Os crimes no Colégio Militar

Jovens selvaticamente sovados por colegas muito mais velhos e graduados, a coberto de uma pretensa disciplina e tradição.

 

Os jovens ficaram com sequelas físicas para toda a vida e tiveram que ser tratados num hospital. Quanto às sequelas psicológicas são menos visiveis mas tambem estão lá para o resto da vida. A disciplina militar do colégio achou que uma pena razoável seria 5 dias de afastamento do colégio, mas os pais dos jovens agredidos é que não estão pelos ajustes e avançaram para os tribunais. O crime cometido tem uma pena que pode ir até 5 anos de cadeia.

 

Agora correm por aí umas versões que tentam deitar areia para os olhos dos observadores e mudar a opinião pública. Vem uma mãe e diz que o filho nunca foi magoado e que tira óptimas notas, que o Colégio é uma mais valia a preservar, e vai adiantando que estão ali 9 ha de terreno, no centro de Lisboa, que abriram o apetite aos especuladores imobiliários. Daí a quererem fechar o Colégio . Outros dizem que o Colégio tem cada vez menos alunos e que não se justifica aquela aparato de instalações.

 

É melhor pôr um ponto de ordem à mesa. A violência está provada e nada justifica que cobardes matulões resguardados por tradições vis e superioridade física, agridam jovens de 12 anos, a ponto de ficarem com sequelas físicas para o resto da vida.

 

Bem podem marchar com garbo e passo certo mas a lei não fica cá fora dos muros do Colégio. Quanto ao terreno vai ter o destino que a oferta e a procura determinarem, neste país onde o betão sai sempre vencedor.

 

Infelizmente!

Comments

  1. maria monteiro says:

    Garcia Pereira não brinca em serviço “Estas crianças foram vítimas de uma violência brutal e de um vexame e humilhação em frente aos restantes alunos” e avançou com um processo-crime contra os graduados do colégio

  2. OLMO says:

    Sr. Luís Moreira, Deixe-me dizer-lhe que essa situação só é notícia porque o colégio se situa na capital do país. Caso este estivesse num outro lado qualquer, decerto não havia notícia. Pois, se pesquisar o que se passa nas outras escolas, o panorama é exactamente o mesmo. Posso dizer-lhe que tenho 36 anos e quando frequentei o secundário de uma escola estatal, esse tipo de situações acontecia… e continuou a acontecer!!! Se é para terem notícias, pesquisem o que se passa em todas as escolas.


  3. Para mim é notícia porque no Colégio Militar esta violência faz parte do ADN, é o resquício das humilhações de um tempo que já passou mas que ainda hoje perduram e são aceites. Nas outras escolas trata-se, somente, de violência entre pessoas, não aceites nem consideradas razoáveis. Há uma enorme diferença.

  4. maria monteiro says:

    as notícias já deviam ter acontecido há muito tempo mas foram sempre “dando a volta” aos pais das crianças e às próprias crianças …  as queixas nunca saiam dos gabinetes do colégio , quando se falava com advogados ficava-se a saber que eram assuntos muitos melindrosos … os pais revoltados acabavam por tirar de lá os filhos e… tudo ficava abafado Conheço duas famílias em que aconteceu exactamente isso  

  5. Rosário says:

    Precisava de descobrir famílias que estejam contra o regime de internatod o Colégio Militar e que estejam dispostas a falar, amanhã, num programa de televisão. O meu e-mail – mrmendonca@tvi.pt (mailto:mrmendonca@tvi.pt)