Uma bomba-relógio nuclear às portas de Portugal

chamada Almaraz, uma central nuclear obsoleta na margem do Rio Tejo. Os alertas da Quercus e da Greenpeace são no mínimo preocupantes.

Irresponsabilidade, falta de civismo e comportamentos perigosos na campanha do PàF

PaF 1

Para aqueles que não conhecem a via que surge na imagem em cima, trata-se da variante que circunda a cidade de Famalicão, uma via equiparada a auto-estrada onde se aplicam as regras previstas no código da estrada, que sobre a circulação nestas vias referem, podemos ler no site do IMTT:

PARAGEM EM AUTOESTRADA: A paragem em autoestrada é proibida por lei e sancionada com contraordenação muito grave, tal como previsto no artigo 146.º do C.E. Somente em cenários de congestionamento de tráfego ou por emergência, pode-se parar e apenas em situações imperativas devidamente justificadas.

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À Beira do Abismo

Quando um egolátrico teve quase TUDO no bolso, menos os portugueses.

a nossa esperança no dia de hoje: o resgate dos mineiros do Chile

mulher aimara, à espera do resgate do seu homem

De Isabel Matos Alves (LUSA)

Santiago do Chile, 11 Out (Lusa) — As equipas de resgate esperam começar o salvamento dos 33 mineiros presos numa mina no norte do Chile, desde Agosto último, “a partir da meia-noite de quarta-feira” (hora local), anunciou hoje o ministro das Minas chileno.

“Esperamos começar o processo de resgate a partir da meia-noite de quarta-feira (04:00 em Lisboa) “, declarou Laurence Golborne, à comunicação social nas imediações da mina de San José.

O ministro chileno referiu que os testes realizados, no domingo, à cápsula que irá transportar um a um os mineiros até à superfície foram um sucesso, referindo que o engenho conseguiu atingir os 610 metros de profundidade.



Agradeço a honra concedida de ser português. Antes fui Britânico, filho de espanhóis e outras ervas, que para este texto não interessam. Porque continuo a ser chileno de tomo e lomo, como dizemos em chileno castiço, sendo tomo a acção de aceitar, e lomo, sobre as costas. Porque é sobre as costas que aguentam não apenas os mineiros soterrados, bem como a maior parte dos chilenos que aceitam trabalhos pesados, mal pagos, moram em poblaciones callampas (bairros de lata em português), trabalhando o dia inteiro, acabam por aceitar outros trabalhos paralelos, porque os salários não permitem viver. Se a Europa está em crise económica, o Chile é crise económica permanente. Todos os homens da família vão trabalhar desde muito novos, especialmente nas minas de cobre, que têm cantos que só permitem a passagem de corpos pequenos. A escolaridade obrigatória acaba quando a criança é capaz de trabalhar. Nunca esqueço que na minha dourada juventude, todos os verões íamos às áreas rurais e mineiras para alfabetizar. [Read more…]

Vamos salvar as baleias?

Petição para assinar, ajude a salvar as baleias! Sabe que as baleias não fazem mal a ninguem, nem afundam barcos, só lutam quando são feridas. Eu já estive a dois metros de uma baleia mãe com o seu filhote de duas toneladas a olharem para mim, passavam por baixo do barco e ficavam do outro lado, e voltavam para me observar, até que outras pessoas saíram do quentinho da cabine e se juntaram a mim. Então a mãe e o bébé afastaram-se uns metros e deram-nos uma lição extraordinária. A mãe baleia voltou-se de barriga para cima e deu de mamar ao bébé.

O único animal que é predador somos nós os humanos, fazemos mal porque sim!

Abaixo de deus…acima de deus

Quando temos a sorte de fazer um diagnóstico correcto, sobretudo em situações graves, e conseguimos equacionar uma terapêutica adequada que resolva a situação, quase sempre o doente ou a doente diz: abaixo de deus foi o sr. dr. quem me salvou.

Não há muito tempo, uma doente minha e minha amiga, foi acometida de um síndrome coronário agudo grave, o que significa uma obstrução importante de uma artéria coronária, ou seja, uma situação de quase enfarte do miocárdio extenso. Teve a sorte da artéria recanalizar parcialmente, evitando, por assim dizer, o descalabro. No entanto, o perigo persistia, com a possibilidade de recidiva a cada momento. Isto é, a espada mantinha-se bem afiada por cima da cabeça. Por duas vezes recorreu ao hospital e por duas vezes recorreu ao médico assistente. Com toda a negligência e incompetência, quer num caso quer noutro, deram-lhe uma palmadinha nas costas e mandaram-na embora.

Resolveu vir ter comigo. Não foi difícil inteirar-me da gravidade da situação. Imediatamente foi realizado cateterismo cardíaco, com vista a angiografia coronária, tendo sido detectada uma lesão grave na principal artéria coronária. Foi feita uma angioplastia, isto é, uma desobstrução da artéria com implantação de um stent, um dispositivo metálico que impede a reestenose da artéria. Resumindo, foi afastado o perigo, e a morte, pelo menos por enquanto, meteu o rabo entre as pernas e foi-se embora.

A minha amiga virou-se para mim e segredou-me: é costume dizer-se, abaixo de deus foi o sr. dr. quem me salvou. Neste caso, acima de deus foste tu que me safaste. Se não fosses tu e as coisas fossem deixadas nas mãos de deus, bem lixada estava.

Eu respondi: olha minha menina, fico muito grato pelas tuas palavras e pelo teu reconhecimento. Apesar de nós médicos não andarmos em competição para ocupar o lugar de deus, a verdade é que é deprimente ficar sempre em segundo lugar, quando, se as coisas ficassem só nas mãos de deus, bem que os doentes iam pró galheiro.

Nem todo o perigo é tão perigoso como a cabeça de alguns adultos

É mãe galinha? Super-pai? Salta-lhe o coração quando o seu filho quer subir a uma árvore? Desata aos gritos se ele brinca com um pau? Esconde o martelo para que ele não dê uma martelada num dedo? E um fogo? O seu filho já acendeu um fogo? Já usou um canivete? Você acha que o ajuda afastando-o de TODO o perigo? Gever Tulley acha que não. Decida-se, o seu filho é uma criança ou uma alface? Ou melhor, quer o seu filho pronto para enfrentar o mundo, ou para ser devorado por ele? Ou de outra forma: quer que o seu filho compreenda o mundo e o risco ou está à espera que o mundo se adapte a si e ao seu medo do risco?