
Efectivamente, reparai naquele Vladirmir em vez de Vladimir. Terá sido um sismo ou um avião de combate a passar a barreira do som? Não confundir a luz com o som. À luz, o paradoxo do pai e da mãe. Ao som, o Chuck Yeager (e o Sam Shepard).
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Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Efectivamente, reparai naquele Vladirmir em vez de Vladimir. Terá sido um sismo ou um avião de combate a passar a barreira do som? Não confundir a luz com o som. À luz, o paradoxo do pai e da mãe. Ao som, o Chuck Yeager (e o Sam Shepard).
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I don’t trust him one iota.
—Cycling MikeyStreets and shoes
Avenues
—Jim Morrison… indicating that Chinese would face perceptual difficulties in these sounds.
–Zhang & Liao (2023)
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Prestes a terminar 2025, feito o ponto da situação orçamental, quer aqui, quer no Público, convém responder a duas perguntas:
Começando pela primeira pergunta, responda-se não. Pessoa muito chegada pediu-me recentemente informações sobre as alterações da lei laboral. Remeti-a para sindicalista de conhecimento comum. O documento encontra-se aqui (pdf) e aquilo que nele se lê justifica o não ainda agora indicado.
Repare-se naquela inspectiva

e nestes respectivos

Acordo Ortográfico de 1990? Para quê?
Portanto, não.
No que diz respeito à segunda pergunta, a resposta é [Read more…]
In categorical perception, discrimination of sounds across a category boundary is easier than discrimination of sounds within a category.
— Boersma & Chládková (2013) (pdf)
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Efectivamente, o dia 12 de Setembro é um dia importante, como são especialmente importantes todos os dias desde 1 de Janeiro de 2012. Qualquer dia, disse isto há uns tempos, o contato e o fato serão a norma europeia — ou aceites na norma europeia, a par do facto e do contacto, ao abrigo das facultatividades e a reboque do erro, patrocinado (nomeadamente) por quem um dia escreveu “agora facto é igual a fato (de roupa)” e justificado (temo o pior) pela frequência de uso. Já dizia o outro: Quia parvus error in principio magnus est in fine.
Fica o apanhado de hoje. [Read more…]
Ça posera un problème pour la Grèce parce que ça n’a pas très bien marché.
— Michel Foucault (2019: 201)
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O actual primeiro-ministro de Portugal, na ausência de comentários de antigos primeiros-ministros desse mesmo país, deveria perder alguns (poucos) minutos a reflectir acerca destes fenómenos: os One Diretion, os Artic Monkeys e o novo álbum de Lenny Kravitz (Blue Eletric Light). Poderia acrescentar os fator issues, mas são contas de outro rosário.

É um problema para Portugal, mas a vista grossa, pelos vistos, é feitio. Exactly. Or should I spell exatly? Mon cœur balance.
Primeira nótula: Hoje, por mero acaso (informático), fui obrigado a estar em casa durante a hora do almoço. Resolvido o problema (e terminada a refeição), liguei o televisor na RTP Internacional, em vez de ir espreitar, alhures, aquilo que se passava no Croácia-Albânia. Ainda bem.
Segunda nótula: Há pouquíssimas horas, para curar um ataque de saudade, pus-me a ouvir o Buddha of Suburbia, do David Bowie, mas na versão feat. Lenny Kravitz… Efectivamente, o Kravitz. Ele há coisas… Adiante. Siga.
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King. Euen as the rockes please them that feare their wracke.
Withhold reuenge deare God, tis not my fault,
Nor wittinglie haue I infringde my vow.
— Shakespeare, Henry VI, Part 3 (Octavo 1, 1595)
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Efectivamente, a faculdade existe e, pior, encontra-se consagrada no Diário da República.

Esta javardice continua e os responsáveis também continuam a fingir que nada disto está a acontecer. Em vez de perderem tempo com “a fita encarnada” de Santana Lopes, perguntem-lhe mas é o porquê do “agora facto é igual a fato (de roupa)“. E aí está o busílis da questão. A culpa, garanto-vos, não é minha. A culpa é dos defensores, promotores e amigos do Acordo Ortográfico de 1990. Exactamente.
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„Sie sind ein Monster!“
„Und Sie sind Anwalt! Niemand ist vollkommen.“
— Dracula
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No tal artigo do “nobody is perfect”, Cavaco grafa 30 de Janeiro. Muito bem. 30 de Janeiro. Lindo menino. Mas Cavaco grafa perspetivas (muito bem, dirá um adepto português do #AO90, muito mal, dirá um homólogo brasileiro e muito mal, direi eu também, obviamente). Cavaco grafa diretamente (muito mal, direi eu, muito bem, dirão os nossos amigos de há pouco). Logo nos primeiros parágrafos do artigo de hoje, Cavaco explica-nos as virtudes do #AO90. Cavaco mandou. Santana cumpriu. Por isso, por haver tanta sabedoria e sensatez, tivemos há uns anos o “agora facto é igual a fato (de roupa)” de Santana. Quod erat demonstrandum. Agora, vou mas é trabalhar.
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Hugo Stiglitz. Und auf die Entfernung bin ich ein richtiger Fredrick Zoller.
— IBÀ la fin du XVIIIe siècle, la tolérance perd enfin sa signification restrictive et péjorative.
— Denis LacorneBernard Tapie. C’est où la nature?
Michel Polac. En Suisse…
— ONPC
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Hoje, não há *fatos no Diário da República, mas há *contatos. Sim, dois *contato no singular e muito perto um do outro. Tudo como dantes. Nada de novo a assinalar no sítio do costume.

Recentemente, recebi um testemunho, em forma de livro, que me trouxe reminiscências de uma prática há muito em voga entre gente forçada, por isto, por aquilo ou por aqueloutro, a adoptar o AO90. Essa prática (conheço exemplos concretos, mas ficam para próximas oportunidades) consiste em grafar alternativas, para que, de facto, o dito cujo não seja utilizado: por exemplo, metas em vez de *objetivos, excelente em vez de *espetacular, maravilhoso em vez de *ótimo, dar o dito por não dito em vez de *retratar-se, justamente em vez de *exatamente, etc.
Todavia, o exemplo desta “Nota Ortográfica” é diferente e, acrescente-se, interessantíssimo.

Os meus agradecimentos à Professora A.
Desejo-vos um óptimo resto de semana.
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I loved all sorts of English language experimentation.
— John CaleIn fact, comparing previous research on UG principles in L2 phonology vs. L2 syntax, and pointing out the relatively little work in this area by L2 phonologists, Young-Scholten (1995, 1996) argued that there is, nevertheless, reason to believe that interlanguage phonologies do not violate the principles of UG, because they often correspond to natural languages (a point first made by Eckman, 1981), and because learners can often reset phonological parameters, instead of being stuck with the L1 values.
— Öner Özçelik & Sprouse (2016)
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Há quem tente adoptar o AO90 e escreva fatos e contatos, em vez de factos e contactos. Nunca grafei nem fatos em vez de factos, nem contatos em vez de contactos. Ao não adoptar o AO90, estou automaticamente protegido da base IV e de interpretações abusivas (eufemismo para ‘erradas’) dela feitas, como o famoso “agora facto é igual a fato (de roupa)“. Neste contexto, jamais me ocorreria, por exemplo, mencionar um fato.

Mencionar um fato, em vez de facto? Homessa! Como cantam os Modern Lovers (e o Cale e o Bowie e o White), this never happened to Pablo Picasso.
Continuação de uma óptima semana.
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This is not a playable instrument.
— Flea
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Efectivamente, o Acordo Ortográfico de 1990 não funciona. Se ainda houver dúvidas, o Diário da República esclarece-as. Para uma visão pormenorizada do assunto, podeis recorrer à etiqueta sítio do costume.
Com votos de um óptimo fim-de-semana, eis o pano de fundo musical dos últimos dias, distinguindo-se um toque de deliciosa assimilação progressiva no primeiro verso:
Cette arrogance est absolument insupportable. Mais pour qui vous prenez-vous? Mais pour qui vous prenez-vous, Emmanuel Todd? Vous ne passez plus les portes!
— Alain FinkielkrautI think that’s the way things work. You have some… It’s not that you… I mean, belief formation is often contingent on the outcomes that you want. You want a certain outcome and you construct a system of beliefs which makes that exactly right and just.
— Noam Chomsky
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Efectivamente, estava eu a escrever, 2019 continua com dias de céu geralmente limpo (Magnolia foi há 20 anos). Há vento. Vento que vem, desde 2012, do outro lado do Atlântico, como se vê pelo contato, mas em geral fraco, devido a ‘respetivo’ em vez de ‘respectivo’.

Há possibilidade de formação de neblinas em forma de contatos todas as semanas.

O arrefecimento, apesar de lhe chamarem noturno, é nocturno (para si, minha senhora). Quanto ao mar, há ondas, muitas ondas, só ondas (my wave), só ondas (waves roll in my thoughts) e há espuma (Fort ans Meer! ans Meer! es schäume die Welle), muita, muita espuma. A temperatura da água do mar, como os pareceres, não interessa rigorosamente nada.
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We’ve got five years, what a surprise.
— David BowieIf you wanna get to heaven, gotta D-I-E
you gotta put on your coat and T-I-E
— Curtis Buck/Waylon JenningsΣωκράτης … τῆς Αἰγύπτου…
— Platão, “Fedro“
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Passado um lustro (e muitos meses), com algumas saudáveis e louváveis recaídas (como diria Hollande, há sempre «des rechutes possibles»), eis que surge ortografia no jornal da silenciosa resistência, da grafia rasca, da grafia inadmissível.

Exactamente, há redação e seleção. Todavia, enquanto houver Egipto, há efectivamente esperança.
Os meus agradecimentos àquele excelente leitor.
Quanto ao sítio do costume, como é habitual, nada de interessante a declarar.

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When the fire broke out on the Rio Grande
Put my foot to the board and she ate up the sand
With a horse on the side dragged tailing behind
Fire that aims to pleaseWhen the fire broke out on the Rio Grande
Left nothing standing but the smell of the land
And hubcaps that burnt through the skin of your hand
But nothing left at all but the sound of a rock ‘n’ roll band
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Efectivamente.

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PADRE: Cinco años, día por día. ¡Ay, Dios mío!
— Federico Garcia Lorca, Así que pasen cinco añosDans le modèle de Klein, l’état spatial est l’opération linguistique de base dans la représentation de l’espace.
— Arnaud Arslangul (2007)Fast alle Schnecken, nur etwa drei Gattungen ausgenommen, haben ihre Drehung, wenn man von oben herab, d. i. von der Spitze zur Mündung gehet, von der Linken gegen die Rechte.
— Kant, Von dem ersten Grunde des Unterschiedes der Gegenden im Raum
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Quando, há cinco anos, isto começou a acontecer de forma sistemática

dei início à recolha de material para um documento, apresentado, um ano mais tarde, na Assembleia da República. A única resposta pública que então obtive foi do ILTEC:
Tal não invalida, é claro, que sejam legítimas as preocupações que o autor expressa no seu trabalho. É importante que os órgãos oficiais, sobretudo num período de transição como este, se esforcem por dar o exemplo e evitem erros.
De facto, cinco anos depois de os fatos e afins terem começado a ocupar quer o lugar dos factos e afins, quer o quotidiano dos leitores do Diário da República, eis o resultado das acções silenciosas que terão sido conduzidas pelos responsáveis políticos para combater o flagelo ortográfico em curso, baseadas evidentemente em estudos secretíssimos e, sem qualquer sombra de dúvida, aturados, demorados e muito rigorosos:

Efectivamente, 2 de Janeiro de 2012 e 2 de Janeiro de 2017.
Contudo, hoje é dia 6. O que terá acontecido hoje, dia 6 de Janeiro de 2017? [Read more…]

© Rui Gaudêncio (http://bit.ly/2dhUUdi)
Well I keep seeing this stuff and it just comes a-rolling in
And you know it blows right through me like a ball and chain— Robert Allen Zimmerman, “Brownsville Girl“
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Eis um Governo que sorri e encolhe os ombros, enquanto “aguarda serenamente“, mas depois é apanhado a entregar documentos de duvidosa qualidade técnica. Aliás, na senda daquilo que aconteceu com o OE2012, o OE2013, o OE2014, o OE2015 e o OE2016.
Antes de passarmos ao Relatório do Orçamento do Estado de 2017, debrucemo-nos muito rapidamente sobre exemplos da Proposta de Lei: [Read more…]
Descobri Bowie ainda na adolescência, durante a fase Berlim. Nunca mais deixei de ouvir o camaleão. Deixo aqui a minha homenagem a alguém que nunca cedeu a tendências. Como fã apenas lhe posso dizer obrigado. R.I.P.
…that is a fact.
These days many Americans live in an alternative political reality, in which the simplest factual assertions are met with anger and derision.
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Efectivamente, desde Janeiro de 2012, muitos portugueses vivem numa realidade ortográfica alternativa.

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Now the dress is hung, the ticket pawned
The Factor Max that proved the fact
Is melted down— David Bowie, The Bewlay Brothers
David Robert Jones (08-01-1947 – 10-01-2016).

This is Ground Control to Major Bowie
You’ve really made the grade
1947 – 2016

© Yu Fujiwara (http://bit.ly/1Hv1jQy)
She’s hangin’ on his arms
like a cheap suit
— David Bowie
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Hoje, o director do Correio da Manhã escreveu o seguinte:
Vai uma enorme polémica e uma ainda maior onda de indignação nas redes sociais por o CM ter dito que uma cega é cega e que um cigano é cigano.
Lembro-me bem da polémica e da indignação que não houve, quando o director do Correio da Manhã garantiu que
A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.
Efectivamente, quer há cerca de um mês, quando voltei a passar por Savile Row – desta vez, a caminho da rua do Ziggy–, quer hoje, ao ler uma entrevista relativamente recente,

lembrei-me dessa indignação e dessa polémica que não houve. Não houve polémica? Não houve indignação? Claro que não. Não houve nem polémica, nem indignação. Contudo, há fatos.
Segundo a NASA, apesar da ausência de metano, é provável, David, é provável. Contudo, uma coisa é certa: não há dinheiro em Marte. Não, não há.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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