N’ O Jogo de hoje:

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
N’ O Jogo de hoje:

Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

Não é a primeira vez que a excelente facção surge no jornal que, irresponsavelmente, há uns anos, anunciou a poupança de letras. Os meus agradecimentos a Marques Mendes e a António Filipe por terem estimulado estas facções.



« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.

Recordando:

Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
Hikaru strikes at the center, with c5, following the general rule: if there’s a move on the flank, you strike in the center.
— Daniel Naroditsky (1995-2025)Ne mettons pas la morue avant les boeufs, comme on dit par ici.
— Astérix
***
Antes de 2012, nenhum fato determinaria qualquer transmissão. Essa impossibilidade de fatos determinarem transmissões era um dado adquirido. Todavia, a cegueira ortográfica e a aversão a pareceres levou a que, comme si de rien n’était, nos aparecesse isto:

Quando?
Hoje.
Onde?
No sítio do costume.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
David Bell (1959-2025)
Efectivamente, até na morte de Francisco Pinto Balsemão. Esta contínua e doentia obsessão dos portugueses por Marcelo Rebelo de Sousa pode traduzir-se em imagens. Quereis uma actualíssima imagem desta doentia obsessão?
Ei-la:

When the band first started, I went for a vocal approach that was rhythmic and spoken, but sometimes unleashed, because of all the different guitar tunings we used.
— Kim Gordon

Ministro das Finanças entregou OE no Parlamento (foto: Rui Gaudêncio)
Ontem, um dia antes da data prevista, o Governo apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). É sabido que em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 [1] e [2], 2023, 2024 e 2025 as coisas não correram bem. Prevê-se que, para 2026, tudo esteja como dantes. Recorde-se que, nas palavras do Governo, a Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2026 é um dos documentos políticos e legislativos mais importantes da vida colectiva de Portugal (e das “vidas individuais das pessoas e empresas”), por isso, “é urgente, inadiável e uma exigência categórica de transparência, a apresentação e explicação aos portugueses do seu conteúdo”.
Sem mais delongas, vejamos alguns exemplos do Relatório (pdf), para compreendermos um bocadinho melhor aquilo que efectivamente se passa no mundo ortográfico português: [Read more…]
John Searle morreu há treze dias e ninguém me disse nada. Nem a mim, nem a vós. Curiosamente, quando morreram os meus outros heróis intelectuais — Rorty & Gadamer –, o NYT pronunciou-se. Este silêncio é estranho? Não, não é. Quando o último dos meus heróis morrer, calar-se ão? Não. Adiante. Fica aqui o melhor do Searle no Aventar. Obrigado por tudo, John.
E isso é imperdoável.
Efectivamente, este name-dropping de Kimmel está incompleto: Stephen Colbert, Jon Stewart, Seth Meyers, Jimmy Fallon, John Oliver, Conan O’Brien, James Corden, Arsenio [Hall], Kathy [Griffin], Wanda [Sykes], Chelsea [Handler], Jay [Leno], o apresentador alemão que lhe ofereceu emprego [Stefan Raab, fyi, Jimmy], Howard Stern, David Letterman, Ben Shapiro, Clay Travis, Candace Owens, Mitch McConnell, Ryan Paul e até Ted Cruz.
Exactamente:
Até a Rolling Stone concordaria comigo.
De acordo com os dados recolhidos nos Censos de 1970, um em cada quatro portugueses (25,6%) era analfabeto. Essa percentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever foi baixando ao longo das décadas seguintes: 18,6% em 1981; 11% em 1991; 9% em 2001; 5% em 2011; e 3,1% em 2021.
Também é verdade que, em 1970, cerca de 68% das casas não tinham duche ou banho, 53% não tinham água canalizada e 42% não tinham instalações sanitárias.
De resto, nesse mesmo ano da morte de Salazar, a taxa de mortalidade infantil registada em Portugal era uma das mais elevadas da Europa: 55,5‰, isto é, morriam 55,5 crianças com menos de um ano de idade por cada 1.000 nascimentos. Em 2024 fixou-se em 3‰, uma das mais baixas do mundo.
Sublinhe-se neste âmbito que, em 1970, apenas 38% dos partos ocorriam em estabelecimentos de saúde.
Na despedida do cavalheiro, a minha pergunta é esta: não achais que o Burning Angel dos Arch Enemy é extremamente semelhante ao Hangar 18 dos Megadeth? Eu acho.

Foto: Glorioso
Que nous cherchions le sens du mot latin arbor ou le mot par lequel le latin désigne le concept « arbre », il est clair que seuls les rapprochements consacrés par la langue nous apparaissent conformes à la réalité, et nous écartons n’importe quel autre qu’on pourrait imaginer.
–Saussure (1916)
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Há poucas horas, soube que o “conhecimento do território” (conceito extremamente vago) foi aduzido algures enquanto trunfo para discussões televisivas de canais portugueses entre leigos. Convém conhecer as árvores do território, sim, mas igualmente ler os relatórios (os políticos não lêem relatórios, como a nossa experiência com o AO90 explica).
Além disso, como sabemos, uma árvore é um amigo.
Siga:
Arderam, em 2017, cerca de 1,4% dos espaços que tinham sido considerados como urbanos, no IFN6, em 2010. As percentagens referentes a cada uma das utilizações secundárias indicam que são o pinheiro‑bravo e o eucalipto as espécies que, em ocupação secundária das áreas urbanas, mais fazem aumentar a probabilidade de o espaço urbano arder (12,5 e 9,4% respeCtivamente). Valores intermédios (entre os 2 e os 3%) correspondem a situações de mato, de carvalhos, de castanheiros, ou de outras folhosas, ou a culturas permanentes (olival, vinha, pomar), com percentagens de 2,1%, de 2,8% e de 3% respeCtivamente. Percentagens mais baixas encontram‑se em situações em que as ocupações secundárias são pinheiro‑manso, outras resinosas ou sobreiros (0,9%), culturas temporárias ou pastagens de sequeiro (1%) ou, ainda mais baixa (0%) nas pastagens de regadio.
— AVALIAÇÃO DOS INCÊNDIOS OCORRIDOS ENTRE 14 E 16 DE OUTUBRO DE 2017 EM PORTUGAL CONTINENTAL RELATÓRIO FINAL (pdf) (link)
***
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.
It is noteworthy that English native speakers show a clear tendency to perceive Catalan diphthongs in terms of English diphthongs.
— Juli Cebrian (2017)
***
As crianças não são identificáveis, mas os nomes são associáveis e a associação é tendenciosa. Em Portugal, o Pedro, o António e o José passam despercebidos, mas o Anselmo, o Miguel Maria e o Tadeu já não — apesar de serem portuguesíssimos de bem e da Silva (como eu, na acepção populista). A deputada do Livre (livra!) poderia ter perguntado ao deputado Ventura o porquê de nāo ter mencionado o nome do portuguesíssimo e actualíssimo Zeinal. Mas, para isso, para desmontar esta conversa bacoca, é preciso pouca politiquice, mais qualidade na AR, menos gritaria, ausência de pathos (ui!) e muita leitura.
***
Por dois motivos:
1-Significa que o Boca não ganhou ao Benfica.
2-Quer dizer que não estão *dececionados — e não estar *dececionado é espectacular.
Marchesín & colegas estarem decepcionados indica-nos igualmente que o jornal A Bola efectivamente continua a não adoptar o AO90, mesmo sem a tal manifesta apatia disfarçada de resistência silenciosa. Mas isso, pois, já sabemos há imenso tempo.

A ocorrência de intersetado deveria preocupar muita gente. Pior: a co-ocorrência no mesmo texto de intersetado e intersetaram demonstra coerência e anula a habitual desculpa de mau pagador da gralha. Evidentemente, os suspeitos do costume continuam a assobiar para o lado. Isto acontecia antes do AO90? Não, não acontecia. E acontece porquê? Porque interceptado>intercetado>intersetado é muito simples e interceptado>intersetado uma improbabilidade, para não arriscar uma impossibilidade.


O teor da notícia merece comentários, sim, mas hoje é domingo.
PS: Obrigado, Manuel Araújo, pelo alerta.
o Polígrafo continua a achar que António Costa é presidente da Comissão Europeia.
O Polígrafo decidiu verificar a veracidade (em bom rigor, a exactidão) desta frase de Marcelo Rebelo de Sousa:
Portugal é o único actual Estado-membro não fundador que, com Durão Barroso e António Costa, viu os seus nacionais serem presidentes de duas instituições europeias: a Comissão Europeia e o Conselho Europeu.
Começa o Polígrafo por contextualizar:

Remata o Polígrafo desta forma:

Efectivamente:
Portugal (…) tem, hoje, um presidente da Comissão Europeia, o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que chegou ao cargo em Dezembro de 2024.
Isto é grave.
Mas mais grave ainda é o texto ter sido publicado em

de Portugal Continental e da Madeira e, até este momento (em
de Bruxelas–menos uma hora em Portugal Continental e na Madeira) ninguém do Polígrafo ter dado pelo gravíssimo disparate.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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