Afinal o que se pretende?

                                  Colégio Militar: o programa do costume

 

 Há alguns meses, tive a oportunidade de dizer a um muito interessado grupo de alunos do C.M, a razão pela qual discordava do – por eles esperado – ingresso do Príncipe Real na dita instituição. A violência física e verbal, a falta de respeito por colegas que antes de tudo, são uma reserva da nação. Ficaram calados e um tanto cabisbaixos, confirmando tacitamente a provocação.

 

Apesar de todos os relatos de atrocidades que a imprensa tem feito circular, parece que nada disto surge por acaso. Quase uma década decorrida desde a inacreditável tentativa de encerramento do Colégio Militar, perpetrada pelo absurdamente patético governo de Guterres, a situação permaneceu no limbo, assim como a  desconfiança quanto às reais intenções de alguns sectores do regime. Guterres pretendeu transferir a formação dos nossos futuros oficiais, para a Academia Militar de S. Fernando, em Espanha. Todos sabemos o que isto indicia e não é certamente a habitual pecha da paranóia anti-castelhana que nos fará recuar na suposição.

 

É verdade que as práticas antigas de brutalidade e despótico exercício  da coacção moral ou física, são extemporâneas, desnecessárias e contrárias à própria ética militar. No entanto, a profusão de comentários na imprensa e o "opinionismo comentadeiro" dos mesmos de sempre, levam-nos a uma vez mais suspeitar de outras razões que pretendem prosseguir com um há muito gizado plano. Se a isto juntarmos algumas suspeitas de interesses imobiliários no espaço da Luz, o panorama torna-se conhecido. O tempo o dirá.