O pedófilo do Colégio Militar


Impressionante a reportagem da «Sábado» desta semana com um pedófilo em prisão preventiva que assume todos os seus crimes. Jovem advogado da «Teixeira Duarte», chegou a inscrever-se em colónias de férias, como monitor, para poder estar mais perto das crianças. O uso de clorofórmio como forma de adormecer as suas vítimas tornava-o especialmente perigoso.
O que mais impressiona neste caso, para além da confissão total, é a educação deste rapaz. Filho de um militar, passou os primeiros anos no Colégio Militar e, depois, fez todo o ensino básico e secundário num colégio interno para rapazes. Não vou dizer que a sua pedofilia se deveu a este contacto íntimo com rapazes durante tantos anos, mas decerto que ajudou. Foram muitos anos de fardas, de camaratas e pijamas, de balneários, duches e sabonetes a cair ao chão.
Seria pedófilo na mesma? Certamente que sim, mas o ambiente em que viveu toda a infância e adolescência só ajudou a incrementar essa sua faceta. Porque, quer se queira quer não, um colégio interno é das coisas mais anti-natura que se podem conceber na educação de uma criança. É pegar numa criança e enfiá-la numa prisão durante os melhores anos da sua vida. É tirar-lhe tudo.
E, em casos como este, os resultados estão à vista…

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Os colégios internos, tiram as crianças às famílias e a proximidade faz o resto. Não há substituto para a família, nem para o amor da mãe.

  2. Portuki says:

    Pelo post original e comentário que lhe segue deduzo estar na presença de experts em pedófilia, mais não seja verdadeiros curiosos. Ora, será que tal interesse na pedofilia se deve a uma costela pedófila, existenete em cada um deles? O contacto com pessoas do mesmo sexo e por vestir uma farda são factores que potenciam a pedófilia? Penso que ambas as interrogações são verdadeiramente patéticas, tal como as afirmações constantes no post original… Por acaso até terá o seu autor algum conhecimento de causa sobre aquilo que escreve? Frequentou algum colégio interno? Alguma vez vestiu uma farda? Viveu numa camarata? Também fiquei com algumas dúvidas sobre a problemática do “deixar cair o sabonete no chão”… provavelmente terá sido alguma experiência marcante vivida pelo autor e que lhe terá deixado marcas profundas! De facto, a única coisa que vejo “anti-natura” neste blog são as baboseiras aqui escritas, incluindo este meu texto… nem me devia dar ao trabalho de estar a escrever este comentário, mas desta vez não resisti! Devem ser resquicios de muitos anos de colégio interno e fardas…

  3. XicoAmora says:

    Não posso deixar de dar razão ao Portuki, sobre a leviandade com que às vezes se fazem afirmações e análises. Concordo contudo com o autor do post, quando diz que um colégio interno será, na maioria dos casos, a pior forma de educar uma criança. Há todo o mundo diversificado que lhes é roubado no dia a dia.

    • Luís Moreira says:

      Xico, o que o texto diz é que nos colégios internos reunem-se condições para. Como na tropa, no desporto, enfim, onde há filho de muita mãe e muito homem junto. Seminários, prisões, o que não quer dizer que quem lá ande ou andou tenha sido sujeito. Eu andei na tropa e vi muita coisa e nunca me envolvi, e no desporto idem, aspas…

  4. Tiago says:

    Este Colégio é defacto a pior coisa que há eu ando lá e sofro!!! Sofro!!!

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