inventar mais uma patranha e adiar o inadiável.
Já agora, que mal pergunte: os milhares de funcionários públicos que recebem o salário mínimo vão voltar a ganhar, como acontecia até há bem pouco tempo, menos do que os trabalhadores privados?

Mais modernidades: Tudo pelo lucro, nada pelo roubo

Ao que parece estamos em crise, certo?

Como é que se explica que uma empresa que vende bens de primeira necessidade aos portugueses, nomeadamente à classe média e média baixa, consegue aumentar os lucros desta maneira. Repito – aumentar os lucros… Até manter seria vergonhoso… agora aumentar?!!

 

Sim, eu sei, eu é que vejo o mundo ao contrário

 

 

Salário mínimo: 25 euros é muito

Para o presidente dos patrões, 25 euros de aumento no salário mínimo, no próximo ano, é demasiado para as empresas. Diz que não podem suportar esse aumento.

Passando ao lado do aumento que o presidente da CIP vai receber em 2010, só apetece perguntar o que merece uma empresa que não consegue dar mais 5 contos por mês a um empregado. É uma fortuna? É?

É o eterno «O Patrão e Nós» que Fausto tão bem cantou em 1974. Isto só lá vai mesmo «à porrada no patrão».

Manifesto pelo fim da divisão na carreira III

Boas, se me permite car@ leitor@, vou insistir na minha tese de que não faz sentido haver qualquer divisão na carreira docente. E volto ao tema tendo como ponto de partida o texto do Luís (Trabalho igual, salário igual). Numa resposta a dois tempos:

 

 

Karl Marx

 

E o primeiro comentário vai no sentido de rebater um pré-conceito menos declarado, mas sempre muito presente, contra "O" sindicalista, como se os problemas do nosso país fossem estes e não outros. Sem qualquer tipo de Pré-conceito afirmo que a culpa dos problemas estruturais do nosso país está nas elites dirigentes e não nos trabalhadores. Temos patrões a mais e empresários a menos. Temos gatunos a mais e governantes a menos. Temos uma minoria dirigente interesseira, nada interessada nos interesses da maioria dirigida.

Há sindicalistas conservadores? Com visões do passado? Claro…

 

Mas, quando me dizem que hoje é preciso voltar a jornadas de trabalho de 60h / semana, quando me dizem que talvez seja preciso voltar a trabalhar mais do que oito horas por dia por causa da competitividade… quem é que é reaccionário e conservador?

Será moderno o incompetente Albino Almeida, o pai de todos os pais, vir dizer que quer as creches e escolas das 7h30 às 19h30?

E seria conservador, se por exemplo, exigisse dos empresários um maior apoio aos trabalhadores com filhos em idade escolar, para que estes podessem ajudar os filhos?

 

Nunca na história da humanidade houve tanto dinheiro disponível, nunca como hoje Portugal e os Portgueses foram capazes de gerar tanto dinheiro – porque é que alguns têm que ficar com "ele todo" e outros com nada?

 

Porque é que os lucros de uma empresa, pública ou privada não importa, são para os accionistas na sua totalidade? Porque é que o trabalho é visto como um custo de produção e não como parte essencial ao lucro? Porque é que as empresas não dividem por exemplo, parte dos seus lucros, numa proporção igual, entre accionistas e trabalhadores?

 

Já sei, isto é ser conservador e ter uma visão do passado. O que é moderno é ter gente a ganhar milhões quando temos portugueses a passar fome.

 

Repito – a questão central é mesmo a da distribuição da riqueza.

 

E com isto me perdi no que queria escrever, mas certamente vão ter a paciência de me acompanhar no próximo post…