vem a Portugal com o Al-Nassr inaugurar um centro de alto rendimento. Triste.
Cristiano Ronaldo, as ronaldettes e o regime saudita, igual ou pior que o russo

Descobri estes dias que tenho uma dívida para saldar com Cristiano Ronaldo. Como se não me chegasse o crédito à habitação e a dívida externa do país. Sorte a minha, é uma dívida de gratidão. Mas não deixa de ser uma dívida involuntária, na medida em que tenho que a aceitar, mesmo que me esteja nas tintas para o futebol jogado.
Quem não aceita a dívida sujeita-se ao homem do fraque. E, neste caso, o homem do fraque são as ronaldettes, que logo surgem, de tocha na mão, a exigir que se venere o melhor do mundo, garantindo que Ronaldo está acima da crítica e, por conseguinte, da liberdade de expressão e do estado de direito. O que é interessante, já que Ronaldo foi trabalhar precisamente para um país onde se cultiva a rejeição desses valores.
Eu disse cultiva? Queria dizer reprime. Com brutalidade medieval.
José Manuel Ribeiro mete o dedo na ferida sobre a ida de Cristiano Ronaldo para a Arábia Saudita
Não concordo totalmente com a posição do José Manuel Ribeiro, porque não acho que tenha de ser um jogador de futebol a ter esta moralidade quando outros não têm. Mas foi lindo ver alguém ali no Canal 11 a ter uma opinião que não fosse chupar o Ronaldo a ida para a Arábia Saudita. pic.twitter.com/PSDB3N3fys
— Urso Tobias (@TobiasUrso) January 2, 2023
A verdade é que acaba por ser isto. O Cristiano Ronaldo, mais do que de um clube, vai ser a cara de um país e de tudo que isso implica. Ainda assim, se países não ligam a isso, não têm de ser jogadores de futebol os baluartes da moralidade (apesar de gostarmos que pudessem ser). pic.twitter.com/getird36Mf
— Urso Tobias (@TobiasUrso) January 2, 2023
Cristiano Ronaldo: uma lenda que parte, vergada aos petrodólares

Eu era um daqueles gajos que tinha a certeza absoluta que Cristiano Ronaldo acabava a carreira em Portugal. O dinheiro há muito que não é problema, o Sporting foi o clube que o formou e apresentou ao mundo do futebol, e Ronaldo, acreditava eu, seria o bigger man, aceitaria uma redução salarial e terminaria a carreira como herói aclamado de Alvalade. Talvez um dia dessem o seu nome ao estádio.
A verdade é que não sei se o Sporting estaria interessado em receber Ronaldo, mais ainda numa fase em que as polémicas ultrapassam claramente a magia dentro das quatro linhas. Mas custa-me a crer que o Sporting, ou clube algum em Portugal, incluindo o meu Porto, recusasse o melhor jogador português de todos os tempos.






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