“Quinas de Platina” — “Quintas de Platino“

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Descobri estes dias que tenho uma dívida para saldar com Cristiano Ronaldo. Como se não me chegasse o crédito à habitação e a dívida externa do país. Sorte a minha, é uma dívida de gratidão. Mas não deixa de ser uma dívida involuntária, na medida em que tenho que a aceitar, mesmo que me esteja nas tintas para o futebol jogado.
Quem não aceita a dívida sujeita-se ao homem do fraque. E, neste caso, o homem do fraque são as ronaldettes, que logo surgem, de tocha na mão, a exigir que se venere o melhor do mundo, garantindo que Ronaldo está acima da crítica e, por conseguinte, da liberdade de expressão e do estado de direito. O que é interessante, já que Ronaldo foi trabalhar precisamente para um país onde se cultiva a rejeição desses valores.
Eu disse cultiva? Queria dizer reprime. Com brutalidade medieval.
Andam para aí a dizer que Alexandra Reis recebeu uma indemnização milionária, mas a verdade é que mal chega para oferecer um Rolls ao marido.
a selecção e a seleção. Efectivamente. Porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

Foto: Lars Baron/Getty Images.

Um jogador de futebol, provavelmente um dos melhores da história deste desporto, deu uma entrevista. Até aqui, nada de muito importante. Porém, antes mesmo da entrevista ter sido emitida, todo o cão e gato deu opinião sobre a dita. Já a tinham visto/ouvido? Não. Leram umas coisas no twitter (ainda existe?), viram umas linhas no facebook (uma magnífica fonte, como se sabe) e imediatamente tiraram conclusões. Os comentadores da bola “botaram” sentença. Os que amam o rapaz declararam o seu amor eterno. Os que o odeiam reforçaram o seu ódio. A jornalada (não confundir com jornalistas, essa espécie em vias de extinção) publicou umas coisas para procurar vendas e cliques. E essas “coisas” eram verdadeiras? Pergunta estúpida esta, como se isso nos dias que correm fosse importante. Frases retiradas do contexto? Resmas. Frases atribuídas ao jogador que afinal foram proferidas pelo entrevistador? Imensas. Frases que nem sequer foram proferidas? Demasiadas.

O Ronaldo é o maior.
Não é maior que o Salgueiro Maia, nem que o Aristides, ou sequer que o Eça, mas é, à sua maneira e no seu tempo, o maior.
Ser o maior não implica ser perfeito. D. Afonso Henriques, que foi o maior, bateu na mãe. Humberto Delgado, que também chegou a ser o maior, e morreu por isso, começou por ser um apoiante do regime fascista. Todos têm os seus esqueletos no armário. Até os maiores.
[Read more…]o melhor goleador de selecções e o melhor goleador de seleções. Parabéns, CR7. Como sabemos, selecções ≠ seleções.

Foto: ©INPHO/Ryan Byrne
«Les Bleus concèdent le nul contre la Selecção». Exactamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

Foto: UEFA EURO 2020

Foto: Pool via REUTERS (https://bit.ly/2SFP3ca) Cristiano Ronaldo: Im Spiel gegen Ungarn erst spät erfolgreich, dann aber doppelt
Ontem, Cristiano Ronaldo falhou um golo só com o guarda-redes pela frente. Eu, se fosse o árbitro, saía do campo e atirava com o apito.
Lançamento da braçadeira.
Some meta-analysts have opted to only include published or so-called high-quality research, citing what is known in the meta-analysis literature as the garbage in, garbage out (GIGO) validity threat (e.g., Truscott, 2007).
— Plonsky & OswaldLet’s put it this way: if successful, a CL approach may serve as a high-speed train to Word City, but its terminus is in a suburb. That’s okay, as long as one realises it’s still a bit of a stroll downtown, where the real action is.
— Frank BoersThat’s right! Cristiano Ronaldo. He’s that new kid … uh… from Benfica… (Porto…?)
— Ian Astbury
***
Ontem, vi um resumo do PSG-Real Madrid e lembrei-me, imagine-se, de uma recente menção ao fato de Zidane, feita pelo jornal A Bola. Efectivamente, no momento em que experimentava sistemas diferentes, Zidane envergava um fato, de acordo com as palavras grafadas nessa ilha ortográfica do Dr. Moreau, nesse maravilhoso espaço de resistência silenciosa cercado por liberdade de expressão:

Aliás, a foto que ilustra o texto mostra Zidane (como Monti, há uns anos) de fato:

Quanto ao sítio do costume…
Ora bem, portanto, vejamos:

Tudo na mesma. OK. Siga.
Nótula: Agradeço a Manuel Monteiro o envio deste engomadíssimo fato de Zidane.
***
Sim, pelos vistos, «Ronaldo para autocarro da seleção para abraçar criança doente» (obrigado, Nabais).
Om de akoestische kenmerken van een spraakgeluid nauwkeurig te kunnen analyseren is een kwaliteitsvolle opname nodig. Enerzijds is de opnameapparatuur heel belangrijk. De microfoon moet alle variaties in frequentie en intensiteit kunnen opvangen die in het spraakgeluid voorkomen. Een vlakke frequentieweergave van 20 Hz tot 20 kHz en een dynamisch bereik van 90 dB maken optimale spraakopnames mogelijk met maximale variaties binnen de spreek- en de zangstem.
— Smessaert & DecosterCity of orgies, walks and joys!
City whom that I have lived and sung in your midst will one day make you illustrious,
Not the pageants of you—not your shifting tableaux, your spectacles, repay me;
Not the interminable rows of your houses—nor the ships at the wharves,
Nor the processions in the streets, nor the bright windows, with goods in them;
Nor to converse with learn’d persons, or bear my share in the soiree or feast;
Not those—but, as I pass, O Manhattan! your frequent and swift flash of eyes offering me love,
Offering response to my own—these repay me;
Lovers, continual lovers, only repay me.
— Walt WhitmanLa prononciation uvulaire de ‘rr’, mais non pas de ‘-r-‘, comme R, se répand de plus en plus dans les villes. Cependant, on la regarde encore comme vicieuse, le rr apical étant toujours préférable au grasseyement du R, qui individuellement est plus profond qu’en français ou en allemand.
— Aniceto dos Reis Gonçalves Vianna (1903: 19)
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Por um lado, temos o Ronaldo, o elbow, o pára e o para.

Por outro, temos as habituais cenas tristes no sítio do costume.


Nestas alturas, aliás, convém sempre lembrar que há uma diferença entre selecção e seleção e é igualmente importante recordar que o AO90 é inútil. Não acreditam? Perguntem ao CR7.

Lembrando também a existência em Portugal de um órgão de comunicação social que, em vez de promover a expressão livre de ideias, adopta actualmente a resistência silenciosa como forma de vida, vejamos a consistência na utilização de uma grafia contrária à letra do AO90, apesar de certas leituras abusivas, explicadas justamente pela falta de leitura. [Read more…]
Ao contrário daquilo que a SIC anda por aí a divulgar, Miguel Sousa Tavares não disse
A ideia de batizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo parece-me ridícula.
Eis aquilo que Sousa Tavares, de facto, disse
A ideia de baptizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo eu acho duma absoluta infelicidade, para não dizer mesmo ridícula.
Exactamente: baptizar.
Como é sabido, baptizar [batiˈzaɾ] ≠ *batizar [bɐtiˈzaɾ].
Efectivamente.
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Le développement vers la «structuration fléchie» se trouve reflété également dans les indications scéniques, bien que de façon moins nette pour ce qui est des oppositions morphologiques sur le verbe.
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Efectivamente, depois de o Record ter trazido notícias desagradáveis, redigidas em português europeu, sobre Horta,

chega a vez de o jornal da irresponsável resistência silenciosa (de novo, os meus agradecimentos ao nosso excelente leitor) fazer exactamente o mesmo e no mesmo código ortográfico, ao referir-se à lesão do glorioso Salvio, marcador do primeiro golo, durante a importante vitória de anteontem:

Quanto ao sítio [Read more…]
ter ficado com aftas, chegou a vez das “ulceras [sic] *afectosas“.
Segundo A Bola (efectivamente: o resistente que se cala), o «capitão da Seleção […] fa[ɾ]tura frente à Letónia». Efectivamente: fartura e *seleção.
«A Seleção de Cristiano Ronaldo». Ainda por cima, com texto escrito por quem defende a resistência silenciosa num país europeu em que existe a possibilidade de exprimir e divulgar livremente o pensamento através da palavra. Obrigado, Dario.

© Matthias Hangst/Getty Images (http://bit.ly/29AqWlp)
Qui s’affecte d’une insulte, s’infecte.
— Jean Cocteau, “Journal d’un inconnu“
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Exactamente: «la photo d’équipe de la Selecção».
Efectivamente.
Por CR7? Por Camões? OK. Siga.
O Correio da Manhã, por qualquer razão que me escapa, refere-se a Cristiano Ronaldo como capitão da selecção brasileira: “capitão da seleção nacional“. Como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Segundo o Jornal de Notícias: «Mãe de Cristiano Ronaldo em Fátima a rezar pela seleção». Seleção? Efectivamente.

Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images (http://bit.ly/1TnYKCU)
Ontem, efectivamente, além do espectacular golo do CR7, houve facto tributário e fato tributário:

Hoje?
Hoje, menciona-se “o motivo que determinou tal fato”, com uma alusão quer aos “fatos constantes da candidatura”, quer ao “contato com o solo”.

Exactamente, Hoje.
pela adopção de ‘ato’ e de ‘irrefletido’: «Peço desculpas pelo meu ‘ato irrefletido’».
Grande movimento ofensivo da marca CR7…
Não sou fã de futebol, nem sequer apreciadora deste desporto.
Nunca gostei do jovem Cristiano Rónaldo. Sempre o achei petulante, arrogante, demasiado vaidoso e deslumbrado com a boa vida, como o são muitos jovens que saem do nada e enriquecem. Apesar disso, acredito em quem percebe de futebol e diz que ele é muito talentoso com os pés e bom de bola.
Verdade que admirei sempre a sua ligação à família e o facto de ajudar os familiares a ter algum sucesso na vida. [Read more…]
As organizações de Professores deram mais um passo no sentido da unidade na acção que a o vEXAME de Nuno Crato
nos exige. Este é o tempo de agir, mas não vale a pena trazer para a discussão argumentos sem sentido – eu quero lá saber o que tiveram ou deixaram de ter na, igualmente estúpida, avaliação de desempenho!
Vamos lá então, tentar sistematizar as questões:
a) Decisão política: para Nuno Crato a qualidade é uma consequência da avaliação. É assim no 1ºciclo, com o exame no fim da “antiga 4ª classe”, ou no 2º, com os exames no 6ºano. Para esta gente e, em certa medida para parte da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues, avaliar é classificar e qualquer aprendiz na formação inicial de Professores sabe que a avaliação é muito mais que isso. Logo, o exame aos Professores é um elemento de coerência políticas nas práticas de Crato. Já o mesmo não poderemos dizer do PSD que em 2008 se colocou ao lado dos professores contra a prova.
E, em jeito de avaliação da medida política, o chumbo é mais que certo: ninguém vai tratar da poluição do Rio Tinto junto à Marina do Freixo. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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