“Um dia pode acontecer uma chatice e não será bom para ninguém”

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O documento aqui reproduzido – uma página de um jornal local de Vila Nova de Gaia – é confrangedor, mas ele retrata o estado a que chegaram algumas instituições e o tipo de político que as lidera. O autarca em causa é também presidente do Conselho Metropolitano do Porto e queixou-se recentemente de ter sido admoestado pela Comissão Nacional de Eleições por andar a distribuir panfletos contra a violência no desporto.

Estas são algumas das frases dirigidas a um vereador da oposição pelo presidente da Câmara de Gaia durante uma reunião pública, segundo relata o jornal local:

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Irresponsabilidade, falta de civismo e comportamentos perigosos na campanha do PàF

PaF 1

Para aqueles que não conhecem a via que surge na imagem em cima, trata-se da variante que circunda a cidade de Famalicão, uma via equiparada a auto-estrada onde se aplicam as regras previstas no código da estrada, que sobre a circulação nestas vias referem, podemos ler no site do IMTT:

PARAGEM EM AUTOESTRADA: A paragem em autoestrada é proibida por lei e sancionada com contraordenação muito grave, tal como previsto no artigo 146.º do C.E. Somente em cenários de congestionamento de tráfego ou por emergência, pode-se parar e apenas em situações imperativas devidamente justificadas.

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Que Natal?


Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de ‘civismo’ a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

País da Treta

treta s.f. – manha, ardil, estratagema, artifício [pl] palavreado para iludir

 

Como observamos todos os dias, os “casos” sucedem-se. São robalos em troca de alheiras, são suspeitas de corrupção, são jobs para os inúmeros boys & girls dos corruptos partidos políticos e assim sucessivamente até à exaustão.

Acontece que estes casos são tratados pelos nossos meios de comunicação social na perspectiva da notícia, do imediato. Assim o caso do momento é divulgado até ao limite ou enquanto vender jornais e, após um determinado período de tempo, é esquecido.

Para evitar este esquecimento iniciámos em 2008 o projecto tretas.org que pretende ser um local de preservação da memória do que se vai passando na arena política em Portugal. Sempre de forma devidamente documentada.

 

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Fale baixinho! Não seja urso!

Campanha do Metro de Lisboa

O comboio não foge! Deixe o pessoal sair! (Urso!)

Campanha do Metro de Lisboa

Que tal usar headphones para ouvir música, não seja besta!

Campanha do Metro de Lisboa

Não roube os lugares reservados, urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Respeite o espaço dos outros, seu urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Deixe o pessoal passar nas escadas rolantes!

Campanha do Metro de Lisboa

Não ponha as patas em cima dos bancos!

Campanha do Metro de Lisboa

Os alunos da Secundária de Ermesinde: Uma educação esmerada

Publiquei há uns meses o relato de uma série de agressões a professores na Escola Secundária de Ermesinde. Tudo rigorosamente verdade, transmitido por professores da Escola e com pormenores que por decência me escusei a transcrever.

Um dos alunos  da Secundária de Ermesinde, sem dúvida um modelo de civismo, brindou o Aventar com um comentário de fino recorte literário. Não poderia privar os nossos leitores de um naco de escrita de tanta elevação intelectual por parte de um aluno que assina com o nome de Unnamed.

OH RICARDO TU DEVES DE TER O FEIJÃO ATRACADO NO CU!!!!

ÉS UM GRANDE PANELEIRO TU E OS JORNALISTA DEVIAM DE IR TODOS PARA A PUTA QUE VOS PARIU.

ÉS UM FILHO DA PUTA DE UM AZEITEIRO!!!

E TRATA LÁ DO TEU BLOGUE DE CHACHA QUE EU NÃO PONHO MAIS AQUI OS PÉS JÁ BOI DO CARALHO.

Este aluno, pelo que sei, deve estar no 11.º Ano. Mais uns anitos e, vão ver, vai ser doutor.

P. S. – Tenho pena que o cobardolas não seja meu aluno. É que, se fosse, teria todo o prazer em ensinar-lhe uma série de regras básicas de civismo e de boa educação. Entre outras coisas, ensinar-lhe-ia que devemos assumir o que escrevemos, ou seja, assinar em nome próprio quando estamos a insultar alguém. E depois sofrer as consequências.
Só não poderia dar-lhe umas palmadas no rabo. É que o menino era capaz de ficar traumatizado.