Diz que é preciso despedir funcionários públicos (5)

Contrato de venda do BPN leva BIC a exigir 100 milhões ao Estado

A golpada

Anda pelos jornais, e um deputado do BE requereu a confirmação ao Ministério das Finanças, uma estorinha que a ser verdadeira transformaria o caso BPN na maior burla da História de Portugal, deixando o Alves dos Reis no capítulo dos meninos de coro.

Em 2006 a Amorim Energia teria pedido um empréstimo de 1600 milhões de euros ao BPN, o qual entretanto não pagou. Ora e de quem é a Amorim Energia? do trabalhador Américo Amorim, da Santoro Holding Financial, da trabalhadora Isabel dos Santos, e da Sonagol. E quem é o accionista maioritário do BIC que comprou o BPN? a Santoro Holding Financial.

Com casos destes na vida real, quem precisa de ir ao cinema?

Assim se delapida um país

Infelizmente neste país não faltam exemplos de delapidação do erário público no interesse de grupos privados. O caso do BPN é apenas mais um, mas possivelmente um dos mais escandalosos de sempre, sendo um dos melhores exemplos da maior degenerescência da nossa democracia: a promiscuidade entre a política e os negócios privados.

Um grupo económico cria um banco por onde passam muitos milhões de Euros em negócios ruinosos para a própria instituição bancária. Dir-se-ia que o banco se assaltou a si mesmo. O que não é difícil pois a história já provou que os maiores assaltos não se fazem de arma de fogo em punho, mas sim com uma simples caneta. [Read more…]

BPN: ao cavaquismo o que é do cavaquismo

A oferta pelo governo do BPN ao BIC vale também pelo simbolismo. Começa por ser uma prenda à cleptocracia angolana e ao homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, aquele que se dá bem com todos, hábito que lhe vem do PREC, altura em que multiplicou a fortuna. Quanto a isso nada de estranho, mais uma variante da caridade agora tão presidencialmente institucionalizada.

Mas sendo o BIC presidido pelo reformado Mira Amaral (18.156 euros mensais, paga-lhe a CGD após 18 de meses de trabalho), o ministro de Cavaco responsável entre outras barbaridades pela destruição da indústria nacional, pode dizer-se que de uma devolução se trata: o cavaquismo tinha um banco, assaltou-se a si próprio levando-o à falência, e recupera-o com capital injectado e metade dos trabalhadores, naturalmente nós pagaremos as indemnizações aos que vão ser despedidos, além dos 2,4 mil milhões de euros que já se sabia.

Tudo está bem quando acaba bem. Dias Loureiro e Oliveira Costa sorriem, um no seu exílio, o outro aguardando um julgamento de que já conhecemos o resultado, começou a temporada de verão na Aldeia da Coelha. Não me voltem é a falar da Grécia como exemplo chocante de esbanjamento de dinheiros públicos em proveito da casta dominante: esse Euro-2011 já o ganhámos nós, marcando golos na própria baliza.

Palavras para quê… é o sexo explicado com canetas

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