BPN: ao cavaquismo o que é do cavaquismo


A oferta pelo governo do BPN ao BIC vale também pelo simbolismo. Começa por ser uma prenda à cleptocracia angolana e ao homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, aquele que se dá bem com todos, hábito que lhe vem do PREC, altura em que multiplicou a fortuna. Quanto a isso nada de estranho, mais uma variante da caridade agora tão presidencialmente institucionalizada.

Mas sendo o BIC presidido pelo reformado Mira Amaral (18.156 euros mensais, paga-lhe a CGD após 18 de meses de trabalho), o ministro de Cavaco responsável entre outras barbaridades pela destruição da indústria nacional, pode dizer-se que de uma devolução se trata: o cavaquismo tinha um banco, assaltou-se a si próprio levando-o à falência, e recupera-o com capital injectado e metade dos trabalhadores, naturalmente nós pagaremos as indemnizações aos que vão ser despedidos, além dos 2,4 mil milhões de euros que já se sabia.

Tudo está bem quando acaba bem. Dias Loureiro e Oliveira Costa sorriem, um no seu exílio, o outro aguardando um julgamento de que já conhecemos o resultado, começou a temporada de verão na Aldeia da Coelha. Não me voltem é a falar da Grécia como exemplo chocante de esbanjamento de dinheiros públicos em proveito da casta dominante: esse Euro-2011 já o ganhámos nós, marcando golos na própria baliza.

Sobre João José Cardoso

Comments

  1. José Luis Moreira dos Santos says:

    Não me lembro de um titulo mais infeliz, ao cavaquismo o que o povo paga parecia-me mais de acordo, pois o cavaquismo o pariu, e nunca deixou de tetar nele, o socratismo o alimentou, injectando lá toda a herança dos descamisados, e o povo, os descamisados pagou. Mas não vai ficar por aqui!

  2. Fernando says:

    Cada povo tem os governantes que merece. Mas como em Portugal se vive – dizem os bem intencionados – em democracia, neste caso cada povo tem os governos que escolhe.
    Passos Coelho deve estar como uma azeitona na prensa. A ser pressionado por grandes interesses. A culpa e’ toda dele que não pôs regras quando se candidatou.
    Por outro lado o povo NUNCA exigiu aos candidatos que se comprometessem a tomar certas medidas, como o BPN, BPP, Freeport e por ai fora.

    Portugal esta’ em situação dramática, logo tomam-se medidas drásticas INDEPENDENTEMENTE dos Acordos ou pressões internacionais. Para grandes males grandes remédios. Mas isto são opiniões de um parolo. De um irresponsavel. Que sou eu.

  3. artur says:

    O que se está a passar é mais do mesmo se os Socialistas não fizeram nada pelos mais desfavorecidos alguém acreditaria que era o PSD que iria fazer eles que sempre deram cobertura a tudo o que era ordem e grupos organi zados fossem de empresários fosse de juizes fosse daquilo que fosse eles estavam sempre do lado dos que tinham poder alguém duvida disto só se viver em outra galáctica eles nunca estarão do lado dos fracos e dos oprimidos mas sim dos lado dos fortes e dos opressores o PSD tem uma Máxima “se queres um trabalhador contrata um Director”

    • Ricardo says:

      Qualquer dia referem-se aos do dinheiro como “criadores de emprego” (job creators).

      Se formos à essência da coisa, não é muito complicado. A besta humana rica quanto mais tem mais quer, e não quer abdicar nada do que tem no sentido do equilibrio. Assim, carrega-se (ou alivia-se?) bem no bolso dos menos favorecidos, para que esse animal continue bem abastado, para que não perca previlégios. Daí todo o jogo dos impostos e a forma como se processa, desenbocando na famosa máxima “são sempre os mesmos que pagam”. Por razões técnicas? Porque só pode ser assim? Não. Porque o rico quer continuar a ser rico, tanto ou mais do que era.

      O discurso: “criadores de emprego” ou “job creators” no sentido de não se dever “dificultar a vida aos ricos porque são eles que criam emprego”. Como 1 + 1 = 2, deve-se é tirar dinheiro a quem tem menos para salvar a situação do país.

      Liberalismo a todo o gás! Venha a nós o vosso reino, e seja feita a sua vontade!

  4. Só com sangue é que lá vamos……. esqueçam os cravinhos que só serviram para mudar os mamões.

Trackbacks

  1. […] outros dois, é a justa recompensa pela sua participação activa no banco do cavaquismo – o BPN – que vai agora ser entregue aos angolanos por tuta e meia, depois de milhares de milhões do […]

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