Wall Street e o Dia Mundial da Água

Assinalou-se ontem o Dia Mundial da Água, um dos bens mais preciosos que a Mãe Natureza ofereceu à humanidade, do qual nem todos dispomos e pelo qual se travam conflitos armados e económicos em vários pontos do globo. Para ajudar à festa, porque onde há sangue e cadáveres, haverá sempre um gangue de abutres a voar em círculos, os terroristas de Wall Street pretendem começar “negociar” o futuro da água, como se de uma commodity se tratasse.

Eu disse “como se de uma commodity se tratasse”? Perdoem-me a imprecisão: parece que, desde meados de Dezembro de 2020, já se trata, juntando-se assim ao ouro, ao petróleo e a outros recursos manipulados pelo terrorismo de mercado dos gangsters de Nova Iorque. Pelo que é uma questão de tempo, certamente, até que o capitalismo selvagem comece a comprar políticos corruptos, disponíveis para privatizar a água dos seus países pelo preço certo em euros, dólares, bitcoins ou lugares em conselhos de administração de fundos de investimento sediados nas Ilhas Virgens Britânicas, com participações qualificadas nos grandes conglomerados que a mão invisível há-de parir para o efeito.

Em princípio, note-se, será para nosso bem. E, claro, vai ficar tudo bem. Portanto tratem de beber muita água, e de armazenar tanta quanta puderem, porque poderá chegar o dia em que os mercados precisem da vossa sede para salvar o mundo da Venezuela e do marxismo cultural. Brace yourselves.

3 de Setembro, dia internacional do abutre

Uma ave em vias de extinção em Portugal. Contrariamente aos metafóricos.

Ai, se o PPC e o Gaspar descobrem esta fonte de rendimentos…

abutres2

A história é simples e resume-se em poucas palavras. É um novo passatempo que está a fazer furor em Taiwan, mais concretamente, na cidade de Taichung. Quando um idoso está com cancro em estado terminal, aceitam-se apostas que tentam acertar em que momento a pessoa morrerá. Os apostadores são, muitas vezes, familiares e até médicos! Trata-se de uma nova moda de apostas por aqueles lados e consta que já abriram mais de 10 casas de jogo à custa desta actividade. Quem são os grandes impulsionadores da expansão deste nicho de mercado? Clubes de idosos (tipo casa de repouso, estão a ver?) disfarçados de instituições de solidariedade, que assim lucram e muito (vejam os números referidos em ambas as notícias) à custa de idosos doentes, provenientes sobretudo de famílias empobrecidas.

Tá chunga apostar assim na morte de outros…