Numa mulher não se bate nem com uma flor

Por isso não as querem no Colégio Militar.

O Colégio Militar é só para homens

Sim, há um lóbi gay em Portugal e não quer meninas no Colégio Militar. E têm muito poder e dinheiro. Maricas.

O pedófilo do Colégio Militar


Impressionante a reportagem da «Sábado» desta semana com um pedófilo em prisão preventiva que assume todos os seus crimes. Jovem advogado da «Teixeira Duarte», chegou a inscrever-se em colónias de férias, como monitor, para poder estar mais perto das crianças. O uso de clorofórmio como forma de adormecer as suas vítimas tornava-o especialmente perigoso.
O que mais impressiona neste caso, para além da confissão total, é a educação deste rapaz. Filho de um militar, passou os primeiros anos no Colégio Militar e, depois, fez todo o ensino básico e secundário num colégio interno para rapazes. Não vou dizer que a sua pedofilia se deveu a este contacto íntimo com rapazes durante tantos anos, mas decerto que ajudou. Foram muitos anos de fardas, de camaratas e pijamas, de balneários, duches e sabonetes a cair ao chão.
Seria pedófilo na mesma? Certamente que sim, mas o ambiente em que viveu toda a infância e adolescência só ajudou a incrementar essa sua faceta. Porque, quer se queira quer não, um colégio interno é das coisas mais anti-natura que se podem conceber na educação de uma criança. É pegar numa criança e enfiá-la numa prisão durante os melhores anos da sua vida. É tirar-lhe tudo.
E, em casos como este, os resultados estão à vista…

Resquícios de fascismo no Colégio Militar

A Lei é para ser aplicada e não fica do lado de fora dos muros do Colégio Militar. Não podemos dizer que só põe lá os filhos quem quer, como se isso justificasse a violência de quem é adulto sobre crianças. Não justifica!

 

E o Colégio Militar pode ser o melhor colégio do mundo que tambem não é justificação. E as praxes tambem não são justificação, e a tradição tambem não. Numa palavra, a violência exercida sem ser em defesa própria é um crime e como tal deverá ser tratada.

 

É isso que estão a fazer os pais das crianças que foram brutalizadas, accionando a Justiça e levando o assunto para os tribunais civis e criminais. Não só é um crime previsto na Lei, e com uma cobertura penal que pode ir a cinco anos, como há prejuízos físicos e psicológicos que podem e devem ser revertidos por indemnizações financeiras.

 

A verdade é que, como vem hoje nos jornais, os oficiais sabiam da violência dos castigos que eram aplicados pelos chamados "graduados" sobre os mais pequenos, e nada fizeram, o que préfigura tambem um crime. Que deve ser investigado. E caso se confirme esse conhecimento, os oficiais devem ser punidos militarmente e serem accionados judicialmente.

 

Estes são os resquícios do "fascismo", de quarenta anos, em que a Lei só se aplicava sobre alguns e não sobre todos. Em que havia gente que estava acima da Lei. Eram estas coisas humilhantes e discricionárias a faceta mais ignóbil do "fascismo", o dia a dia  pequenino e sem grandeza, o ser expulso da cidadania na sua própria terra!

 

Tolerância Zero!

 

O Colégio Militar e os interesses imobiliários (carta a um Deputado)

Sou mãe de um aluno que frequenta o Colégio Militar há 4 anos, para onde foi depois de uma experiência de um ano numa escola pública em que era maltratado fisica e psicologicamente por colegas e ignorado por professores, tendo perdido o ano com cinco negativas e apoio psicológico. No ano seguinte, já no Colégio Militar, ficou no quadro de honra com média de 14,5 e, decorridos 4 anos, adora o Colégio e está "de rastos" com o que tem sido dito na comunicação social.

 

Assim, uma vez que ouvi as suas declarações na RTPN, não posso deixar de manifestar a minha opinião sobre as mesmas.

 

Compreendo as motivações profissionais do Dr. Garcia Pereira no assunto, mas confesso que tenho alguma dificuldade em perceber o empenho do BE em geral e de V. Exa. em particular na condenação de um Colégio, que pode ter regras que não são compatíveis com a V/ visão do ensino, pode ser criticado nalguns aspectos, mas que não merece a campanha persecutória e sistemática que lhe tem sido movida.

 

Não pretendo desculpabilizar actos que *só aos tribunais compete avaliar e, se for o caso, condenar*.

 

Parece-me, porém, que não cabe a V. Exa., nem a qualquer partido político, condenar uma instituição de ensino da forma exarcebada e degradante como o têm feito e, com isso, rebaixar todos os alunos que a frequentam e que ficam desestabilizados com todo o circo mediático que isso gera. Especialmente quando V. Exas não têm conhecimento – nem procuram conhecer – todos os lados da questão. Talvez devessem informar-se porque

razão os pais de 400 alunos defendem o Colégio e porque é quea mãe de dois dos alunos queixosos, ao que soube, mantém os filhos no Colégio!

 

Como mãe e cidadâ não aceito uma tomada de posição desta força e dimensão por parte de membros da Assembleia da República quando *não vi – nem vejo – o mesmo empenho, igual indignação e o pedido de urgente condenação (como hoje V. Exa tão veementemente manifestou) com os graves problemas com que o Estado de Direito se debate e a vergonha que foi e continua ser o processo de pedofilia da Casa Pia*. Talvez os meninos pobres e desprotegidos desta instituição, cujo processo não mereceu da PGR a consideração de "violência escolar" que justifica a celeridade do processo dos alunos do CM, não constituam para V. Exas. uma causa com que se identifiquem por não permitir o ataque a instituições da estrutura (militares ou outras).

 

Permita-me um conselho final: a próxima vez que V. Exa falar publicamente do Colégio Militar será importante investigar antes sobre se nãoestarão em causa eventuais interesses no fecho de um Colégio com 19 hectares no centro da capital, que, a existirem, V/ Exa e o partido que representa estarão inadvertimente a ajudar.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

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Os crimes no Colégio Militar

Jovens selvaticamente sovados por colegas muito mais velhos e graduados, a coberto de uma pretensa disciplina e tradição.

 

Os jovens ficaram com sequelas físicas para toda a vida e tiveram que ser tratados num hospital. Quanto às sequelas psicológicas são menos visiveis mas tambem estão lá para o resto da vida. A disciplina militar do colégio achou que uma pena razoável seria 5 dias de afastamento do colégio, mas os pais dos jovens agredidos é que não estão pelos ajustes e avançaram para os tribunais. O crime cometido tem uma pena que pode ir até 5 anos de cadeia.

 

Agora correm por aí umas versões que tentam deitar areia para os olhos dos observadores e mudar a opinião pública. Vem uma mãe e diz que o filho nunca foi magoado e que tira óptimas notas, que o Colégio é uma mais valia a preservar, e vai adiantando que estão ali 9 ha de terreno, no centro de Lisboa, que abriram o apetite aos especuladores imobiliários. Daí a quererem fechar o Colégio . Outros dizem que o Colégio tem cada vez menos alunos e que não se justifica aquela aparato de instalações.

 

É melhor pôr um ponto de ordem à mesa. A violência está provada e nada justifica que cobardes matulões resguardados por tradições vis e superioridade física, agridam jovens de 12 anos, a ponto de ficarem com sequelas físicas para o resto da vida.

 

Bem podem marchar com garbo e passo certo mas a lei não fica cá fora dos muros do Colégio. Quanto ao terreno vai ter o destino que a oferta e a procura determinarem, neste país onde o betão sai sempre vencedor.

 

Infelizmente!

Afinal o que se pretende?

                                  Colégio Militar: o programa do costume

 

 Há alguns meses, tive a oportunidade de dizer a um muito interessado grupo de alunos do C.M, a razão pela qual discordava do – por eles esperado – ingresso do Príncipe Real na dita instituição. A violência física e verbal, a falta de respeito por colegas que antes de tudo, são uma reserva da nação. Ficaram calados e um tanto cabisbaixos, confirmando tacitamente a provocação.

 

Apesar de todos os relatos de atrocidades que a imprensa tem feito circular, parece que nada disto surge por acaso. Quase uma década decorrida desde a inacreditável tentativa de encerramento do Colégio Militar, perpetrada pelo absurdamente patético governo de Guterres, a situação permaneceu no limbo, assim como a  desconfiança quanto às reais intenções de alguns sectores do regime. Guterres pretendeu transferir a formação dos nossos futuros oficiais, para a Academia Militar de S. Fernando, em Espanha. Todos sabemos o que isto indicia e não é certamente a habitual pecha da paranóia anti-castelhana que nos fará recuar na suposição.

 

É verdade que as práticas antigas de brutalidade e despótico exercício  da coacção moral ou física, são extemporâneas, desnecessárias e contrárias à própria ética militar. No entanto, a profusão de comentários na imprensa e o "opinionismo comentadeiro" dos mesmos de sempre, levam-nos a uma vez mais suspeitar de outras razões que pretendem prosseguir com um há muito gizado plano. Se a isto juntarmos algumas suspeitas de interesses imobiliários no espaço da Luz, o panorama torna-se conhecido. O tempo o dirá.